EAV Parque Lage

Arte Figurativa, Arte Abstrata, Arte Conceitual: fronteiras e continuidades

Arte Figurativa, Arte Abstrata, Arte Conceitual: fronteiras e continuidades

Pablo Picasso – Retrato de Dora Maar, 1937; Piet Mondrian – Composição com Vermelho, Azul e Amarelo, 1930; Marcel Duchamp – Roda de Bicicleta, 1913

Professor: Paulo Couto

Semestral 2020.2
03 de agosto a 07 de dezembro
Segundas, de 19h às 22h
R$ 1350,00 ou 5x de R$ 270,00

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RENASCIMENTO, BARROCO, ARTE MODERNA, ARTE CONTEMPORÂNEA, ARTE BRASILEIRA, HISTÓRIA DA ARTE

SOBRE
Curso de caráter introdutório. Ao longo das aulas será feita a mediação entre as obras de arte e as alunas e os alunos, com o objetivo de construir um olhar qualificado para a observação, apreciação e análise apurada da arte. O curso perpassa de maneira transversal todos os períodos da História da Arte, desde a Pré História até as diferentes vertentes da Arte Contemporânea, passando pelo Renascimento e o Barroco, e a Arte Moderna, apresentando como os aspectos estéticos, plásticos e teóricos desses movimentos foram produzidos pelos artistas, críticos e historiadores. É dada ênfase nas características comuns que constituem cada gênero artístico dentro do seu momento histórico, assim como os traços mais importantes de cada artista, sempre trazendo teóricos que fundamentam as discussões. A abordagem propõe uma compreensão abrangente e atualizada de todo o percurso da História da Arte, viabilizando uma relação bem informada com a arte do presente.

CONTEÚDO
A proposta de entendimento sobre o que é o campo da arte como o conhecemos hoje, e que atravessa todo o curso, é de que é possível criar fricções e, ao mesmo tempo, alinhar as produções dos artistas, estabelecendo um nexo entre as diferentes modalidades de arte através da construção de um olhar capaz de interpretar as obras dentro de suas particularidades e em perspectiva histórica. Com o entrecruzamento de teorias fundamentais da história e da crítica, à luz de teorias contemporâneas de diferentes campos da pesquisa em arte, serão expostos os pontos de contato e os impasses entre os estilos e artistas. Serão introduzidas diferentes teorias que compõem o repertório analítico da arte, como a linha formalista, a linha fenomenológica, e a linha semiológica. O nascimento da historiografia da arte no Renascimento; as teorias filosóficas que fundamentaram o advento da modernidade; o período de acirramento da crítica modernista; o objeto e a revelação do conceito; a dissolução dos cânones no século XX; fotografia, vídeo arte e tecnologias em relação a tradição; a performance como desdobramento das artes visuais; a disputa geopolítica entre norte e sul; o pragmatismo político da arte contemporânea; a agência da obra de arte; a arte brasileira que nasce moderna e se consolida na contemporaneidade; essas e outras chaves de entrada no contato com as obras serão aplicadas ao longo do curso em âmbito internacional porém sempre com uma forte associação ao que é produzido na arte brasileira.

Por se tratar de um curso introdutório, será acionada uma análise cronológica dos períodos, todavia trabalharemos com a desconstrução da história linear, buscando trazer à tona as propriedades particulares de cada movimento em seu próprio tempo. O curso será todo conduzido a partir da projeção de imagens para introduzir as alunas e os alunos na análise aprofundada de uma obra de arte. Serão indicados textos de historiadores, críticos e artistas. As obras serão sempre comparadas umas às outras de maneira transversal, para que se possa estabelecer as relações que as aproximam ou as afastam.

DINÂMICA
Aula expositiva por videoconferência
Acompanhamentos individuais com debates coletivos em aula
Compartilhamento de referências semanais com debates coletivos em aula

PÚBLICO
Indicado para pessoas interessadas em conhecer e/ou pesquisar o tema.

REFERÊNCIAS

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RECURSOS NECESSÁRIOS
Acesso à internet
Computador ou celular com câmera

SECRETARIA
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PAULO COUTO
Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ, no qual desenvolveu a tese “Waldemar Cordeiro e o Concretismo”. Pesquisador das áreas de arte, cultura e comunicação. Foi aluno da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. É colaborador permanente da Revista O Fermento, onde publica artigos e ensaios.