EAV Parque Lage

Ao Sentir Cheiro de Floresta

Ao Sentir Cheiro de Floresta

Mariana Manhães – Floresta ao redor da Escola de Artes Visuais

Professora: Mariana Manhães

Semestral 2020.2
05 de agosto a 09 de dezembro
Quartas, de 19h às 21h
R$ 1575,00 ou 5x de R$ 315,00

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*Leia atentamente todas as normas de matrícula antes de se inscrever. Clique aqui.
A matricula online não oferece desconto. A política de descontos só é oferecida na matrícula com pagamento via boleto bancário.


ARTES VISUAIS, PRÁTICA ARTÍSTICA, ARTE CONTEMPORÂNEA

SOBRE
O curso Ao Sentir Cheiro de Floresta foi elaborado a fim de explorar as características do meio remoto: suas possibilidades, impossibilidades, e como usá-las a favor do processo de criação poética e de discussão dos processos dos artistas.

A referência ao cheiro da Floresta se deve ao fato da memória olfativa ser a mais persistente que temos. Através dela, acessamos recordações imediatas, muito antigas ou recentes, de uma maneira bastante enfática. Isso acontece porque esse tipo de memória é diretamente ligado ao sistema límbico, onde nossos cérebros guardam as lembranças e criam emoções a partir delas.

No entanto, o cheiro da Floresta não pode ser sentido através da Internet. Mas… seria possível imaginá-lo? Inventá-lo? E, ao fazer isso, quais sensações e emoções virão à tona?

Imaginaremos as florestas primárias e os bosques; a floresta como um lugar onde nos perdemos, que é ameaçador, e onde nos deixamos perder para, depois, nos encontrarmos.
Florestas frias, congelantes, e outras quentes, tropicais; as matas como símbolos da nossa unidade com a natureza…

E, finalmente, a Floresta como o caminho do artista, trajetória do seu processo, essa sim, a imagem florestal mais cara ao nosso curso. Usaremos a potência da imaginação que, por vezes, é mais forte que a realidade, para criarmos e perseguirmos imagens que nos ajudarão na realização de trabalhos e projetos.

CONTEÚDO
A analogia entre o processo poético do artista, a Floresta e a impossibilidade de transmitir por meio remoto tudo aquilo que faz parte dela (como os cheiros, por exemplo, que não são contemplados pela internet), nos serve de ponto de partida para nossos encontros.

A cada aula, um dos artistas será convidado a falar sobre seu trabalho, apresentar fotos e vídeos de suas obras (caso queira), e especialmente, criar formas de apresentação que busquem potencializar e/ou burlar as possibilidades do meio remoto. Assim, a partir dessas apresentações, será proposto um exercício de visualização do trabalho.

Esperamos, com essa proposta, estabelecer o encontro de pessoas que se sintam à vontade para compartilhar suas ideias. A convivência uns com os outros, burlando distâncias físicas, tem o propósito de contribuir para o desenvolvimento de processos.

A cada aula, e seguindo uma agenda organizada com o grupo, um dos artistas será convidado a falar sobre seu trabalho e apresentar material sobre sua obra. A partir dessas apresentações, será proposto um exercício de visualização do trabalho. A intenção é promover um espaço de troca de ideias entre os participantes, de maneira a ajudá-los a refletirem sobre suas poéticas.

A criação de formas de apresentação que busquem potencializar e/ou burlar as possibilidades do meio remoto serão bem-vindas e incentivadas.

O conteúdo do curso será aquele que os próprios artistas trouxerem para discussão durante as aulas, ou seja, o processo de criação, com suas belezas e dificuldades.

A intenção é promover um espaço de convívio e troca de ideias entre os participantes do grupo, de maneira a ajudá-los a refletirem sobre os caminhos possíveis de suas poéticas. Assim sendo, o conteúdo é dinâmico e será definido de acordo com o interesse do grupo em cada uma das aulas. Todos os tipos e formatos de trabalho são bem-vindos.

DINÂMICA
Aula por videoconferência
Acompanhamentos individuais com debates coletivos em aula

PÚBLICO
Indicado para pessoas com processos artísticas em andamento

REFERÊNCIAS

AIRA, César. Um Acontecimento na Vida de um Pintor Viajante. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.

BACHELARD, Gaston. A Chama de uma Vela. Rio de Janeiro: Bertrand, 1989.

_________. A Poética do Devaneio. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

_________. A Terra e os Devaneios da Vontade. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

_________. A Terra e os Devaneios do Repouso. São Paulo: Martins Fonte, 2003.

_________. A Poética do Espaço. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

_________. O Ar e os Sonhos. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

BALZAC, Honoré de. A Obra-Prima Ignorada. São Paulo: Iluminuras, 2012.

BERGER, John. Ways of Seeing. Londres: Penguin Books, 2008.

_________. Why Look at Animals? Londres: Penguin Books, 2009.

BORGES, Jorge Luis. O Livro dos Seres Imaginários. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2007.

