Eventos

Performance Alberto Baraya e Benjamin Taubkin

“Los músicos de Río, Expedición Río de Janeiro”, 2018 de Alberto Baraya [detalhe]

Performance do artista Alberto Baraya e do pianista Benjamin Taubkin
Domingo, 25 Novembro, 12h
Clareira perto da Gruta. Caso chova passa pro Salão Nobre
Gratuito | Aberto ao público


Paisagens – Partituras:

A partir da busca por conhecimento compartilhado entre a pintura e a música, a performance propõe a interpretação das paisagens pintadas através do piano. As impressões das “paisagens-impressões” se convertem em potenciais partituras para serem interpretadas no instrumento. **

Nesta ocasião, vai ser realizada uma apresentação no Parque Lage, na cidade do Rio de Janeiro. Como um laboratório experimental no lugar, o piano é deslocado de seu cenário habitual e levado ao espaço exterior dos jardins, onde o pintor e o pianista realizarão sua própria interpretação da paisagem (ou um segmento da mesma: uma planta? Uma flor? Ou o que se vê desde a janela?). Finalizado este primeiro ato, algumas das paisagens pintadas previamente pelo pintor se tornam potenciais partituras que serão reinterpretadas pelo músico.

** Tanto a pintura de paisagens como a música produzida no piano se cruzam em suas origens similares. O desenvolvimento da pintura de paisagens se deu paralelamente ao desenvolvimento do instrumento. O espírito romântico implicava na predisposição à ideia da contemplação da paisagem, ou seja, a projeção do sentimento interior aos fenômenos atmosféricos e a geografia observada. Também, por outro lado, a ideia de manifestação dos sentimentos desejava ser expressada através do instrumento pela excelência do piano como tal.

Alberto Baraya
Alberto Baraya (n. 1968, Bogotá, Colômbia) vive e trabalha em Bogotá. Estudou pintura na Universidad Nacional de Colombia de 1987 a 1992. Mais tarde, em 1995, formou-se mestre em Estética e Teoria da Arte na Universidade Autónoma y Complutense de Madri. Em suas fotos, vídeos, objetos encontrados e desenhos, Alberto Baraya parodia a exploração colonial e seus ecos nas relações mundiais contemporâneas. Na década de 1990, produziu autorretratos irônicos, destacando a maleabilidade da identidade pela inclusão de referências a obras de arte consagradas. Desde 2001, Baraya se define como um “viajero”, em referência aos viajantes europeus dos séculos 18 e 19 que empreendiam expedições botânicas em nome da ciência e a serviço da colonização. Em seu projeto “Herbário de plantas artificiais”, Baraya segue os passos daqueles pseudocientistas, coletando, catalogando e expondo plantas artificiais. “Ao coletar flores de plástico na rua, me comporto como os cientistas que a educação ocidental espera que nos tornemos”, explica o artista. “Ao modificar os objetivos desta… tarefa, resisto a esse ‘destino’. Naquele momento, todas as pressuposições são questionadas, até mesmo a história”. Seus trabalhos foram apresentados em inúmeras bienais, entre elas a 10ª Bienal do Mercosul em Porto Alegre, Brasil (2015); 8ª Bienal de Berlim (2014); 9ª Bienal de Shanghai, na China (2012); 11ª Bienal de Cuenca, no Equador (2011); 53ª Bienal de Veneza, na Itália (2009); 27ª Bienal de São Paulo, no Brasil (2006); 1ª Bienal de Medellín, na Colômbia (1997); Bienal do Caribe em Santo Domingo, na República Dominicana (2003); e 4ª Bienal de Bogotá, na Colômbia (1994). Baraya realizou individuais em instituições como o Frost Art Museum, em Miami; Indianapolis Museum of Contemporary Art; Museo de Arte Moderna de Bogotá; e Palais de Tokyo, em Paris. Participou de coletivas no Museum of Latin American Art – MOLAA, em Long Beach; Fundación/Colección Jumex, na Cidade do México; Bronx Museum, em Nova York; Institute of Contemporary Art, na Philadelphia; e Fundació Joan Miró, em Barcelona

Benjamim Taubkin
Hoje, Benjamim Taubkin é um dos pianistas mais conhecidos da cena brasileira, tendo gravado e lançado vários discos em nosso país e no exterior. É compositor, intérprete, arranjador, produtor musical e curador. Dirige o Núcleo Contemporâneo que se dedica à música, promove encontros, recitais, eventos e produção de discos.