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Slam das Minas RJ #02

Slam das Minas RJ #02
Verão de todos os corpos
Sábado, 16 de março de 2019
15:00 – 21:00
Gratuito – Aberto ao público
O evento está previsto para acontecer no pátio da piscina da EAV Parque Lage.


Slam das Minas é uma batalha lúdica poética organizada por Carol Dall Farra, Débora Ambrósia, Genesis, Letícia Brito, Lian Tai, Rejane Barcellos, Andréa Bak e DJ Bieta.

Na busca de um espaço seguro e livre de opressões para desenvolvimento da potência artística de mulheres [héteras, lésbicas, bis, ou trans], pessoas queer, agender, não bináries e homens trans optou-se pela ocupação da rua para acabar com a invisibilidade dessas pessoas e para estimular os encontros e afetos.

Com participação de poetas, musicistas, performers e transeuntes, o microfone aberto para o empoderamento.
Nenhuma forma de opressão será aceita no Slam das Minas RJ.

Além do microfone aberto, haverá o Slam que é um jogo poético com as seguintes regras:
Poemas autorais;
Duração máxima de 3 minutos;
Sem acompanhamento musical;
Sem figurinos, acessórios ou adereços;
O júri será formado por 05 pessoas (nenhum homem cis) da platéia;
A nota maior e a nota menor caem.

Teremos premiação para as pessoas vencedoras. Ao final da temporada 2019 (outubro) teremos uma batalha com todas as pessoas vencedoras do ano. A pessoa campeã da final representará o Slam das Minas RJ no Slam RJ, concorrendo à vaga ao SlamBR. O Slam das Minas RJ acontece desde maio de 2017 em espaços públicos do Estado do Rio de Janeiro, de forma itinerante e mensal.

PS: Homens cis são convidados a reconhecerem seus privilégios e assistirem como ouvintes


Campeãs da temporada 2019
Slam das Minas RJ #01 – Taiane Ribeiro
Slam das Minas RJ #02 – pode ser você


Confira a programação
15:00 – Abertura com Dj Bieta
16:00 – Roda de conversa “Gordofobia”, com Ray Neon, Sarah Santana, Tassia Marcondes e Dani Lima
17:00 – Oficina de Afrofunk com Taisa Machado
18:00 – Batalha Slam das Minas RJ
20:00 – Rap com Lewa de Oxum e Andréa Bak
20:30 – Show de encerramento com Dall Farra

Sobre as artistas


Andréa Bak
Andréa Bak é poeta, acredita na transformação das pessoas através do conhecimento e enxerga sua arte como meio de mudança e forte influência na vida dos ouvintes. Em suas poesias, expressa o que o sistema tenta esconder: uma estrutura genocida e a diáspora histórica. Bak ainda é integrante do grupo de rap Nefetaris Vandal e do Slam das minas.
 


Dani Lima
Carioca preta e gorda, 29 anos. Amante de cinema e música, fez Psicologia na graduação, mas encontrou sua real vocação ao compartilhar vivências na internet. Hoje seu conteúdo é integralmente voltado para mulheres, principalmente as que fogem do padrão, e busca por meio dele incentivá-las a reencontrar o amor e o poder sobre seus corpos e narrativas.
 


DJ Bieta
DJ Bieta é artista multimídia, produtora cultural, dançarina, pesquisadora das culturas de matrizes afrobrasileiras e africanas, especialista por criar ambientes agradáveis nos quais a boa conversa, a convivência, a troca de ideias e experiências contam com a companhia de um som de boa qualidade sendo, ao mesmo tempo, um convite para quem tiver disposição para entregar-se aos diferentes ritmos de sons.Transitando pela África Diáspora desde as batidas de raiz da música negra de todo o mundo até as letras e rimas dos clássicos da MPB “Música Preta Brasileira”.
 


