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EAV na SP-Arte/2018

EAV na SP-Arte/2018 apresenta
COLEÇÃO AMIGO EAV:
Ernesto Neto
Jaime Lauriano
Rochelle Costi
Virginia de Medeiros

Curadoria: Bernardo Mosqueira

SP-Arte/2018
Parque Ibirapuera
11 a 15 de abril
Informações sobre entrada e horários estão no site do evento:
sp-arte

COLEÇÃO AMIGO EAV – SP-Arte/2018:
A Coleção AMIGO EAV é composta por 4 obras dos seguintes artistas: Ernesto Neto, Jaime Lauriano, Rochelle Costi e Virginia de Medeiros. Só estará disponível para a venda a coleção das quatro obras, não haverá venda avulsa das mesmas. Haverá 20 conjuntos de múltiplos disponíveis para venda.

A renda arrecadada com as vendas das obras será revertida para o programa público de ensino da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Financiando, assim, ciclos de debates, programa de bolsas, eventos na biblioteca, Jornadas de Outubro, entre outros programas da EAV.Todas as obras foram gentilmente cedidas pelos artistas em benefício da EAV.

Todos que adquirirem a coleção, com uma obra de cada artista, se tornarão também um AMIGO EAV.

 

  Ernesto Neto
Bicho Escola, 2018
concreto
23 x 39 x 11 cm

OBS: Desenho/estudo da escultura à esquerda, obra Bicho Escola à direita na imagem.

 

  Jaime Lauriano
Liberdade! Liberdade!, 2018
80 x 60 x 1,5 cm
serigrafia, gravação a laser e pirografia sobre compensado naval

 

  Rochelle Costi
1:25 – The Sting, 2010
60 x 88 cm
Impressão jato de tinta sobre papel de algodão

 

  Virginia de Medeiros
Hosana, 2002
impressao jato de tinta sobre papel de algodão
80x60cm

 

Sobre os artistas

Ernesto Neto
Ernesto Neto volta ao atelier de escultura da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde estudou e produziu seu primeiro trabalho nos anos 80, para desenvolver a obra “Bicho Escola” (2018). Neste trabalho, o artista deu materialidade à visão de uma escola viva e atenta, com os olhos bem abertos e com fluxos de energia pulsando e correndo por seu corpo vibrante. Essa obra reverbera a ideia da instalação “Parquinho Lage”, criada originalmente em 2010 para a individual do artista na Hayward Gallery, em Londres, e doada ao Parque Lage em 2014. No “Parquinho Lage” as crianças são convidadas a caminharem por cima de um meio fio de cimento em formas orgânicas ao redor de uma árvore nos jardins da escola, tornando-se assim os próprios motores da energia que movimenta a EAV. Já o inédito (ou recém-nascido) “Bicho Escola” guarda uma terra fértil para o crescimento de mudas – e de mudanças. No caso do “Bicho Escola”, se a planta que ele acolhe precisa sempre de água, nutrientes, cuidado e luz, Ernesto propõe com este trabalho que o responsável pela saúde deste organismo se alegre ao se perceber também hidratando, nutrindo, cuidando e iluminando sua EAV.

Jaime Lauriano
Jaime Lauriano, um dos mais importantes artistas brasileiros de sua geração, desenvolveu uma obra exclusiva para a Coleção EAV Parque Lage 2018. No últimos anos, a produção de Lauriano tem investigado o colonialismo no Brasil, não voltando-se apenas para os dados históricos e eventos do passado, mas perscrutando a persistência no tempo presente dos ecos da violência da colonização. Para isso, o artista cria documentos que podemos utilizar para reorganizar nosso pensamento e desfazer as narrativas hegemônicas sobre a história do Brasil. Seus diagramas e contra-cartografias podem servir para localizarmos a nós mesmos e aos outros no cenário da exploração contemporânea. Na obra “Liberdade! Liberdade!”, aqui apresentada, Jaime justapõe imagens de objetos de tortura física utilizados pelos senhores de escravos até 1888 com um trecho retirado do Hino da Proclamação da República de 1890. Se a violência desses objetos parece difícil de ser esquecida, os versos deste hino fundam o mito da democracia racial brasileira, segundo o qual a Abolição e a República teriam deixado no passado a exploração dos negros pelo brancos no país.

Rochelle Costi
Ao investigar o trabalho de Rochelle Costi desenvolvido durante as últimas três décadas e meia, é possível perceber a constância do interesse da artista pelo ambiente doméstico, pela intimidade, pelas pequenas narrativas e pelas situações inusitadas, principalmente em relação a objetos do cotidiano. A maneira como Rochelle desenvolve seu trabalho está ligada a como uma criança se relaciona com objetos encontrados. Por constantemente construir e reconstruir uma ética própria, e por ser uma forma de relação encantada e mágica com a realidade, o brincar característico da criança é o experimentar de entendimentos sobre o mundo e está relacionado com a descoberta de como se construir e se expressar dentro dele. O brincar é uma importante via de subjetivação e de experimentação da ética e da construção de si em relação ao outro e ao mundo. O trabalho de Rochelle nos reconecta com o encanto e a liberdade da criança com seu entorno. Na obra “1:25”, Costi utiliza um dos procedimentos mais característicos e fortes de sua obra: o jogo de escalas. Em 2010, a artista caminhava nas ruas da Holanda, quando encontrou uma miniatura penetrável de uma região da cidade. Suas fotografias resultantes deste encontro nos proporcionam novamente o olhar da criança diante do novo e do encantador, vendo tudo com uma outra relação de escala, nos permitindo nos encantarmos de forma singular.

Virginia de Medeiros
Virginia de Medeiros oferece à Coleção EAV Parque Lage 2018/01 um trabalho de uma série inédita e fundamental de sua trajetória como artista. Na fotografia “Rosana: a mulher que sou” (2002), está o início das pesquisas e a base relacional e conceitual do que um dia seriam dois dos mais importantes e ilustres projetos da artista: o “Studio Butterfly” (2006, exposto na 27a Bienal de São Paulo) e o “Sergio e Simone” (2009, presente na 31a Bienal de São Paulo e premiado no 18o Festival Videobrasil). Em seus trabalhos, Virginia experimenta formas de narrar histórias pessoais, próprias ou de colaboradores, sem preconceitos e com procedimentos não totalizantes, oferecendo ao público a chance de ser afetado por sua obra das maneiras mais diversas. Para este trabalho, Virginia fotografou em diapositivo o álbum de família de Rosana, uma amiga travesti e empresária dona de uma pensão para travestis na Bahia. Toda a série relacionada ao célebre “Studio Butterfly” é inteiramente dedicada à Rosana. Virginia utilizou estas fotografias para fazer uma projeção na fachada da casa gerenciada pela amiga utilizando sempre dois slides por vez. O resultado desta operação de sobreposição gerou uma série de imagens ainda inéditas, da qual “Rosana: a mulher que sou” é a primeira a vir a público.


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