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Cinelage | Fuso – Anual de vídeo Arte Internacional de Lisboa

stills Ernesto de Sousa

Cinelage | Fuso
Anual de Vídeo Arte Internacional de Lisboa
Sexta . 28 setembro . 19:00
Palacete do Parque Lage
Rua Jardim Botânico, 414, Jardim Botânico, Rio de Janeiro

FUSO – ANUAL DE VÍDEO ARTE INTERNACIONAL DE LISBOA

Criado em 2009 o FUSO é o único festival com programação contínua de vídeo arte nacional e internacional, em Lisboa. Confrontando linguagens já canônicas às mais contemporâneas, o FUSO mostra obras em vídeo que cruzam as artes plásticas, a performance, o cinema, a literatura e os meios digitais, propondo uma nova abertura à imagem em movimento do século 21.

As obras são selecionadas e apresentadas por curadores nacionais e internacionais que desenham uma programação exclusiva para o festival. A excelência da programação é um compromisso do FUSO. A notoriedade e experiência dos curadores convidados garantem a consistência e qualidade dos programas apresentados, com obras de artistas reconhecidos internacionalmente e de artistas ainda desconhecidos do público português.
Para além dos programas propostos, anualmente o FUSO homenageia um ou mais artistas históricos de importância fundamental na vídeo arte.
O convívio diário dos curadores e artistas durante uma semana de festival proporciona o encontro
e o estabelecimento de inúmeras parcerias, gerando uma rede de conexões e colaborações.

Uma das principais vertentes do FUSO é a promoção da nova criação nacional. Todos os anos é realizado um concurso (Open Call) aberto a artistas portugueses ou estrangeiros que vivem em Portugal, com o objetivo de divulgar, distinguir e incentivar a nova produção nacional.
São atribuídos dois prémios, o Prémio Aquisição FUSO|Fundação EDP_MAAT, e o Prémio Incentivo FUSO|RESTART, em recursos e meios técnicos para realização de novo projeto.

A circulação e internacionalização se faz presente no FUSO desde sua criação. O FUSO circula por diversas cidades de Portugal e de outros países, com apresentações adaptadas para salas de cinema ou de projeção. Ao apresentar uma programação de excelência, o FUSO cumpre sua missão de fomentar o desenvolvimento da arte nacional, contribuindo para a diversidade cultural e para a divulgação dos artistas portugueses dentro e fora do país.

Sempre no final do mês de agosto, com entrada gratuita, o FUSO saúda as noites de verão ocupando jardins e claustros dos museus de Lisboa com espreguiçadeiras preparada especialmente para as apresentações ao ar livre. Para aplicar seu público, gerando curiosidade e interesse para as artes visuais, o FUSO sai para as ruas da cidade apresentando obras em painéis de vídeo espalhados por locais estratégicos da cidade.

Ao fomentar o pensamento crítico em torno dos novos meios e promover o enriquecimento do conhecimento e divulgação da arte vídeo no panorama português, o FUSO contribui de forma significativa para a dinâmica da arte contemporânea nacional.

FUSO – anual de vídeo arte internacional de Lisboa é uma produção da Duplacena | Horta Seca.
Programa financiado pela Dgartes (Direção geral das Artes) do Ministério da Cultura de Portugal.

PROGRAMA
Título: “Reload”
Curadoria: Marta Mestre
Duração: 68’

