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Coleção Amigo EAV na ArtRio 2018

Carlito Carvalhosa, “Múltiplo para Parque Lage”, 2018, óleo sobre cera sobre madeira, 25 x 25 cm, ed.20 [detalhe]
 
A EAV Parque Lage participará da ArtRio 2018 com um conjunto de múltiplos dos artistas: Beatriz Milhazes, Carlito Carvalhosa, Janaina Tschäpe e Marcos Chaves. A renda da venda da Coleção AMIGO EAV 2018.2, com curadoria de Bernardo Mosqueira, será revertida para os programas de ensino da EAV Parque Lage. No nosso stand, haverá também obras dos artistas: Carla Chaim, Ernesto Neto, Guto Lacaz, Luiz Zerbini, Nino Cais, Paulo Bruscky e Suzana Queiroga. A feira acontece de 27 a 30 de setembro, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro.

A Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV) ocupará o stand 18 da esplanada.

Marcos Chaves, “Academia”, 2018, impressão em pigmento mineral sobre papel de algodão, 100 x 150 cm, ed.20

Carlito Carvalhosa, “Múltiplo para Parque Lage”, 2018, óleo sobre cera sobre madeira, 25 x 25 cm, ed.20

Janaina Tschäpe, “Dawn in Galapagos”, 2018, impressão em pigmento mineral sobre papel de algodão, 73 x 110 cm, ed.20

Beatriz Milhazes, “Cumarú”, 2018, serigrafia, 43 x 38 cm, ed.20

Sobre os artistas

Beatriz Milhazes

Beatriz Milhazes (1961) é uma artista carioca, que vive no Rio de Janeiro. Sua produção é composta por pinturas, gravuras, desenhos e, mais recentemente, esculturas e instalações. Milhazes foi aluna do Parque Lage nos anos 80 e professora da EAV até meados dos anos 90. Em 1984, ela participou, nesta mesma Escola, da histórica exposição “Como vai você, Geração 80?”. A mostra reunia um grupo de 123 artistas de idades diferentes, que demonstrou uma volta da experimentação da pintura em oposição ao conceitualismo da década de 1970. O trabalho de Milhazes parte de algumas questões do modernismo e se relaciona com as obras de artistas como Tarsila do Amaral e Burle Marx. Porém, a artista toma como referências importantes ao seu trabalho o barroco, o decorativismo, o carnaval, a arte popular brasileira, o art déco, etc. Milhazes tem um grande interesse pelo desenvolvimento de processos inovadores e, em sua obra, utiliza colagens, decalques e técnicas diferentes de pintura e gravação. Sua linguagem é marcada pelo uso de cores intensas e vibrantes e pela presença de círculos, mandalas, arabescos e flores que se sobrepõem e justapõem em momentos de opacidade e transparência. Exclusivamente para a Coleção EAV 2018.2, Beatriz desenvolveu uma serigrafia que apresenta as principais características de sua obra. Seu título, “Cumarú” faz referência a uma árvore brasileira que pode chegar até 30 metros de altura e é reconhecida pelo perfume e pelas importantes propriedades medicinais de seus frutos e sementes.

Carlito Carvalhosa

Carlito Carvalhosa (1961) é um artista paulistano, que vive e trabalha no Rio de Janeiro. Sua produção é composta por pinturas, gravuras, esculturas e instalações desenvolvidas com a motivação primordial de gerar experiências inéditas e potentes. O artista desenvolveu ao longo dos anos diversas estratégias para desorientar o público, gerando incômodos, desafios e novos aprendizados a partir de experiências singulares de forte apelo plástico. O interesse pelas questões construtivas e espaciais existe desde que estudou Arquitetura na USP no começo dos anos 80. A cera é um material importante para o artista desde a mesma época, quando participava do grupo Casa 7 (ao lado de Rodrigo Andrade, Fábio Miguez, Nuno Ramos e Paulo Monteiro) e realizava pinturas em grande formato, utilizando apenas este material e pigmentos. O artista, que tem grande interesse em baixa tecnologia, a partir dos anos 1990 começa a desenvolver peças por meio do uso da técnica milenar de moldagem chamada “cera perdida”. A obra desenvolvida por Carvalhosa especialmente para a Coleção EAV 2018.2 mostra o volume formado pelos dedos do artista contra o molde, que ao ser desenformado faz alusão à imagem do palacete da Escola de Artes Visuais. Ainda que seja entendido como um múltiplo, cada uma das obras de Carlito para esta Coleção apresenta uma pintura diferente com formas geométricas sobre a superfície da cera.

Janaina Tschäpe

Janaina Tschäpe (1973) é uma artistas nascida na Alemanha, criada em São Paulo e que vive em Nova York desde 1997. Sua produção inclui pinturas, aquarelas, desenhos, fotografias, vídeos, instalações e esculturas de forte inspiração surrealista. Misturando densidades diversas de figuração e abstração, a artista cria obras de grande potência fantástica, objetos inspiradores, que fazem da máquina imaginativa do observador seu autor colaborador. Na obra de Tschäpe, podemos ver um grande interesse pela água, pelos elementos da natureza, pela sensualidade das formas orgânicas e pela criação de imagens abertas e de seres míticos híbridos. São criações que nos levam ao mundo do sonho, ao território da fantasia, ao reino da poesia, ao estado de delírio. Se no passado a imagem do corpo da própria artista estava presente em muitas de suas criações, hoje em dia a performatividade surrealista é experimentada por outros colaboradores. Em seus oceanos, praias, recortes da natureza, podemos encontrar sereias, medusas, criaturas marinhas sem nome, seres sobrenaturais ou de outro plano que nos surpreendem ao exibir suas formas, substâncias e maneiras. A fotografia presente na Coleção EAV 2018.2 foi desenvolvida a partir de uma expedição ao Arquipélago de Galápagos em 2013. Nela, podemos ver um ser de formas incomuns, uma fantástica inapreensível criatura que pode ser entendida como uma resposta da imaginação à pergunta posta por Deleuze nos anos 50: “que seres existem nas ilhas desertas?”.

