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Coleção Amigo EAV na SP-Arte 2019

 
EAV Parque Lage na SP-Arte/2019 apresenta:
COLEÇÃO AMIGO EAV 2019.1
Carlos Vergara
Dalton Paula
Laura Lima
Lenora de Barros

Curadoria: Bernardo Mosqueira


A EAV Parque Lage participará da SP-Arte 2019 com a Coleção Amigo EAV 2019.1: um conjunto de quatro obras dos artistas Carlos Vergara, Dalton Paula, Laura Lima e Lenora de Barros. Estarão disponíveis para aquisição apenas 20 conjuntos de múltiplos. Não haverá vendas avulsas das obras.

No nosso espaço na SP-Arte, estarão sendo vendidas separadamente também obras dos artistas Carla Chaim, Ernesto Neto, Luiz Zerbini, Nino Cais e Jaime Lauriano.

A verba arrecadada com as vendas das obras será revertida integralmente para o programa público de ensino da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Financiando, assim, ciclos de debates, programa de bolsas, eventos na biblioteca, Jornadas de Outubro, entre outros programas da EAV Parque Lage. Todas as obras foram gentilmente cedidas pelos artistas em benefício da EAV.

Todos que adquirem a Coleção se tornam automaticamente parte do programa AMIGO EAV, na categoria Benfeitor Premium.

A feira acontece de 03 a 07 de abril, no Pavilhão da Bienal no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Estaremos localizados no pavimento térreo, no stand RE3, no núcleo editorial do evento.

 

Carlos Vergara, “Parque Lage”, 2019, aço inox, 40 x 40 x 40 cm, ed.21

Dalton Paula, “Bananeira, facão e rede”, 2019, serigrafia, 62 x 140 cm, ed.21

Laura Lima, “CudeForaCaraCuCuSemBanco”, 2019, latão e veludo, 42 x 30 x 90 cm, ed.21 [opções de títulos: Cu de Fora / Cara Cu / Cu Sem Banco | opçōes de cores: preta, preta e marrom, preta e branco, verde e amarelo, vermelha, branca, azul marinho, bordeaux, bordeaux e vermelha, azul e rosa]

Lenora de Barros, “ri-chora”, 1975/2019, impressão em jato de tinta sobre papel algodão adesivado em suporte crescente e pen drive, 43,9 x 65,4 x 2,8 cm, ed.21


Sobre as obras e os artistas

Carlos Vergara

Para a Coleção Amigo EAV 2019.1, Carlos Vergara produziu generosamente uma escultura da série “Natureza Inventada”, desenvolvida dessa vez a partir das formas características do próprio Parque Lage, com seu palacete, jardins e floresta. Nessa série, as obras alcançam a tridimensionalidade por meio do literal cruzamentos de planos, ou seja, são esculturas que carregam forte relação com o desenho. O metal escolhido para essa peça tem a reflexibilidade de um espelho e, por isso, o espaço e público estão sempre compondo a superfície da obra. Dessa maneira, podemos entender que esse trabalho “inventa” a escola como um ente absorvente, alimentado constantemente pelos elementos e movimentos de seu contexto.

Nascido na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 1941, Carlos Vergara iniciou sua trajetória no começo dos anos 60, quando a resistência à ditadura militar foi incorporada ao trabalho de jovens artistas. Vergara faz parte da história da arte no Brasil. Carlos Vergara participou de alguns dos mais importantes momentos e movimentos da arte brasileira do século XX como pintor, gravador e fotógrafo. Sua obra passou por diversas fases ao longo dos últimos cinquenta anos, desde o começo no qual flertava com uma dimensão pop, passando pelas conhecidas fotografias provenientes da imersão no bloco Cacique de Ramos, até uma volta para pintura na qual a técnica da monotipia torna-se fundamental. Até hoje experimentando novos modos de colocar no mundo o seu programa poético, Carlos Vergara consolida, ano após ano, uma investigação que une eloquência plástica e rigor conceitual.