“Reload” faz um ponto de situação sobre a produção de artistas premiados no Open Call, concurso aberto a artistas portugueses ou estrangeiros que vivem em Portugal.
Através de uma seleção cuidadosa, que visa criar diálogos à partida não estabelecidos, foram selecionados trabalhos de sete artistas, privilegiando, sempre que possível, a sua produção recente. Necessariamente diverso, expressando a produção contemporânea em vídeo, vários dos trabalhos que integram a sessão fazem uso de contextos poéticos e políticos, reivindicativos e contemplativos, documentais e ficcionais, cujas fronteiras são naturalmente instáveis.”
RAQUEL SCHEFFER | AVÓ (MUIDUMBE), 2010, 10’49”
VICTOR JORGE | LANDSCAPE, 2013, 2’11’’
BRUNO RAMOS | FACTORY, 2012, 10’19’’
SALOMÉ LAMAS | A TORRE, 2016, 8’
LEALVEILEBY | THE TWO HEADED BULL AND OTHER PORTUGUESE FABLES, 2017, 7’41’’
JOÃO LEITÃO | O RETRATO DE IRINEU, 2014, 4’
JOSÉ CARLOS TEIXEIRA | ON EXILE, elsewhere within here, 2018, 25’

MARTA MESTRE (curadora)
Marta Mestre trabalha como curadora, editora e crítica de arte desde 2005. Licenciada em História de Arte, com Mestrado em Cultura e Comunicação. Curadora no Instituto Inhotim, Minas Gerais (2016-2017), curadora-assistente no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2010-2015), curadora convidada em Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro (2016) e coordenadora do Centro de Artes de Sines, Portugal (2005-2008). É co-curadora de ‘Imago’, projeto de difusão de autores de teoria da imagem, e colabora regularmente na plataforma digital ‘Buala’. Entre outros, recebeu: bolsa ‘Laboratório Curatorial / SPArte, São Paulo 2012′ e Travel Grant Award / CIMAM. Doha 2014’. Organizou vários projetos, individual e coletivamente, principalmente em instituições públicas, com ênfase na pesquisa em “contra-narrativas”, curadoria e arquivos de artistas. Escreve regularmente ensaios para catálogos de instituições e museus, e participa em júris de prémios de artes visuais.

 
ARTISTAS E SINOPSES

RAQUEL SCHEFFER // AVÓ (MUIDUMBE), 2010, 10’49”
Retrato de uma família colonial em Moçambique, ex-colônia Portuguesa, em 1960. Uma sequência de material de arquivo familiar é o ponto de partida de um vídeo sobre a relação da artista com um território imaginário – a vila de Muidumbe, em Moçambique, em 1960, então administrada pelo seu avô. A artista transforma-se gradualmente na sua avó para explorar e desconstruir os lapsos discursivos entre o texto (cartas familiares), memórias pós-coloniais e imagem de arquivo, procurando os traços de um território (ou de um desejo de territorialização) obsessivo

Raquel Sheffer (Porto, 1981) é realizadora e doutoranda em Estudos Cinematográficos na Université de la Sorbonne Nouvelle – Paris 3, onde prepara uma tese sobre a representação cinematográfica da história contemporânea, sob a orientação de Philippe Dubois. Publicou o livro “El Autorretrato en el Documental” em 2008, na Argentina, país onde concluiu um mestrado em Cinema Documental. Realizou curtas-metragens e vídeos, apresentados em diversos festivais e exposições, como o FIDMarseille, o Berlinale Talent Campus ou a Trienal de Mármara. “Avó (Muidumbe)”, curta-metragem produzida no âmbito do Curso de Videoarte da Fundação Calouste Gulbenkian, recebeu o prémio de melhor filme na secção competitiva do Festival FUSO 2010, em Lisboa.
 
 

VICTOR JORGE // LANDSCAPE, 2013, 2’11’’
Filme Found-Footage Super8 de 1979, recuperado e restaurado com uma série de movimentos de câmara panorâmicos, numa paisagem com som/música de Lionel Ritchie, “All Night Long”.
Vencedor do prémio FUSO| FUNDAÇÃO EDP/MAAT ARTE, 2013.

Victor Jorge (Lisboa, 1971). Fez o curso de video/cinema e som de autor no Ar.Co. Estudou teatro (F. C. Gulbenkian, Lisboa e Estúdio do Método, Londres). Fez dança no Rui Horta, Buthô com Catherine Chu e frequentou Filosofia na Univ. Nova de Lisboa. Tem exposto o seu trabalho entre Portugal, EUA, Itália, França.
 
