Diretoria


Fabio Szwarcwald
Diretor

Fabio Szwarcwald é economista e colecionador de arte. Faz parte do conselho do New Museum, de Nova York, da Residência Artística Capacete e do conselho de aquisição de acervo do Museu de Arte Moderna (MAM), ambos do Rio de Janeiro.

Formado pela UERJ, Szwarcwald tem MBA em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, MBA em finanças pelo IBMEC e estudou negociação no programa para executivos Wharton, da Universidade da Pensilvânia.

Como executivo, trabalhou na Trader Renda Fixa, foi gerente comercial e superintendente do Banco Votorantim, foi vice-presidente do Private Banking do Credit Suisse Hedging Griffo.

Foi ainda vice-presidente da Associação de Amigos da Escola de Artes Visuais (AMEAV) por cinco anos, e foi vice-presidente do conselho da organização social OCA Lage, que administrou a EAV e a Casa Brasil-França de 2014 a 2016.

 
 
Retrato Lisette Lagnado
Lisette Lagnado
Curadora de Programas Públicos

Lisette Lagnado nasceu em 1961, em Kinshasa, Congo. Em 1975, mudou-se com a família para São Paulo.

Critica de arte, curadora independente, pesquisadora e escritora, Lagnado se formou em Jornalismo pela PUC-SP, onde defendeu mestrado em Comunicação e Semiótica sobre a obra de Mira Schendel. Em 2003, obteve o título de doutora em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) com uma tese sobre o programa ambiental de Hélio Oiticica.

Lagnado iniciou sua trajetória nos anos 1980 quando, a convite do artista Luiz Paulo Baravelli, editou, com Márion Strecker, a revista “Arte em São Paulo”. Em 1988 e 1989, ocupou este cargo na revista “Galeria”, antes de trabalhar como repórter de arte para a “Folha de S. Paulo” (1990-91).

Em 1993, sua primeira curadoria, “A presença do ready-made”, ganhou o Prêmio de Melhor Exposição do Ano da APCA (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, MAC-USP). No mesmo ano, fundou e coordenou o Projeto Leonilson (com amigos e a família do artista morto em decorrência da Aids), para organizar sua obra e documentos. Esse trabalho de pesquisa resultou na exposição e no livro “Leonilson – São tantas as verdades” (Ed. DBA). Em 1995, publicou “Conversações com Iberê Camargo”, livro que precede em um ano o estabelecimento da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, e lhe serviu de roteiro para a curadoria da Sala Especial em homenagem ao artista na II Bienal do Mercosul, em 1999.

Em 1996, integrou a equipe curatorial – ao lado de Tadeu Jungle, Nelson Brissac Peixoto, Stella Teixeira de Barros e Lorenzo Mammi – da mostra “Antarctica Artes com a Folha”, trabalho de prospecção de artistas emergentes no território nacional (Cabelo, Jarbas Lopes, Laura Lima, Marepe, Mauro Restiffe, Rivane Neueunschwander, entre outros).

Entre 1999 e 2002, concebeu e coordenou o trabalho de digitalização e catalogação dos manuscritos de Hélio Oiticica para o Itaú Cultural, acervo disponível na homepage da instituição como “Programa Hélio Oiticica”, fonte de pesquisa e referência de diversos estudos sobre o artista.

De 2001 a 2010, editou, junto com Alcino Leite Neto e Esther Hamburger, a revista eletrônica “Trópico”, que participou da “documenta 12 magazines” (Kassel, Alemanha). Em 2005 e 2006, integrou, com Aracy Amaral, o projeto Rumos Itaú Cultural.

Em 2006, foi curadora da 27ª Bienal de São Paulo (“Como Viver Junto”), até hoje único projeto de uma Bienal de São Paulo escolhido por um júri internacional.

De 2007 a 2012, coordenou, junto com Mirtes Marins, a pós-graduação em Práticas Curatoriais e Gestão Cultural da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, onde criou a revista “Marcelina”. Em seguida, levou parte deste programa de formação para a Escola São Paulo.

Em  2010, foi curadora da exposição “Desvíos de la deriva”, no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri. Em 2013, foi curadora do 33º Panorama do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Atuou em diversos Conselhos, como o do MAM de São Paulo e o do Prêmio Deutsche Bank Urban Age. Tem artigos publicados em revistas internacionais, como “Art Nexus”, “Lapiz”, “Third Text”, “Parachute”, entre outras. Escreveu o prefácio para a tradução em português do livro “Os papéis de Picasso”, de Rosalind Krauss (Iluminuras).

Convidada em maio para integrar a OS Oca Lage, é desde agosto a diretora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, onde vive atualmente.

Na reunião do Conselho de Administração da organização social Oca Lage, realizada no dia 30/03/2016, foi definida a rescisão do contrato de gestão. O Estado reassumiu exclusivamente a responsabilidade sobre a Casa França-Brasil e a EAV Parque Lage. Lisette Lagnado foi convidada pela Secretária de Cultura, Eva Dóris Rosental a permanecer na direção da escola.