Dalton Paula

Certamente um dos mais importantes artistas de sua geração no Brasil, Dalton Paula tem trajetória e trabalhos bastante singulares. Suas obras partem de estruturas simbólicas rígidas e resultam em cenas poéticas de perspectiva crítica que elaboram os traumas históricos do colonialismo no Brasil. Com forte influência do universo religioso de matriz africana e questionando ordenações de dominação e submissão, Dalton Paula produz imagens adoçadas pela beleza formal, mas embebidas em toda sua densidade pela violência característica dos laços sociais do Brasil. Seus trabalhos, ainda que frutos de intensa pesquisa, não se revelam de maneira informativa, discursiva ou taxativa. É com fé na força das imagens com caráter enigmático que Dalton nos afeta. Para a Coleção Amigo EAV 2019.1, o artista elaborou uma complexa serigrafia, inédita e de grandes dimensões, a partir da pintura “Bananeira, facão e rede” (2018), parte da série de “grandes formatos” que esteve presente (com outras obras) na Trienal do New Museum, em Nova Iorque, em 2018.

Dalton Paula mora e trabalha em Goiânia/GO, é bacharel em Artes Visuais e discute o corpo silenciado no meio urbano. Suas produções propõem uma reflexão sobre o medo, a efemeridade, o individualismo e a alteridade. Trabalha também o pictorialismo contaminado por linguagens diversas através do seu corpo no campo da intimidade.

Lenora de Barros

Convidada a colaborar na Coleção Amigo EAV 2019.1, Lenora de Barros revisitou um importante trabalho dos anos 1970 e criou versão inédita em moldura articulada. Surgido a partir do desafio de expressar caligraficamente o sentimento da gargalhada a partir do universo das interjeições e onomatopeias, RI-CHORA se formalizou como um poema em tipografia no ano de 1975. Em 2017, ganhou versão vocal para uma mostra em Londres e, finalmente em 2019, essa forma que aqui apresentamos para a Coleção Amigo EAV. Nesta obra, rir e chorar espelham-se de maneira a ressaltar as semelhanças e diferenças entre as duas ações. Esse trabalho tem enorme contundência e pertinência: 1975 e 2019 representam momentos bastante específicos politicamente para o Brasil, anos em que “chorar de rir” se confunde com “rir para não chorar”.

Formada em Linguística pela Universidade de São Paulo (USP), iniciou sua trajetória artística na década de 1970, época de intenso experimentalismo na arte brasileira, marcada por uma forte tendência construtiva e vanguardista desde os anos 50. As primeiras obras criadas por Lenora de Barros podem ser colocadas no campo da ‘poesia visual’ a partir do movimento da poesia concreta da década de 1950. Palavras e imagens foram os seus materiais iniciais. Lenora de Barros é autora de uma obra que explora o potencial verbal e visual das palavras, com um intenso caráter performativo e experimental.

Em 1983, LB publicou o livro Onde Se Vê, um conjunto de “poemas” bastante incomuns. Alguns deles dispensaram o uso de palavras, construídos como sequências fotográficas, onde a própria artista representava diferentes personagens em atos performáticos. Este livro já anunciava o trânsito de Lenora de Barros para o campo das artes visuais, o que acabou por acontecer. Desde então, a artista segue seu caminho pessoal, marcado pelo uso de diversas linguagens: vídeo, performance, fotografia, instalação sonora e construção de objetos.

