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Conversa com Diana Campbell Betancourt


Conversa com Diana Campbell Betancourt
Movimentos Sísmicos – A Ascensão das Instituições de Arte do Delta do Ganges que se Recusam a ser uma Nota de Rodapé na História (da Arte) Ocidental
28 de maio 2019 . 19h
Aberto ao público . Gratuito
A palestra contará com tradução simultânea.
Salão Nobre da EAV Parque Lage

Bangladesh nasceu como uma nação independente em 1971, logo após um ciclone devastador e do domínio opressor das forças paquistanesas massacrarem estrategicamente os intelectuais do país pouco antes da independência. Apenas três anos após a fundação do país, o governo criou a Bangladesh Shilpakala Academy para tentar promover a arte e a cultura como uma prioridade, e logo depois fundou o que hoje é a mais antiga bienal de arte contemporânea na Ásia, a Asian Art Biennale. Quase 50 anos depois, apesar da falta de instituições formais de arte ou de um mercado local de arte contemporânea, os artistas de Bangladesh estão prosperando criativamente devido a instituições construídas principalmente por artistas, para artistas. A palestra abordará o surgimento de escolas de arte em Bangladesh, iniciativas lideradas por artistas e festivais como: o Chobi Mela, Asian Art Biennale e Dhaka Art Summit, da qual a palestrante Diana Campbell Betancourt é curadora-chefe.

Há 50 milhões de anos, as placas da Eurásia e da Índia colidiram e criaram os Himalaias que se erguem ao norte do delta de Bangladesh e atravessam todo o sul da Ásia, do Afeganistão até Mianmar, como um marco geográfico. Inspirados por uma leitura geológica da palavra “summit”, como o topo de uma montanha, e os Movimentos Sísmicos, a Dhaka Art Summit 2020 analisa os movimentos gerados pela energia liberada da pressão – geologicamente, socialmente e politicamente. Embora Bangladesh não tenha montanhas dentro de suas fronteiras, a DAS se ergueu do delta como um movimento nos últimos oito anos, à medida que seus colaboradores e comunidade crescem e mantêm seu compromisso com a plataforma. Mais do que apenas uma exposição, a DAS é uma plataforma para catalisar um rico contexto de pesquisa e produção artística no futuro, pelo empoderamento dos artistas e do público através de suas exposições, educativo e programas públicos. Esta será uma cúpula de potencial humanista que se eleva acima dos limites geopolíticos e, assim como os movimentos sísmicos, não aderem a um período ou escala singular e podem crescer lentamente ou entrar em erupção em um instante. O evento joga com o tempo de formas não lineares e constrói sobre camadas de ideias e colaborações nascidas em suas quatro edições anteriores, abrindo novas colaborações com o Brasil para sua quinta edição, catalisada pela residência na qual Diana está participando, na InclusArtiz.