 

BRUNO RAMOS // FACTORY, 2012, 10’19’’
No centro de Londres, P. Sylva leva uma vida incomum. É um fantasma numa das mais movimentadas cidades do mundo e defende o seu modo de vida. Factory explora a relação entre a pessoa e o espaço que ela habita, através de um conjunto de movimentos pré-determinados. O filme foi criado com base numa pré-definida narrativa audiovisual e centrada na vida quotidiana do personagem.
Com: P. Sylva, H. Hassan; Realização: Bruno Ramos; Desenho de Som: Sergio Cruz

Bruno Ramos nasceu em 1975 em Lisboa. Estudou fotografia, cinema e crítica de arte contemporânea. O seu trabalho como artista plástico tem sido desenvolvido e exposto internacionalmente. Em 2006 foi finalista do prémio BES revelação em fotografia e em 2010 foi-lhe atribuída a bolsa Gulbenkian para desenvolvimento académico no estrangeiro. Em 2012 ganhou o prêmio Fuso Videoarte pelo seu vídeo Factory. Vive e trabalha em Londres.
 
 

SALOMÉ LAMAS // A TORRE, 2016, 8′
Talvez a experiência de Kolja de subir ao topo da árvore, de metamorfosear o seu corpo (humano) com a árvore (natureza) aventurando-se na fronteira da terra com o céu, venha confirmar a sua pureza de espírito, a grandiosidade dos idiotas ou a imbecilidade dos místicos. Ou será tudo isto junto? Talvez seja um sintoma dos iluminados ou somente um suicídio elaborado.
Agradecimento: Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT)

Salomé Lamas (Lisboa) estudou cinema em Lisboa e Praga, artes visuais em Amestredão e é candidata a um doutoramente em estudos da arte contemporânea em Coimbra. O seu trabalho tem sido exibido tanto em feiras de arte como em festivais de cinema como a Berlinale, Museu Rainha Sofia, MNAC- Museu do Chiado, DocLisboa, Cinema du Réel, Visions du Réel, MoMA – Museum of Modern Art, Museo Guggenheim Bilbao, Harvard Film Archive, Arsenal Institut fur film und videokunst, Viennale, Culturgest, CCB – Centro Cultural de Belém, Museu Serralves, Tate Modern, CPH: DOX, Centre d’Art Contemporain de Genève, Bozar, SESC São Paulo, MAAT, La Biennale di Venezia Architettura, entre outros. Lamas recebeu várias bolsas tais como The Gardner Film Study Center Fellowship – Harvard University, The Rockefeller Foundation – Bellagio Center, Fundação Calouste Gulbenkian, entre outros. Paralelamente colabora com a Universidade Católica Portuguesa e Elias Querejeta Zine Eskola.
 
 

LEALVEILEBY // THE TWO-HEADED BULL AND OTHER PORTUGUESE FABLES, 2017, 7’41”
Filmado com uma câmara digital portátil e com imperfeições cinematográficas, como grão adicionado na pós-produção, este vídeo utiliza “títulos” da era do cinema mudo para criar um jogo antropomórfico que revela a facilidade com que projetamos traços humanos em tudo à nossa volta através da linguagem. O vídeo lembra-nos de como o texto e a imagem moldam constantemente a nossa compreensão do mundo.

