EAV Parque Lage

Arte como Conhecimento

Arte como Conhecimento

Manata Laudares, “Terranos”, 2020. Foto: Divulgação

Professor: Franz Manata

Semestral 2021.1
03 de março a 24 de novembro
Quartas, de 11h às 13h
R$ 3.420,00 ou 9x de R$ 380,00

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*Leia atentamente todas as normas de matrícula antes de se inscrever. Clique aqui.
A matricula online não oferece desconto. A política de descontos só é oferecida na matrícula com pagamento via boleto bancário.

HISTÓRIA DA ARTE, ARTE MODERNA, ARTE CONTEMPORÂNEA

SOBRE 

Apoiado em um vasto conjunto de imagens, o curso apresenta como a arte se constituiu enquanto um campo do conhecimento. Abordaremos, num panorama que vai da Pré-história aos dias atuais, as principais questões estéticas, movimentos artísticos, artistas e obras, contextualizados em sua história social, econômica, científica e filosófica.

CONTEÚDO

O curso está dividido em três módulos, independentes e complementares. É possível ingressar no curso em qualquer módulo.

MÓDULO I – O berço das civilizações [MAR – ABR]

Nosso percurso começa há 70 mil anos, na Revolução cognitiva. Serão abordados os vários significados de pré-história, apresentando o realismo do paleolítico e a abstração do neolítico; momento em que ocorre a primeira mudança estilística.

Passaremos pelo Egito e a Mesopotâmia, apresentando sua importância histórica na construção das três “ordens imaginadas” (religião, política e economia) e suas contribuições nos campos da arte, arquitetura, cultura e literatura.

Chegaremos na Grécia e Roma, abordando como esses povos começaram a contestar antigas verdades e, a partir do Helenismo, iniciam uma aventura filosófica que vai construir a base da cosmogonia do capitalismo.

MÓDULO II – Das trevas à razão [MAI – JUL]

Geralmente nos referimos a Idade Média como “idade das trevas”, tal fato nos faz negligenciar e esconder grandes contribuições no campo da arte.

O percurso aborda a alta e baixa Idade Média apresentando a influência da igreja católica, e as contribuições dos Impérios: Bizantino de Justiniano, Islâmico de Maomé e Carolígeo de Carlos Magno.

A transição para a Renascença e a arte enquanto razão humana. O humanismo e o antropocentrismo. O nascimento da estética, do belo, do artista burguês, das academias, da crítica de arte, da noção de belas artes, do sistema de arte e de mercado.

MÓDULO III – O fazer moderno, o contemporâneo e o atual [AGO – NOV]

Este módulo inicia-se com a crise da representação e a busca do novo, passa pelos salões, os Impressionistas, e chega às quatro grandes respostas do fazer moderno: as vertentes, expressiva, construtiva, simbólica e conceitual.

O fazer contemporâneo apresenta as principais questões colocadas a partir da segunda metade do século XX. Aborda o momento que o artista se torna um “comentarista” do mundo através da produção de imagens.

O fazer atual aborda as novas formas de articulação artística, os coletivos, os ativistas e a estética relacional, apresentando particularidades, desafios, artistas e obras.

DINÂMICA

Aula expositiva em videoconferência

Compartilhamento de referências semanais com debates coletivos em aula

PÚBLICO

Indicado para pessoas interessadas em conhecer e/ou pesquisar o tema

Não exige conhecimentos prévios

REFERÊNCIAS

ARGAN, Giulio. A História da arte. In: História da arte como História da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
ARGAN, Giulio Carlo. Arte e crítica de arte. Lisboa: Estampa, 1988.
BASBAUM, Ricardo (org.). Arte Contemporânea Brasileira: Texturas, Dicções, Ficções, Estratégias. Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos, 2001
CALABRESE, Omar. A linguagem da Arte. Rio de Janeiro: Globo, 2002
CANEVACCI,  Massimo. Antropologia  da  comunicação  visual. Rio  de  Janeiro: DP&A, 2001.
CANCLINI, Néstor Garcia. A socialização da Arte. São Paulo: Cultrix, 1984
COCCHIARALE, Fernando & GEIGER, Anna Bella. Abstracionismo geométrico e informal: a vanguarda brasileira nos anos cinquenta. 2. ed. Rio de Janeiro: Funarte, 2004.
FERREIRA, Glória (Org.). Crítica de arte no Brasil: temáticas contemporâneas. Rio de Janeiro: Funarte, 2006
DIDI-HUBERMAN, Georges. A História da arte no limite de sua simples prática. In: Diante da imagem: que tão colocada aos fins de uma história da arte São Paulo: Ed. 34, 2013.
DUARTE, Paulo Sérgio. Arte brasileira contemporânea: um prelúdio. 1a Edição: Editora Silvia Roesler Edições de arte, 2008.
PANOFSKY, Erwin. A história  da arte como uma disciplina humanística. In: Significado nas artes visuais. São Paulo: Perspectiva, 1979.
RECHT, Roland. A escrita da história da arte diante dos modernos: observações a partir de Riegl, Wölfflin, Warburg e Panofsky. In: Arte & Ensaios, Revista do Programa de – traduação em Artes Visuais, EBA/UFRJ, Rio de Janeiro, ano XXII, n. 30, dez. 2015.
GONZAGA DUQUE. A Arte Brasileira. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1995. [Primeira edição: 1888]
PEREIRA, Sonia Gomes. A Academia de Belas Artes e a historiografia da arte no Brasil. In:
CAVALCANTI, Ana; MALTA, Marize; PEREIRA, Sonia G. (orgs.). Coleções de arte: formação, exibição e ensino. Rio de Janeiro: Rio Books/Faperj, 2015.
ARCHER, Michael. Arte contemporânea: uma história concisa. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
BRETT, Guy. Brasil Experimental-arte/vida, proposições e paradoxos. Rio de janeiro: Contra Capa, 2005
DE DUVE, Thierry. O que fazer da vanguarda? In: Arte & Ensaios, Revista do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais – EBA / UFRJ, Rio de Janeiro, n. 20, jul. 2010. Disponível em http://www.ppgav.eba.ufrj.br/w p-content/uploads/2012/01/ae20 _Thierry_Duve.pdf
FERREIRA, Glória; COTRIM, Cecília (orgs.). Escritos de Artistas – Anos 60/70. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.
CHARTIER, Roger. Introdução; História intelectual e história das mentalidades. In: A história cultural: entre práticas e representações. Rio de Janerio: Bertrand Brasil, 2007.
ZANINI, Walter. História Geral da Arte no Brasil. São Paulo: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. 2. v.

RECURSOS NECESSÁRIOS

Acesso à internet

Computador ou celular com câmera

SECRETARIA 

– Todos os cursos online e presenciais emitem certificados.

– A política de bolsas só é oferecida na matrícula com pagamento via boleto bancário.

FRANZ MANATA

Artista, pesquisador e professor. Mestre em Linguagens Visuais pela EBA-UFRJ, com formação em Economia e especialização em Sociologia e Administração Financeira na PUC-MG. Nos últimos anos, publicou textos, participou de debates, encontros, palestras e comissões de seleção. Desde 2004 leciona na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ, é curador independente e consultor de arte para instituições públicas, coleções privadas e corporativas. Como artista trabalha em parceria com Saulo Laudares desenvolvendo o duo Manata Laudares, e desde 1998 vem participando de exposições individuais e coletivas, no Brasil e exterior. São representados pela Sé Galeria, em São Paulo.