Marcos Chaves

Marcos Chaves (1961) é um artista que nasceu e vive no Rio de Janeiro. Sua produção é composta por fotografias, vídeos, objetos e instalações que nos oferecem frutos de uma forma de olhar e pensar os dados do cotidiano de maneira muito singular: ao mesmo tempo crítica, aguda, amorosa e bem humorada. Grande parte da obra de Chaves parte do caminhar na cidade e registrar fotograficamente situações raras formadas por encontros inusitados que, um pouco fora de lugar ou registrados por ângulos incomuns, podem ganhar novos sentidos, ressaltando rimas, harmonias e contradições. Em seus trabalhos objetuais ou instalativos, os “encontros inusitados” são garantidos por procedimentos de deslocamento, aproximação e pelo uso de formas de expor incomuns. O conjunto de sua obra cria uma espécie de pedagogia da percepção, de modo que, após contato com sua produção de maneira mais extensa, conquistamos uma nova forma de atenção, uma maneira singular de direcionamento, edição e interpretação do olhar. Mesmo que Chaves venha produzindo e expondo em diversas partes do mundo, o Rio de Janeiro é cenário e personagem importante em sua obra. A participação de Marcos Chaves na Coleção EAV 2018.2 se dá com um registro do próprio palacete da EAV Parque Lage enquanto recebia a exposição “ACADEMIA” de Chaves no ano de 2018. Nesta série, Marcos cria objetos inspirados em aparelhos rudimentares de ginástica como os presentes em parques e praias da cidade do Rio, feitos com cimento, pedra, latas, madeira. Ao serem expostos numa escola de arte, ganharam a companhia de um neon com o título da mostra, fazendo uma alusão ao ambiente “acadêmico” de algumas entidades de educação. A grande escala da impressão e a angulação do registro ressaltam a sisudez da instituição em contraste com a liberdade e jocosidade da intervenção.

Sobre o curador

Bernardo Mosqueira

Bernardo Mosqueira (Rio de Janeiro, 1988) é curador, escritor e pesquisador. É um dos fundadores e gestores do Solar dos Abacaxis, espaço independente para arte, educação e liberdade no Rio de Janeiro; Idealizador e diretor do Prêmio FOCO Bradesco ArtRio (2013-); Vencedor da 9a edição do Premio Lorenzo Bonaldi, em Bergamo, na Itália (2017/18); Membro da Comissão Curatorial da Galeria de Arte IBEU (2011-2015); Realizou de forma independente o festival de performance e propostas experimentais Vênus Terra (2010-2014); Foi um dos premiados no 1º Laboratório Curatorial da SP-Arte com a exposição “Trepa-Trepa no Campo Expandido”, 2012; É autor de diversos ensaios em revistas brasileiras e estrangeiras, de diferentes catálogos e do livro de ficção “Carta Aberta por Zé Bento e Entendida por Zé Jorge” (2013); Lecionou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (2011, 2015); Foi responsável por dezenas de curadorias, entre elas: Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome (RJ, 2010); Quase Casais (EIC Maus Hábitos, Porto, Portugal, 2010); E os Amigos Sinceros Também (Galeria de Arte Ibeu, RJ, 2012); Conexiones (Buenos Aires, Argentina, 2013); Tronco (Casa França-Brasil, RJ, 2013); primeiro estudo: sobre amor (Galeria Luciana Caravello, RJ, 2014); Anna Bella Geiger, CIRCA MMXIV: Imaginação é um ato de Liberdade (Mendes Wood DM, SP, 2014); Quando cai o céu (Centro Cultural São Paulo, SP, 2014); Encruzilhada (Parque Lage, RJ, 2015); objects in mirror are closer than they appear – Lexus Hybrid Art 2015 (Rossyia Theater, Moscou, Rússia); ASSIM (Museu do Homem do Nordeste, Recife, 2016); o que vem com a aurora (Casa Triângulo, SP, 2016); Primavera nos Dentes (Galeria Lume, SP, 2016); primeiro estudo: sobre a terra (A Gentil Carioca, RJ, 2017); Enchanted Bodies/Fetish for Freedom (GAMeC, Bergamo, Itália, 2018).

Horários

Quarta-feira, 26 de setembro | Preview
Quinta-feira, 27 de setembro | 13h -21h
Sexta-feira, 28 de setembro | 13h -21h
Sábado, 29 de setembro | 13h -21h
Domingo, 30 de setembro | 13h -20h

Local

Marina da Glória
Av. Infante Dom Henrique, s/n – Glória
Pavilhão e Esplanada
Estacionamento no local | Ponto de táxi no local | Ponto especial do UBER no local
Metrô – Estação Glória / Passarela em frente à Rua do Russel

artrio.art.br
 

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