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Lélia Gonzalez – para não esquecer

Projeto de pesquisa Hospedando Lélia Gonzalez
Lélia Gonzalez – para não esquecer

Sábado. 13 de julho de 2019 . 16:00 – 22:00
Local: Salão Nobre e Pátio da piscina da EAV Parque Lage


Roda de conversa sobre Lélia Gonzalez: trajetória, pensamento e legados com a participação de Zezé Motta, Keyna Eleison, Elizabeth Viana e Raquel Barreto e outras convidadas.

O evento trata-se do encerramento do projeto de pesquisa “Hospedando Lélia Gonzalez (1935-1994)” e ocorrerá alguns dias depois do 25º aniversário do falecimento de Lélia. Na ocasião, celebraremos a ex-professora do EAV Parque Lage e seu legado. A convidada de honra deste dia é a atriz Zezé Motta, que foi aluna do curso de Lélia sobre cultura negra na escola no final dos anos 1970. Ela participará de uma conversa com Keyna Eleison (professora da EAV Parque Lage e curadora), Elizabeth Viana (pesquisadora e amiga de Lélia) e Raquel Barreto (historiadora).

Ao longo do dia receberemos contribuições de artistas que nos ajudam a trazer a voz de Lélia Gonzalez de diferentes maneiras: através da música da Glau Tavares, filme da Beatriz Vieirah, performances da Andrea Almeida e Susan Soares e uma “intervenção de pintura Lélia Gonzalez” das seis artistas visuais mulheres negras: Carol Sunshine, Dila Oliveira, Susan Soares e Viviane Laprovita.

“Lélia Gonzalez – para não esquecer” encerra o projeto de pesquisa que a biblioteca realiza desde março, com uma exposição de materiais de arquivo e obras de arte de Aline Besouro, Millena Lízia e Yhuri Cruz, encontros mensais com convidados, e novos livros da biblioteca sobre a questão racial no Brasil, autorias e produção artística negras.

Acesse aqui toda a programação passada do Hospedando Lélia Gonzalez

O evento é organizado pela equipe da Biblioteca | Centro de Documentação e Pesquisa – EAV Parque Lage juntamente com a pesquisadora Raquel Barreto.


PROGRAMAÇÃO:
16:00 Abertura + mostra do filme “Em busca da Lélia” (Beatriz Vieirah, 2017)
17:00 Mesa de debate com Zezé Motta, Keyna Eleison, Elizabeth Viana, e Raquel Barreto
19:00 Performances em volta da piscina, de Andréa Almeida e Susan Soares
20:00 Performance musical por Glau Tavares
21:30 Final


BIOGRAFIAS

Lélia Gonzalez (1935-1994) era antropóloga, professora de cultura Brasileira na PUC-RJ, política e defensora dos direitos humanos. Lélia é um símbolo e referência muito importante para o movimento negro no Brasil, publicou inúmeros artigos, dois livros. Ajudou a fundar instituições como o Movimento Negro Unificado (MNU), o Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN), o Coletivo de Mulheres Negras N’Zinga e o Olodum. Ela iniciou o primeiro curso de cultura negra na Escola de Artes Visuais do Parque Lage em 1976.

Zezé Motta é atriz, cantora, ativista, com cinquenta anos de carreira. São 14 discos, 35 novelas e mais de 40 filmes. Conhecida internacionalmente seja por sua voz e atuação, mas também por sua história de luta contra o racismo, Zezé é ícone negro da cultura brasileira. Participou de filmes como “Vai trabalhar, vagabundo”, “Ouro Sangrento”, “Anjos da Noite”, “Tieta do Agreste”, “Orfeu”, e “Xica da Silva” (1976) que a consagrou internacionalmente, e novelas como a recente “O Outro Lado do Paraíso”. Era aluna do curso Cultura Negra da Lélia Gonzalez na EAV Parque Lage.

Keyna Eleison é curadora. Trabalho de pesquisa, fomento e desenvolvimento em arte e cultura. Orientação de processos artísticos, curadoria de exposições, ensino em Arte. Atualmente curadora da 10a. Bienal SIART da Bolívia, cronista da revista Contemporary&, e Professora do Programa Gratuito de Ensino da Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Elizabeth Viana é funcionária pública, socióloga e mestre em história comparada, IFCS/UFRJ. Ativista do movimento de mulheres negras e do movimento negro.

Raquel Barreto é historiadora e pesquisadora, especialista nas autoras Angela Y. Davis (1944) e Lélia Gonzalez (1935-1994). Possui artigos publicados em revistas de circulação nacional como a Revista Cult e o Suplemento Literário de Pernambuco. Atualmente, cursa o Doutorado em História (UFF) e pesquisa o Partido dos Panteras Negras e as relações entre imagem e política.

Glau Tavares é residente da festa Velcro e Batekoo RJ. Tem seu som baseado no hip hop e funk carioca. E identifica seu som como “global bass das periferias”. Passando por diversas vertentes da música negra em diáspora, sem deixar suas influências originais de lado.

Andréa Almeida é artista com formação em História da Arte pela UERJ. Realizou o curso de curadoria pela Escola Sem Sítio no início de 2019 no Paço Imperial, decidiu se aprofundar mais na crítica da arte ingressando na EAV Parque Lage pelo curso de Formação e Deformação.

Susan Soares é artista multidisciplinar, que atualmente tem como objeto de pesquisa o fluxo cocriativo, na busca da conexão do “Eu” em meio as imposições da sociedade.

Beatriz Vieirah é mulher negra, feminista, filha de Mainha e de Oxalá. Formada em Cinema e Audiovisual pela UFRB. Adora escrever, filmar e pesquisar sobre mulheres negras no cinema e nas artes.

Agradecimento especial para Rubens Rufino, Cerveja da Roça, CULTNE – O maior acervo digital de cultura negra, Sherwin Williams, Alexis Zelensky, Redeh (Rede de Desenvolvimento Humano), os artistas envolvidos e todos que contribuíram com o projeto.