LealVeileby é uma dupla constituída por António Leal (Lisboa, Portugal, 1976) e Jesper Veileby (Karlstad, Suécia, 1985). Vivem e trabalham em Malmö, na Suécia, mas mantêm um atelié em Lisboa que utilizam frequentemente. Utilizando uma variedade de médios como o video, objectos ou instalação, a dupla investiga a natureza da arte e da produção de conhecimento. A sua prática é descrita como uma exploração lúdica dos territórios científico, oculto e linguístico. Em 2017 a dupla recebeu uma bolsa anual de trabalho da Swedish Arts Grants Committee. Leal concluiu o mestrado em Belas Artes na Academia de Arte de Malmö (2009-11, tutora Gertrud Sandqvist) e frequentou o Independent Study Program da Maumaus – School of Visual Art em Lisboa (2006-09). Veileby concluiu o bacharelato e o mestrado em Belas Artes na Academia de Arte de Malmö (2009-14, tutor João Penalva). A dupla mostrou individualmente no Espaço Campanhã (Porto, PT, 2018), na Konsthall K (Karlstad, SE, 2014), Espaço Campanhã (Porto, PT, 2013) e Galleri Pictura (Lund, SE, 2012). Das mostras colectivas destacam-se: Fuso – Video Art Festival, MAAT (Lisboa, PT, 2017), XIX Bienal de Cerveira (Vila Nova de Cerveira, PT, 2017), Sjöbo konsthall (Sjöbo, SE, 2017) e Inter Arts Center (Malmö, SE, 2015).
 
 

JOÃO LEITÃO // O RETRATO DE IRINEU, 2014, 4’
Irineu: incapaz de esquecer e dotado de uma memória infalível.

João Leitão, licenciado em Teatro (Dramaturgia), pela Escola Superior de Teatro e Cinema, e mestre em Arte Multimédia (Audiovisuais), pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Actualmente, é doutorando na mesma instituição. Enquanto criador, funda o colectivo performativo 3.14 (2010-2012) e, em 2012, integra o colectivo SillySeason. Desenvolve, regularmente, projectos de vídeo arte, os quais foram exibidos a nível internacional e/ou premiados a nível nacional. É representado pela plataforma francesa Heure Exquise: Centre International pour les Arts Vidéo, tendo colaborado com: Mole Wetherell (2012), Rabbit Hole (2014), VIDEOLOTION (2015-2017), Elmano Sancho (2015), Ana Jezabel e António Torres (2017), Daniel Gorjão/Teatro do Vão (2017) e João Pedro Fonseca (2017).
 
 

JOSÉ CARLOS TEIXEIRA (PT) // ON EXILE, elsewhere within here, 2018 – 25′
No cruzamento entre cinema documental, arte e antropologia, ON EXILE, elsewhere within here investiga conceitos de migração, deslocação e alteridade. Através de entrevistas com refugiados de comunidades muçulmanas do Médio-Oriente e Norte de África, asilados nos Estados Unidos, este filme experimental constrói retratos psicológicos íntimos, inserindo-os num contexto histórico e político determinado. Estética e eticamente empenhado no encontro etnográfico e nas delicadas questões da representação do Outro, o autor procura ouvir e inscrever as vozes dos refugiados, em oposição a um discurso dominante que lhes nega agência ou existência própria. ON EXILE convida-nos, assim, a uma reflexão e um tempo demorados, a um processo necessário de empatia e intersubjectividade – “para nos devolver o Outro, ou nos devolver ao Outro” (J. Pinharanda).
*Esta é uma versão reduzida do original de 70 minutos

José Carlos Teixeira
(Porto, 1977), artista visual e investigador, obteve o seu mestrado na University of California Los Angeles (UCLA), como bolseiro Fulbright, e a sua licenciatura na FBAUP. Das exposições individuais recentes, destacam-se as no MAAT e no Madison Museum of Contemporary Art. Tem apresentado o seu trabalho internacionalmente em instituições como o Hammer Museum, LACE (Los Angeles), Museum of the City of New York (NY), MOCA, Spaces (Cleveland), Württembergischer Kunstverein (Estugarda), DAZ (Berlim), entre muitas outras. Os seus filmes têm sido exibidos em festivais como o Rencontres Internationales Paris/Berlin, Currents New Media Festival, LA Freewaves e Athens International Film and Video Festival. Em 2005, foi nomeado para o Prémio Novos Artistas EDP, e recebeu o Prémio do Júri no Festival FUSO em 2011. Foi artista residente na Akademie Schloss Solitude (Alemanha), MacDowell Colony e Headlands Center for the Arts, sendo actualmente docente na UW-Madison (EUA).


