EAV Parque Lage

APARECER E SIGNIFICAR A ARTE ABSTRATA

Professor: PAULO COUTO

Curta duração
05 de outubro a 25 de novembro.
Terças e quintas, de 19h às 22h
R$ 700,00 ou 2x de R$ 350,00

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*Leia atentamente todas as normas de matrícula antes de se inscrever. Clique aqui.
A matricula online não oferece desconto. A política de descontos só é oferecida na matrícula com pagamento via boleto bancário.

 

SOBRE 

Abstração, abstrato, abstracionismo são termos que designam o intangível, o incompreensível, o indefinido. Na pintura e na escultura, se acumula à essas qualidades o sentido de abstrair enquanto subtrair, retirar, da figura. A arte abstrata surge como desdobramento e/ou ruptura com a arte figurativa. Podemos olhar para as aproximações ou para os distanciamentos entre o figurativismo e o abstracionismo.

CONTEÚDO

No surgimento da arte abstrata já se encontram inúmeras vertentes das suas possibilidades: a abstração informal de Wassily Kandinsky, o suprematismo de Kazimir Malevich, o neoplasticismo de Piet Mondrian. O expressionismo abstrato de Jackson Pollock, Mark Rothko, Willem de Kooning, confere à abstração veículo de aparecimento da intimidade. A arte concreta brasileira produziu e impulsionou, não só, potências plásticas da abstração, mas também sofisticou a sua teorização. Hélio Oiticica, Lygia Clark, Waldemar Cordeiro, Luiz Sacilotto, Lygia Pape, João José Costa, Franz Weissmann, Amilcar de Castro e tantos outros, legaram ao abstracionismo e à arte brasileira uma miríade complexa de repertórios abstratos. Fayga Ostrower, Iberê Camargo, Cícero Dias, depuram e inventam visões de mundo por meio da linguagem abstrata.

 

DINÂMICA

Aula expositiva em videoconferência
Compartilhamento de referências semanais com debates coletivos em aula
Acompanhamentos individuais com debates coletivos em aula

PÚBLICO

Indicado para pessoas interessadas em conhecer e/ou pesquisar o tema
Indicado para pessoas interessadas em formação em História da Arte e/ou aprofundamento.
Indicado para pessoas interessadas em introdução à pesquisa em história e crítica de arte e/ou aprofundamento.
Indicado para artistas em formação em História da Arte e/ou aprofundamento.
Não exige conhecimentos prévios

RECURSOS NECESSÁRIOS

Acesso à internet
Computador ou celular com câmera

SECRETARIA 

– Todos os cursos online e presenciais emitem certificados.

– A política de bolsas só é oferecida na matrícula com pagamento via boleto bancário.

REFERÊNCIAS

AMARAL, Aracy. Projeto construtivo brasileiro na arte. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro, 1977.
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BRITO, Ronaldo. Neoconcretismo – Vértice e Ruptura do Projeto Construtivo Brasileiro. Rio de Janeiro: Cosac & Naify, 1999.
CHIARELLI, Tadeu. Um modernismo que veio depois. São Paulo, Alameda Casa Editorial: 2012.
COCCHIARALE, Fernando; GEIGER, Anna Bella. Abstracionismo Geométrico e Informal – A Vanguarda Brasileira nos anos 1950. Rio de Janeiro: Funarte, 1987.
COTRIM, Cecilia; FERREIRA, Glória (orgs.). Clement Greenberg e o debate crítico. Rio de Janeiro, Zahar, 1997.
GREENBERG, Clement. Arte e cultura. São Paulo, Cosac & Naify: 2013.
GULLAR, Ferreira. Etapas da arte contemporânea – do cubismo à arte neoconcreta. Rio de Janeiro, Revan: 1998.
KANDINSKY, Wassily. Do espiritual na arte. São Paulo, Martins Fontes: 1990.
SALZSTEIN, Sônia. T. J. Clark – Modernismos – Ensaios sobre política, história e teoria da arte. São Paulo, Cosac & Naify: 2007.
SCHAPIRO, Meyer. Mondrian – a dimensão humana da pintura abstrata. São Paulo, Cosac & Naify: 2001.
WARBUG, Aby. A Renovação da antiguidade pagã. Rio de Janeiro, Contraponto, MAR, 2013.
WOLFLIN, Heinrich. Conceitos fundamentais da história da arte. São Paulo, Martins Fontes: 2015.

PAULO COUTO
Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ, no qual desenvolveu a tese “Waldemar Cordeiro e o Concretismo”. Pesquisador das áreas de arte, cultura e comunicação. Foi aluno da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Escreve críticas e ensaios sobre arte na Revista O Fermento.