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Servir nada por Max Willa Morais

Imagem: Max Willa Morais, EXTRA ORDINÁRIA, da série “servir nada”. Registro de performance. Foto: Carla Villa-Lobos. 02.05.2019.

Programa de performance “Um berro, um sussurro” da Biblioteca | Centro de Documentação e Pesquisa – EAV Parque Lage apresenta:

Servir nada por Max Willa Morais
Quarta . 22 de Maio de 2019 . 13:00 e 18:00
Local: Pátio do Parque Lage e Biblioteca | Centro de Documentação e Pesquisa – EAV Parque Lage

Às 13h, entrarei no pátio do restaurante da EAV Parque Lage e ficarei parada no lugar por uma hora, em frente a porta do Salão, cercada de pessoas almoçando. Uso um relógio emprestado prata no pulso e um vestido cinza com amarração às costas. Permaneço no local de olhos fechados e, a cada tempo, reviro os olhos. A performance termina quando o despertador do relógio toca e eu deixo o local.

Às 18h, eu apareço na entrada da Biblioteca, e permaneço deitada entre a porta e o corredor por uma hora. A performance termina quando o despertador do relógio toca e deixo o local.

“servir nada” faz parte das séries que Max Willa Morais se dedicada ao exercício da vida negra desvinculada da servidão colonial. A artista também tem desenvolvido com Gracilene Guarani, Elenice Guarani, Hellen Morais, Daniel Santiso, Jandir Jr., Aline Besouro, Lorran Dias, Gabe Passareli, Ismael David, entre outras pessoas, ações que reimaginam afrofuturos no presente.

Após a performance da noite, às 19h, a artista vai se juntar com os artistas do projeto “Hospedando Lélia Gonzalez” – Aline Besouro, Millena Lízia e Yhuri Cruz -, para uma roda de conversa na Biblioteca.

Max Willa Morais
(1993). Pessoa graduada em Artes Visuais/ UERJ (2016) e Especialização em Educação das Relações Étnico-raciais (EREREBÁ, 2019-2020). Participou recentemente da Residência Despina (2019) com Daniel Santiso e publicou com sua tia Gracilene Guarani Capítulo 1, da série anotações para um livro, na coletânea Narrativas da experiência negra (org. Maria Gilda, 2019). É colaboradora do Instituto Maria e João Aleixo em Pesquisa, Educação e Culturas em Periferias (2018-2019). Em 2018, realizou com Daniel Santiso “A poeira não quer sair do Esqueleto”, documentário experimental exibido no Brasil, Uruguai, Sibéria, Emirados Árabes e Índia entre outros lugares. Seus trabalhos investigam histórias em acervos públicos, situações geográficas e relações materiais/imateriais com pessoas e objetos.

Saiba mais sobre o Programa Um Berro, um sussurro.