EAV Parque Lage

Atelier da escuta - vocabulário sonoro e interlocuções visuais

Atelier da escuta - vocabulário sonoro e interlocuções visuais

Registro de finalização de curso. Atelier da Escuta, 2019. Foto: Cicero Rodrigues

Professora: Ana Emerich

Curta Duração 2020
04 de maio a 23 de junho
Segunda-feira, 19:00–22:00
R$760,00 ou 2 parcelas de R$380,00

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*Leia atentamente todas as normas de matrícula antes de se inscrever. Clique aqui.
Todos os alunos devem pagar a taxa administrativa anual. No caso dos alunos que realizarem o pagamento do curso on-line, a taxa administrativa anual no valor de R$100,00, deverá ser paga pelo aluno no dia que vier pegar seu comprovante de matrícula no curso, antes de entrar na aula, diretamente na secretaria da escola.

Atelier da Escuta é uma proposta de imersão na linguagem musical tradicional, no campo sonoro-experimental da arte, nas contaminações poéticas entre imagem sonora e imagem visual, em diálogo com o tempo presente. Uma série de 8 encontros organizados em cinco vetores principais:

1. Apreciação crítica de repertório musical – música sinfônica, popular, música contemporânea, ópera e arte sonora. Momentos históricos e contextos de criação; 2. Análise de signos sonoros e visuais – partituras, notações e escritas; 3. Experimentação com sonoridades da voz e do corpo; 4. Interlocução entre imagens e sons na obra de artistas de diferentes práticas. Referências teóricas; 5. Pesquisas no contexto da EAV – volumes do espaço, história e imaginários do palacete e da floresta, acervo Memória Lage, a partir de uma perspectiva sonora. Escutar é um estado latente. Escutar é quietude porque convida o corpo a uma certa paragem. A cada recorte de imagem pelos olhos há uma concentração de elementos a serem percebidos pelos ouvidos – e não somente.

Conteúdo
– Música de concerto e ópera – obras e excertos de períodos da história da música ocidental, compositora(e)s e países. Música contemporânea, popular e experimental. Ballet de repertório, criações comissionadas, sons com objetos de cena;
– Música e etnografia. Música e contextos socioculturais. Sons a céu aberto e volumes do espaço. Sonoridades ancestrais e sonoridades não ocidentais. Movimentos musicais no Brasil, música das ruas, música-manifesto;
– Afinação, desafinação, ruídos e timbres. Corpo e voz, palavra e canto;
– Artes visuais e arte sonora. Imagem retiniana e imagem auricular. Imagem em movimento, sons reproduzidos, imagens acústicas. Música eletroacústica;
– Fotografia, paisagem sonora, instalação site-specific. Imagens, escuta e imaginação. Imagens visíveis e imagens não evidentes;
– Som, movimento, escritas do espaço, partituras. Vocabulário e singularidades.

Dinâmica
Encontros teórico-práticos, modulados a partir do andamento do curso e mantendo algum equilíbrio entre três eixos de base. A partir da premissa de que o atelier é um espaço de labor, os conteúdos e os eixos de trabalho têm como função promover trocas, ancorar perguntas e também desalojar respostas.

Eixo 1
Repertório de referências visuais, sonoras, teóricas e conceituais.

Eixo 2
Conversas coletivas acerca das pesquisas e trabalhos em desenvolvimento pelas pessoas/artistas participantes.

Eixo 3
Protocolos de experimentação – do papel para o espaço – articulando aspectos do repertório referencial apresentado e as criações em desenvolvimento.

Referências
Contrapontos e aproximações com: Rebecca Horn, Antonio Carlos Gomes, Carmela Gross, Amaro Freitas, Elza Soares, João Guilherme Ripper, Pierre Schaeffer, João Gilberto, Robert Smithson, Galina Ustvolskaya, Zeca Pagodinho, Murray Schafer, Yoko Ono, Pina Bausch, Valda Nogueira, Anna Bella Geiger, Igor Stravinsky, Adrian Piper, Iánnis Xenákis.
CAMPOS, Augusto de. Música de invenção. São Paulo: Perspectiva, 1998.
CAGE, John. De segunda a um ano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2013
DA COSTA, Luiz Cláudio. A gravidade da imagem: arte e memória na contemporaneidade. Rio de
Janeiro: Quartet-Faperj, 2014.
FERREIRA, Glória; COTRIM, Cecília. (Org.). Escritos de artistas: anos 60/70. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar Editor, 2006.
LABELLE, Brandon. Background noise: Perspectives on Sound Art. New York – London: The
Continuum International Publishing Group, 2010.

Ana Emerich investiga relações entre lugar, pensamento escultórico e dimensões sonoro-visuais. Tem interesse por poéticas de deslocamento – nos ritmos e desvios entre o visível e o não evidente – e por práticas artísticas em imersão temporal – articulando espaço, escuta e imaginação política. Atuou como regente à frente de orquestras e coros, e na coordenação de projetos musicais na Fundação OSESP e Orquestra Petrobras Sinfônica. Desde 2015, participa de residências artísticas, desenvolve trabalhos comissionados e suas criações são apresentadas em contextos expositivos, editoriais e cênicos: Museu de Arte do Rio (MAR), Prêmio Rumos Itaú Cultural, Casa França-Brasil, SESC Copacabana, Teatro Sérgio Porto, Galeria USF Verftet (NO), Editora Urutau, Museu Histórico Nacional (MHN), entre outros. É bacharel em Música–Regência (UNICAMP), mestre e doutoranda em Arte e Cultura Contemporânea (UERJ).
www.anapaulaemerich.com