CALVINO, Italo. As Cidades Invisíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

CARROLL, Lewis. Alice no País das Maravilhas. São Paulo: Cosac Naify, 2009.

CASARES, Adolfo Bioy. A Invenção de Morel. São Paulo: Cosac Naify, 2008.

CASTRO, Marcílio França. Breve Cartografia de Lugares Sem Nenhum Interesse. Rio de Janeiro:
Editora 7 Letras, 2011.

ECO, Umberto. História das Terras e Lugares Lendários. São Paulo: Editora Record, 2013.

ENDE, Michael. A História sem Fim. São Paulo: Martins Fontes, 2016.

HENDERSON, Caspar. The Book of Barely Imagined Beings: a 21st Century Bestiary. Londres: Granta Books, 2013.

KAFKA, Franz. A Construção; in: Um Artista da Fome / A Construção. São Paulo: Companhia das Letras,1998.

LYNCH, David. Em Águas Profundas: criatividade e meditação. São Paulo: Gryphus Editora, 2015.

RILKE, Rainer Maria. Cartas a um Jovem Poeta. São Paulo: Globo, 2013.

REDON, Odilon. To Myself – Notes on Life, Art, and Artists. Nova Iorque: George Braziller, 1986.

SAX, Boria; Imaginary Animals: The Monstrous, the Wondrous and the Human. Londres: Reaktion Books, 2013.

SJÓN. A Raposa Sombria; São Paulo: Hedra, 2013.

SCHAMA, Simon. Landscape and Memory. Nova Iorque: First Vintage Books Editions, 1996.

TAVARES, Braulio (Org.). Contos Fantásticos do Labirinto de Borges. São Paulo: Casa da Palavra, 2003.

THOREAU, Henry David. Walden. Porto Alegre: L&PM, 2016.

WOHLLEBEN, Peter. A Vida Secreta das Árvores. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2017.

Filmografia sugerida e não-obrigatória

Amantes Eternos. Direção de Jim Jarmusch, 2013.

Até o Fim do Mundo. Direção de Wim Wenders, 1991.

Cave of Forgotten Dreams. Direção de Werner Herzog, 2011.

Duna de Jodorowsky. Direção de Frank Pavich, 2013.

Fabuloso Destino de Amélie Poulin, O. Direção de Jean-Pierre Jeunet, 2001.

Frank. Direção de Lenny Abrahamson, 2014.

Goya. Direção de Carlos Saura, 1999.

Her. Direção de Spike Jonze, 2014.

Into the Inferno. Direção de Werner Herzog, 2016.

La Belle Noiseuse. Direção de Jacques Rivette, 1991.

Labirinto do Fauno, O. Direção de Guillermo del Toro, 2006.

Orlando. Direção de Sally Potter, 1992.

Paterson. Direção de Jim Jarmusch, 2016.

Piano, O. Direção de Jane Campion, 1993.

Quero Ser John Malkovich. Direção de Spike Jonze, 2000.

Sonhos. Direção de Akira Kurosawa, 1990.

Stalker. Direção de Andrei Tarkovsky, 1979.

Synecdoche, New York. Direção de Charlie Kaufman, 2009.

The Limits of Control. Direção de Jim Jarmusch, 2009.

RECURSOS NECESSÁRIOS
Acesso à internet
Computador ou celular com câmera

SECRETARIA
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MARIANA MANHÃES
Niterói, RJ, 1977. Vive no Rio de Janeiro.
Graduou-se em Psicologia pela UFF (2001) e concluiu Mestrado em Comunicação e Cultura pela UFRJ (2012). Sua formação artística aconteceu entre 1997 e 2005 na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Participou de exposições em diversos museus e galerias no Brasil e exterior, dentre os quais se destacam: MuBE (São Paulo), Bienal de Vancouver (Vancouver, Canadá), Shanghart Gallery (Xangai, China), The MattressFactory (Pittsburgh, EUA), Bozar Museum (Bruxelas, Bélgica), Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília), Martin-Gropius-Bau Museum (Berlim, Alemanha), Instituto Itaú Cultural (São Paulo), Instituto Tomie Ohtake (São Paulo), Museu de Arte Moderna (Rio de Janeiro), Museu de Arte Moderna (Salvador), Museu Vale do Rio Doce (Vila Velha), Galerie GP+N Vallois e Natalie Seroussi (Paris, França), entre outros. Apresentou individuais na Galeria Múltiplo (Rio de Janeiro, 2017), Paço Imperial (Rio de Janeiro, 2013), Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro, 2010) e Museu de Arte Contemporânea (Niterói/RJ, 2007). Dentre os prêmios que recebeu, destacam-se: Prêmio Marcantônio Vilaça – FUNARTE (2015); Vancouver Biennale Residency Program (2014); Bolsa Funarte de Estímulo às Artes Visuais 2013 – FUNARTE (2013),Salão de Goiás (2006), Salão da Bahia (2005). Em 2017 foi finalista do Prêmio CNI SESI MarcantônioVilaça (2017).
Site da artista: www.marianamanhaes.com