Laura Lima

Laura Lima é graduada em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mas também foi estudante na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Seu trabalho é costurado por gestos conceituais que frequentemente resultam em configurações de teor surreal ou absurdo. Sua produção emana fortemente sensações de mistério e magia, aproximando o segredo e o revelado, o visto e o invisível, o dado e o inapreensível. A presença de corpos em relações com próteses, indumentárias e outros objetos também é algo marcante na construção das fabulações vivas de Laura. A máscara é um elemento que retorna de diversas maneiras desde o princípio da trajetória criativa dessa artista. Na obra CudeForaCaraCuCuSemBanco, proposta para a Coleção Amigo EAV 2019.1, a máscara ganha versão instalativa como uma cortina de veludo atrás da qual as pessoas podem (tentar) se esconder. Nesse caso, quem aqui adquire esta obra pode escolher o título da mesma: “Cu de Fora / Cara Cu ou Cu Sem Banco” e as seguintes combinações de cor (verde e amarelo, preta e marrom, preta e branco, vermelha e bordeaux, rosa e azul).

Nascida em Governador Valadares, Minas Gerais, em 1971, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Desde o início da década de 1990 tem usado os seres vivos como meio. Seus trabalhos flertam e ao mesmo tempo mantém uma certa distância do termo Performance. Paralelamente, a artista participa de diversos grupos de trabalhos com referências que vão desde a história da arte até a ficção científica e as técnicas que variam de desenhos e colagens intrincados a colaborações com artistas e artesãos para peças ativadas pelo usuário.

Sobre o curador

Bernardo Mosqueira

Bernardo Mosqueira (Rio de Janeiro, 1988) é curador, escritor e pesquisador. É um dos fundadores e gestores do Solar dos Abacaxis, espaço independente para arte, educação e liberdade no Rio de Janeiro; Idealizador e diretor do Prêmio FOCO Bradesco ArtRio (2013-); Vencedor da 9a edição do Premio Lorenzo Bonaldi, em Bergamo, na Itália (2017/18); Membro da Comissão Curatorial da Galeria de Arte IBEU (2011-2015); Realizou de forma independente o festival de performance e propostas experimentais Vênus Terra (2010-2014); Foi um dos premiados no 1º Laboratório Curatorial da SP-Arte com a exposição “Trepa-Trepa no Campo Expandido” (2012); É autor de diversos ensaios em revistas brasileiras e estrangeiras, de diferentes catálogos e do livro de ficção “Carta Aberta por Zé Bento e Entendida por Zé Jorge” (2013); Lecionou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (2011, 2015); Foi responsável por dezenas de curadorias, entre elas: Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome (RJ, 2010); Quase Casais (EIC Maus Hábitos, Porto, Portugal, 2010); E os Amigos Sinceros Também (Galeria de Arte Ibeu, RJ, 2012); Conexiones (Buenos Aires, Argentina, 2013); Tronco (Casa França-Brasil, RJ, 2013); primeiro estudo: sobre amor (Galeria Luciana Caravello, RJ, 2014); Anna Bella Geiger, CIRCA MMXIV: Imaginação é um ato de Liberdade (Mendes Wood DM, SP, 2014); Quando cai o céu (Centro Cultural São Paulo, SP, 2014); Encruzilhada (Parque Lage, RJ, 2015); objects in mirror are closer than they appear – Lexus Hybrid Art 2015 (Rossyia Theater, Moscou, Rússia); ASSIM (Museu do Homem do Nordeste, Recife, 2016); o que vem com a aurora (Casa Triângulo, SP, 2016); Primavera nos Dentes (Galeria Lume, SP, 2016); primeiro estudo: sobre a terra (A Gentil Carioca, RJ, 2017); Enchanted Bodies/Fetish for Freedom (GAMeC, Bergamo, Itália, 2018); e mais de 30 exposições no Solar dos Abacaxis, sozinho ou com curadores colaboradores.

Horários

Quarta-feira, 03 abril | Preview
Quinta-feira, 04 de abril | 13h -21h
Sexta-feira, 05 de abril | 13h -21h
Sábado, 06 de abril | 13h -21h
Domingo, 07 de abril | 11h -19h

Local

Pavilhão Bienal – Parque do Ibirapuera – São Paulo
sp-arte.com
 


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