Sessão Histórica Ernesto de Sousa
Curadoria Isabel Alves
Duração: 34’04”

 

ERNESTO DE SOUSA
“Happy People”

Filme Super 8 mm transcrito para vídeo
cor, s/som
4:3, PAL, 4’25”


ERNESTO DE SOUSA
“Havia um Homem que Corria”

Filme Super 8 mm transcrito para vídeo
cor, s/som
4:3, PAL, 7’58”

“Happy People” e “Havia um Homem que Corria” fazem parte do programa “Nós Não Estamos Algures”, de 1969.
Mixed-media, ou Exercício de Comunicação Poética.
Inclui projeções de diapositivos (preto e branco, e cor) e de filme (Super 8; preto e branco, e cor; sem som), envolvimentos, ações, interpretação de poemas, improvisação musical, reprodução de música e de textos gravados.


ERNESTO DE SOUSA
To a Poet, 1981

UMATIC transcrito para vídeo, cor, som
4:3, PAL, 21’41”

To a Poet foi apresentado na exposição colectiva “Portuguese Video Art”, organizada por José Manuel Vasconcelos, na Gallery of New Concepts na Universidade de Iowa, em 1981.

Ernesto de Sousa (Lisboa, 1921–1988) foi uma das figuras mais complexas e ativas do seu tempo, um prolífico artista multidisciplinar e um ávido promotor de sinergias entre gerações de artistas da primeira e da segunda metade do século XX. Defensor de uma expressão artística experimental e livre, dedicou-se ao estudo, divulgação e prática das artes, como à curadoria, crítica e ensaística, à fotografia, ao cinema e ao teatro.
Na década de sessenta, entrou em contato com o movimento Fluxus e as neo-vanguardas europeias, travando amizade com Robert Filliou e Wolf Vostell. Este contato foi uma influência determinante para a reformulação da arte como “obra aberta”, experimental e participativa, são disto exemplos o exercício teatral Nós Não Estamos Algures (1969), o filme expandido Almada, Um Nome de Guerra (1969-1972) e o mixed-media Luíz Vaz 73, obras colaborativas da sua autoria.
Durante esta década, e até aos anos oitenta, organizou cursos, conferências e exposições sobre filme experimental, vídeo-arte, performance e happening, promovendo pontos de contato entre as neovanguardas internacionais e o contexto português.
Ao propor a celebração do Aniversário da Arte de Robert Filliou (Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, 1974), Ernesto de Sousa antecipou a Revolução dos Cravos e contrariou a posição periférica de Portugal na Europa. A exposição “Alternativa Zero” (Galeria Nacional de Arte Moderna, Lisboa, 1977) sintetiza o seu projecto de criação de uma vanguarda portuguesa em diálogo estético e ideológico com as suas congéneres internacionais.
Publicou, desde a década de quarenta, intensamente em revistas e jornais, sendo a sua crítica instrumental para a divulgar em Portugal práticas artísticas experimentais. O seu forte envolvimento no movimento cineclubista, do qual foi fundador em Portugal, foi um contributo para a eclosão do “Novo Cinema” anunciado pela sua única longa-metragem Dom Roberto (1962), distinguida com dois prémios no Festival da Cannes em 1963. Importa ainda referir o estudo que desenvolveu acerca da arte popular portuguesa e a sua teorização no âmbito da arte contemporânea bem como a revisão da obra de Almada Negreiros, o “ingénuo voluntário” cuja obra anticipava as ideias que Ernesto defendia.
Foi comissário da representação portuguesa na Bienal de Veneza em 1980, 1982 e 1984.