Antiformas de intervenção

Antiformas de intervenção

Professor: David Cury
10 de janeiro a 27 de junho
Terça-feira das 19h30 às 22h30
R$ 420,00/mês

Objetivos
Tendo em vista que a arte exige convivência (com seu acervo e história, seus propositores e pensadores, com seu lugar social e modos de exibição) e considerando sobretudo que a arte de hoje rejeita hierarquias de qualquer ordem (ideia, forma, matéria, técnica), busca-se produzir um descondicionamento generalizado do grupo de trabalho, estimulando-o a uma radicalização de suas pesquisas individuais bem como à experimentação contínua.

Conteúdo
Conceitualidade e experimentação: os polos determinantes da atualidade em arte. O sistema mundial da arte contemporânea: agentes e modos operacionais (o artista, o galerista, o mercado global, o curador, o colecionador, a instituição, a fundação, a galeria, as bienais, a Documenta, as feiras, os leilões, a formação acadêmica, a escola livre, as publicações, os coletivos, as ONGs). O fim da originalidade em arte: arte é potência. A experiência paradoxalmente crítica e indefinível de objetos e intervenções de arte propostos em forte tensão com a realidade.

Dinâmica
A diversidade de suportes, meios e procedimentos da arte contemporânea requer uma abordagem também difusa, de caráter multidisciplinar. A consideração inicial é a de que quaisquer argumentos têm validade apenas setorial, provisória, visto que a inexistência hoje de critérios formais ou materiais (ou quaisquer outros dispositivos explicitáveis objetivamente) contesta qualquer hipótese conclusiva acerca da arte e de suas possibilidades. A técnica de trabalho ou estímulo é o brainstorm: um ataque simultâneo de conhecimentos especializados e referências cruzadas da história da arte, filosofia, psicanálise, sociologia, física e antropologia – entre outras disciplinas.

Bibliografia
1) Ver tudo o que puder. E ler tudo o que puder sobre o que viu.
2) A indicar conforme o trabalho de arte em questão.

David Cury é artista visual. Mestre em Artes Visuais (UFRJ) e Especialista em História da Arte e Arquitetura no Brasil (PUC-Rio), desde 2005 é orientador da oficina Antiformas de intervenção na EAV-Parque Lage, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. Atua em suportes e meios diversos. Entre instalações e intervenções, realizou: “Corumbiara não é Columbine” (Europalia/BozarMuseum, Bruxelas, 2011), “É com o sexo que os homens se deitam, pedindo como anões o seu Ascenso” (Fromthemargintotheedge/SomersetHouse, Londres, 2012). Em 2013 e 2014, recebeu indicação ao Prêmio da Fundação Cisneros para Arte Latino-Americana, sediada em Miami.

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