Lewa de Oxum
Nome tirado da pronúncia iorubana, “Lewa” significa bonito, formoso. Filha de oxum, lewa trás desde sua infância uma carga musical. Natural de Salvador BA, mais especificamente da favela de Itapuã, lewa D’Oxum decidiu juntar todas as suas referências e mostrar para outras pessoas. Começou cantando e tocando como DJ em festas de amigos e logo foi ganhando espaço e assim criou a festa BLESS GRAVE, festa que reúne música e cultura preta. Tocando em vários locais do estado do Rio, foi reconhecida por sua militância negra na música e em 2017 foi chamada para tocar e fazer uma palestra sobre cultura e arte na Argentina – Buenos Aires no evento faccion. Em 2018 foi chamada para estar na cidade de La Plata – Argentina, para tocar e cantar ao lado de duas grandes figuras como Preta Rara e Maria Gadú. Atualmente residindo no estado do Rio de Janeiro, lewa D’Oxum procura empoderar e valorizar mulheres e crianças negras atravéz da cultura.
 


Mc Dall Farra
Mc Dall Farra é estudante de geografia da UFRJ, poeta, e rapper de Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Além disso, é integrante do Coletivo Poetas Favelados e Slam das Minas RJ, os quais praticam ações poéticas em espaços públicos. Desde os 15 anos, Mc Dall Farra traz a realidade do povo negro e periférico em suas músicas e poesias.
 


Ray Neon
A Ray é uma das maiores influenciadores do body positive no Brasil. Jornalista e designer de moda, usa seu Instagram como uma plataforma para desmistificar o corpo gordo, mostrando que ele é feliz e saudável. Falando também, sobre amor próprio, consumo consciente, moda e veganismo.
 


Sarah Santana
Sua primeira vivência musical foi cantando na igreja. Começou a estudar música aos 8 anos na Escola de Música Villa Lobos. Aos 14, passou a cantar em bandas e grupos. Se apresentou em várias casas de shows, igrejas e festivais alternativos. Cursou Produção Audiovisual e fez vários trabalhos de produção e curta metragem como, “Jorge”, “Meu nome é Brasil” e “Tela Escura”, trabalhando na produção dos curtas e atuando. Trabalhou na produção de “Simone – A História de uma Vampira” da autora Eliane Ganem e diretor André Misse. Participou da Oficina livre de Cinema Popular com Júlio Pecly e Paulo Silva, apresentando o curta “Mais que nossas Aparências”. Em 2014 retorna a vivencia de canto e produz o musical “A Pequena loja dos Horrores”. De 2017 a 2018 participou como backing vocal do Tiago Abravanel e também vivenciou um papel como sub no musical “Love Stories”.
Assim que foi descoberta como modelo plussize se apaixonou pelo mundo da moda, produzindo editoriais e criando o projeto “Vritrall Size”, que busca dar visibilidade aos profissionais da área.
Hoje trabalha com produção audiovisual, artes digitais, mídias sociais e modelando. Tem uma coluna na revista “A mais influente” e trabalha como criadora de conteúdo.
 


Taisa Machado
Unindo diferentes estilos de dança com técnicas de musculação pélvica porém mantendo o funk carioca como foco principal nessa pesquisa, a ideia é dividir com as participantes um conjunto precioso de informações sobre o corpo feminino, a oficina é um espaço onde além de se exercitar e se divertir a participante entra em contato com as raízes culturais do Rio de Janeiro, cria performances e aguça a intuição rítmica usando o improviso como ferramenta de criação. Nossa meta é descolonizar o corpo feminino mantendo uma linha viva de conexão entre o movimento mais ancestral ao mais contemporâneo.
 


Tassia Marcondes
O maior objetivo da Tássia é conscientizar as pessoas que o corpo gordo é livre. Que as mulheres são livres, perfeitas dentro de cada especificidade e diferenças. Que qualquer uma pode ser e usar o que quiser. E o principal, amar e respeitar seu corpo.
Tássia trabalha a autoestima e o amor próprio com seus seguidores, fazendo reflexões sobre pressão estética imposta pela sociedade, ensina a olhar e apreciar cada detalhe do nosso corpo, sem pensar na palavra defeito. Tássia é fonte de inspiração para o seu público.