EAV Parque Lage

Antiformas de Intervenção

Antiformas de Intervenção

David Cury. bladeon7thave, 2014.

Professor: David Cury

Curso Contínuo 2020
04 de agosto a 08 de dezembro
Turma 1: Terças, de 19h às 22h
05 de agosto a 10 de dezembro
Turma 2: Quintas, de 16h às 19h
R$ 450,00/mês

Os cursos contínuos acontecem de janeiro a dezembro e ficam abertos sem interrupção. É possível realizar inscrição para esses cursos a qualquer momento do ano na secretaria da escola.

ARTE CONTEMPORÂNEA, PROCESSO, ARTISTAS, PINTURA, PERFORMANCE, VÍDEO, INSTALAÇÃO, DESENHO

SOBRE
Tendo em vista que a Arte exige convivência (com seu acervo e história, seus propositores e pensadores, com seu lugar social e formas de exibição) ― e considerando, sobretudo, que a Arte Contemporânea rejeita hierarquias de qualquer ordem (ideia, forma, matéria, técnica) ―, busca-se produzir um descondicionamento generalizado do Artista, estimulando-o à uma radicalização de suas pesquisas individuais, bem como à contínua experimentação. Trata-se de uma oficina para multi-suportes e multimeios, com orientação prática e conceitual simultaneamente: desde o ciclo histórico do Conceitualismo (1965-1975), imaginar já é fazer o trabalho de arte; e fazer o trabalho de arte já é pensar.

CONTEÚDO
A diversidade de suportes, meios e procedimentos da Arte Contemporânea requer uma abordagem também difusa, de caráter multidisciplinar. A consideração inicial é a de que quaisquer argumentos têm validade apenas setorial, provisória, visto que a inexistência hoje de critérios formais ou materiais (ou quaisquer outros dispositivos explicitáveis objetivamente) contesta qualquer hipótese conclusiva acerca da arte e de suas possibilidades. A técnica de trabalho ou estímulo é o brainstorm: um ataque simultâneo de conhecimentos especializados e referências cruzadas da História da Arte, Filosofia, Psicanálise, Sociologia, Física e Antropologia ― entre outras disciplinas.

Oficina de multiformas e multimeios de Arte:
1) Orientação prática para criação e desenvolvimento em suportes estáveis (pintura, escultura, objeto, instalação, desenho e gravura) e suportes efêmeros ou virtuais (trabalho-para-contexto-específico, fotografia, vídeo, grafite e performance);
2) Análise & Debate de trabalhos dos artistas da oficina relativamente à excelência da cena internacional de Arte Contemporânea – sob fundamentação cruzada de História, Teoria e Crítica;

Durante o curso serão trabalhados os seguintes temas:
1) Experimentação e Conceitualidade: os polos determinantes da atualidade na arte.
2) O Sistema Mundial da arte contemporânea: agentes e modos operacionais (o artista, o galerista, o mercado global, o curador, o colecionador, a instituição, a fundação, a galeria, as bienais, a Documenta, as feiras, os leilões, a formação acadêmica, a escola livre, as publicações, os coletivos, as ONGs)
3) O fim da originalidade em arte: arte é potência
4) A experiência paradoxalmente limítrofe e indefinível de objetos e intervenções de arte propostos em forte tensão com a realidade
5) Choques programáticos da Arte Moderna
6) A crise de linguagens na pós-modernidade
7) A desmaterialização do objeto de arte e neoconceitualismos
8) A autoria na era das imagens derivadas
9) Multimeios e maximalismo

DINÂMICA
Aula por videoconferência.
Acompanhamentos individuais com debates coletivos em aula.
Compartilhamento de referências semanais com debates coletivos em aula.

PÚBLICO
Indicado para pessoas interessadas em desenvolver processos artísticos e pessoas com processos artísticos em andamento.

RECURSOS NECESSÁRIOS
Acesso à internet
Computador ou celular com câmera

David Cury é artista visual e atua em suportes diversos. Desde Para a inclusão social do Crime (Funarte, Rio, 2003), Há vagas de coveiro para trabalhadores sem-terra (Carreau du Temple, Paris, 2005), Paradeiro (Estação da Leopoldina, Rio, 2006) e Hydrahera (Morro da Conceição, Rio, 2008), suas intervenções articulam caráter de situação, iminência e ambição formal. Em 2009, ocupou o Espaço Monumental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro com Eis o tapete vermelho que estendeu o Eldorado aos carajás – entre outras instalações de escala pública acerca dos mais emblemáticos conflitos fundiários da história brasileira. Em 2010, participou da 29a Bienal Internacional de São Paulo com Antônio Conselheiro não seguiu o conselho, e recebeu indicação ao Prêmio PIPA. Também de marcada ambivalência, realizou Corumbiara não é Columbine (Musée Bozar, Bruxelas, 2011), É com o sexo que os homens se deitam, pedindo como anões o seu ascenso (Somerset House, Londres, 2012) e Rasa é a cova dos vivos (Museu de Arte Contemporânea, Fortaleza, 2013). Em 2013 e também em 2014 recebeu indicação à Bolsa da Fundação Cisneros para Arte Latino-Americana, com sede em Miami. Entre 2015 e 2016, realiza A vida é a soma errada das verdades no Paço Imperial do Rio de Janeiro. Mestre em Artes Visuais (UFRJ), Especialista em História da Arte e Arquitetura no Brasil (PUC-Rio), é orientador da oficina de multimeios Antiformas de Intervenção, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio – onde vive e trabalha.