As bordas da boca – Todas segundas-feiras, 19h

As bordas da boca – Todas segundas-feiras, 19h

A emoção estética, Waltercio Caldas- do livro Manual da Ciência Popular (1982)

Grupo de Leitura
As bordas da boca

Segundas-feiras | 19h | Biblioteca
Gratuito | Aberto ao público

Semanalmente textos serão lidos em grupo e debatidos publicamente. A cada encontro, um ponto diferente do Parque Lage sedia as leituras. Aberto e gratuito, o grupo de leitura “As bordas da boca” convida a todos e todas para mergulhos despretensiosos, alternados entre obras clássicas e outras ainda nem tão conhecidas do público.

No dia 02/07/18, leremos trechos de dois livros. Poemas do “Reino dos Bichos e dos animais é meu nome”, da Stela do Patrocínio. E “Cemitério dos Vivos”, de Lima Barreto

Stela do Patrocínio (Rio de Janeiro, 1941-1997) viveu por quase 30 anos internada na Colônia Juliano Moreira. Stela usava uma forma de poesia oral para se comunicar, o que a diferenciava das outras pessoas internas e chamou a atenção da artista plástica Nelly Gutmacher que, na década de 80, convidou a poeta a montar um ateliê na Colônia.
As falas poéticas de Stela do Patrocínio foram gravadas em fita cassete e, anos depois, transcritas, organizadas e publicadas em 2001 pela escritora Viviane Mosé no livro Reino dos bichos e dos animais é o meu nome (Azougue Editorial), finalista do Prêmio Jabuti. Em 2005, a fala poética de Stela foi transformada em ópera pelo compositor Lincoln Antonio

Cemitério dos Vivos é um romance de Lima Barreto (Rio de Janeiro, 1881-1923), escrito em um período de internação do escritor no Hospital Nacional de Alienados no Rio de Janeiro, entre 1919 e 1920.
De referência autobiográfica, o romance revela a personalidade do autor revoltado com as injustiças e os preconceitos que sofria através do narrador-protagonista Vicente Mascarenhas, cuja vida, como a do autor, é marcada por tragédias pessoais.

Baixe os textos aqui:
“Reino dos Bichos e dos animais é meu nome”
Trecho “Reino dos Bichos e dos animais é meu nome”
“Cemitério dos Vivos”
Trecho “Cemitério dos Vivos”

No dia 25/06/18, leremos o capítulo 126 de Rayuela (O Jogo da Amarelinha), do Júlio Cortazar.
É um capítulo que foi eliminado da versão original do livro em 1963, e publicado apenas em 1973 na Revista Iberoamericana da Universidade de Pittsburgh.
Sobre o capítulo 126, também conhecido como “o capítulo perdido”, Cortazar afirmou em uma entrevista que partiu dessas páginas para criar Rayuela.
baixe o texto em espanhol aqui

No dia 18/06/18, lemos o conto “O idioma analítico de John Wilkins” de Jorge Luis Borges
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