Conversas

Ícaro Lira, "Frente de Trabalho"

Conversa e debate, seguida de exibição de vídeos do artista Ícaro Lira.
Atividade integrada à exposição Curador Visitante, “Agora somos mais de mil”, curadoria de Marta Mestre.

Sexta-feira, 17 de junho, das 18h as 21h
Local: Sala de Desenho

“Frente de Trabalho”, pretende investigar comparativamente dois processos de transformação urbana nas cidades brasileiras desde a sua formação até ao século 21. Para isso, elegi a cidade do Rio de Janeiro e alguns fatos históricos com semelhanças estruturais: o processo de reforma urbanística também conhecido como “bota- abaixo”, iniciado em 1902 pelo Prefeito Pereira Passos no Centro do Rio de Janeiro; e o projeto “Porto Maravilha”, agora em curso, de “revitalização” da região portuária proposto pelos atuais representantes governamentais. Fruto de um articulação entre Estado e empresariado, o “Porto Maravilha” tem o intuito de requalificar a mencionada região até 2016, aquando da abertura das Olimpíadas na cidade. Na realidade, os dois marcos históricos aqui mencionados, sob a gestão, respectivamente, de Pereira Passos e Eduardo Paes, funcionam como balizas temporais de um arco histórico formado por inúmeros processos semelhantes, (por ex: “Favela Bairro”, durante a Prefeitura do Cesar Maia, anos 90; e o “Projeto Mutirão”, proposto no Governo Leonel Brizola, anos 80).

Em comum, estas reformas propõem mudanças que nos permitem investigar o fosso entre desenvolvimento e transformação, Dentre as diversas e drásticas alterações na geografia da cidade do Rio de Janeiro realizadas por ocasião do processo de reforma urbanística “bota abaixo” de Pereira Passos, destaco a construção da Av. Rio Branco e a destruição do Morro do Castelo e dos Cortiços da Região Central, um dos motivos da Revolta da Vacina em 1904.

Ícaro Lira. 1986, Fortaleza, Ceará.
Vive e Trabalha em São Paulo-SP.

Artista Visual, Editor e Investigador, com pesquisa desenvolvida no âmbito do Documentário Experimental. Estudou Cinema e Vídeo na Casa Amarela-UFC, Fortaleza(CE), Montagem e Edição de Som, pelo Instituto de Cinema Darcy Ribeiro(RJ) e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage(RJ) participou dos Programas Fundamentação e Aprofundamento.

Nos últimos cinco anos, vem analisando as implicações e os desdobramentos de atos políticos e históricos da História Brasileira através de um trabalho documental, arquivista, arqueológico e de ficção. Suas exposições apresentam estruturas similares a pequenos “museus”, onde reúne diversos fragmentos esquecidos, produzindo um sistema de objetos que articula materiais artísticos e não-artísticos, e um conjunto de ações, não necessariamente confinadas a um objeto artístico, mas dispersas em exposições, livros, oficinas, debates, caminhadas, etc.

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