EAV Parque Lage

ANTIFORMAS DE INTERVENÇÃO | TURMA 1 & 2

Professor: DAVID CURY

Curta Contínuo
Turma 1: 05 de janeiro a 07 de dezembro. Terças, de 19h às 22h
Turma 2: 07 de janeiro a 09 de dezembro. Quintas, de 16h às 19h
R$ 450,00 / mês

butao_matriculabutao_matriculabolsa

*Leia atentamente todas as normas de matrícula antes de se inscrever. Clique aqui.
A matricula online não oferece desconto. A política de descontos só é oferecida na matrícula com pagamento via boleto bancário.

SOBRE 

Oficina de multiformas e multimeios de arte:

1) Orientação prática para criação e desenvolvimento em suportes estáveis (pintura, escultura, objeto, instalação, desenho, gravura), e suportes efêmeros ou virtuais (trabalho-para-contexto-específico, fotografia, vídeo, grafite, performance);

2) Análise e debate de trabalhos dos artistas da oficina relativamente à excelência da cena internacional de Arte Contemporânea ― sob fundamentação cruzada de história, teoria e crítica.

CONTEÚDO

Conceitualidade e experimentação como pólos determinantes da atualidade em arte: a oficina propõe ao participante a prática e a abordagem informada de um variado número de meios, procedimentos e formas da Arte Contemporânea. Compreendendo arte como uma atividade existencial, o objetivo é fortalecer a experiência crítica e autocrítica de artistas em formação ou profissionalizados a partir da análise e debate de seus trabalhos ― confrontados, então, com as mais significativas realizações da arte de hoje no Brasil e no exterior, e sob rigorosa observação da história e da teoria da Arte Contemporânea; do sistema de arte mundial (seus agentes e modos operacionais); do fim da originalidade em arte (“arte é potência”); e da experiência paradoxalmente cirúrgica e indefinível de objetos e intervenções de arte propostos em forte tensão com a realidade.
A diversidade de suportes, meios e procedimentos da arte contemporânea requer uma abordagem também difusa, de caráter multidisciplinar. A consideração inicial é a de que quaisquer argumentos têm validade apenas setorial, provisória, visto que a inexistência hoje de critérios formais ou materiais (ou quaisquer outros dispositivos explicitados objetivamente) contesta qualquer hipótese conclusiva acerca da arte e de suas possibilidades. A técnica de trabalho ou estímulo é o brainstorm: um ataque simultâneo de conhecimentos especializados e referências cruzadas da história da arte, filosofia, psicanálise, sociologia, física e antropologia ― entre outras disciplinas.
Durante o curso serão trabalhados os seguintes temas:
1) Experimentação e conceitualidade: os polos determinantes da atualidade na arte
2) O Sistema mundial da arte contemporânea: agentes e modos operacionais (o artista, o galerista, o mercado global, o curador, o colecionador, a instituição, a fundação, a galeria, as bienais, a Documenta, as feiras, os leilões, a formação acadêmica, a escola livre, as publicações, os coletivos, as ONGs)
3) O fim da originalidade em arte: arte é potência
4) A experiência paradoxalmente limítrofe e indefinível de objetos e intervenções de arte propostos em forte tensão com a realidade
5) Choques programáticos da Arte Moderna
6) A crise de linguagens na pós-modernidade
7) A desmaterialização do objeto de arte e Neo Conceitualismos
8) A autoria na era das imagens derivadas
9) Multimeios e maximalismo

 

DINÂMICA

Aula expositiva por videoconferência.
Análise e debate coletivo de trabalhos de cada artista individualmente.
Compartilhamento semanal de conteúdos no grupo de trabalho por WhatsApp.
Orientação individual durante as aulas e no grupo de trabalho no WhatsApp.

PÚBLICO

Indicado para pessoas interessadas em desenvolver processos artísticos e para pessoas com processos artísticos em andamento.
Indicado para pessoas interessadas em conhecer ou pesquisar o tema.
Não exige conhecimentos prévios.

REFERÊNCIAS
ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna (do Iluminismo aos movimentos contemporâneos). São Paulo, Companhia das Letras, 1992
ARGAN, Giulio Carlo. Arte e crítica de arte. Lisboa, Editorial Estampa, 1988
COCCHIARALE, Fernando. Quem tem medo da arte contemporânea? Recife, Fundação Joaquim Nabuco/Editora Massangana, 2006
FOSTER, Hal. Recodificação – arte, espetáculo, política cultural. São Paulo, Casa Editorial Paulista, 1996
GOMBRICH, E. H. A história da arte. Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1985
GROSENICK, Uta. Art Now (137 Artists At The Rise Of The New Millennium). Köln, Taschen, 1999
GROSENICK, Uta. Art Now (vol 1). Köln, Taschen, 2002
GROSENICK, Uta. Art Now (vol 2). Köln, Taschen, 2008
HOLZWARTH, Hans Werner. 100 CONTEMPORARY ARTISTS. Köln, Taschen, 2009
HOLZWARTH, Hans Werner. Art Now (vol 3). Köln, Taschen, 2009
HOLZWARTH, Hans Werner. Art Now (vol 4). Köln, Taschen, 2013
LUCIE-SMITH, Edward. Os movimentos artísticos a partir de 1945. São Paulo, Editora Martins Fontes, 2006
STANGOS, Nikos (org.). Conceitos da arte moderna. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2000

RECURSOS NECESSÁRIOS

Acesso à internet; computador ou celular com câmera

SECRETARIA 

Todos os cursos online e presenciais emitem certificado; a política de descontos só é oferecida na matrícula com pagamento via boleto bancário.

DAVID CURY
Artista visual brasileiro. Atua em suportes diversos, da pintura à instalação, passando pela escultura, fotografia e trabalhos para contexto específico ― exibidos, entre outros, na Somerset House (Londres, 2012), Museu Bozar (Bruxelas, 2011) e Carreau du Temple (Paris, 2005). De dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 realizou “A vida é a soma errada das verdades”, no Paço Imperial do Rio de Janeiro. Em 2013 e 2014, recebeu duas indicações seguidas ao CIFO’s Grants and Commissions Program (prêmio de aquisição & financiamento para a Arte Latino-Americana) na categoria mid-career artist ― concedido pela Cisneros Fontanals Art Foundation, com sede em Miami. Em 2010, participou da 29ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo com a instalação “Antônio Conselheiro não seguiu o conselho”, e recebeu indicação ao Prêmio Investidor Profissional de Arte (PIPA). Em 2009, ocupou todo o Espaço Monumental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro com as instalações “Há vagas de coveiro para trabalhadores sem-terra” e “Antônio Conselheiro não seguiu o conselho”; e a intervenção “Eis o tapete vermelho que estendeu o Eldorado aos carajás”. Mestre em Artes Visuais (UFRJ), Especialista em História da Arte e da Arquitetura no Brasil (PUC-Rio), é desde 2002 orientador da oficina Antiformas de Intervenção ― com foco em conceitualidade, multimeios, suportes estáveis e efêmeros ― na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio, onde vive e trabalha.