EAV Parque Lage

Caminhar: prática estética e política e...

Caminhar: prática estética e política e...

Lucas Icó – Diagrama e painel do Grupo de caminhadas, 2016_

Professor: Lucas Icó

Curso de Férias – 2021
07 a 28 de janeiro
Quintas, de 16h às 18h
R$330,00

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*Leia atentamente todas as normas de matrícula antes de se inscrever. Clique aqui.

CAMINHADA E DERIVA, PRODUÇÃO GRÁFICA E VISUAL, SITUAÇÃO, LOCALIZAÇÃO, AÇÃO-PESQUISA, PRÁTICAS ESTÉTICO-POLÍTICAS

SOBRE
O curso Caminhar: prática estética e política e… quer proporcionar, a partir de narrativas, representações visuais, sensibilidades e posicionamentos políticos, um ambiente de investigação do caminhar como prática estético-política, expressiva e inventiva. Vamos abordar o caminhar como modo de localizar-se, relacionar-se e de apresentar ou representar a relação com o lugar. Serão apresentadas as práticas de alguns artistas, coletivos e pesquisadores que trabalham derivas, o deslocamento cotidiano e a ação performática como modo de mergulho na criação estética e no contexto social.

CONTEÚDO
Considerando as especificidades do encontro online a partir de diferentes contextos, que desejos de movimento, coletividade e memórias de lugares são suscitados? Vamos partilhar experiências, realizar exercícios individuais e coletivos e acompanhar a produção dxs alunxs. O curso tem por objetivo acompanhar as construções narrativas que emergem da experiência pedestre – assim como das memórias de caminhadas, das caminhadas mentais e em sonhos, e dos pequenos deslocamentos.

O curso quer gerar dinâmicas em que desenhos, mapas de deriva, territórios ficcionais e narrativas sejam produzidos. Os conceitos centrais que vão conduzir esse curso são caminhada e deriva, produção gráfica e visual, situação, localização, pesquisa-ação, práticas estético-políticas.

O conteúdo do curso inclui conhecer as derivas situacionistas, o delirium ambulatorium de Hélio Oiticica, as linhas de erro de Fernand Deligny, as audio walks de Janet Cardiff, o projeto Grupo de caminhadas, assim como o trabalho dos cineastas mbyá-guarani Ariel Kuaray, Jorge Morinico, Patricia Ferreira e Germano Benites. As caminhadas são ferramentas para a arte, assim como meio vital e de resistência para lutas e sujeitos territorializados – para contribuir com essa perspectiva, por exemplo, xs alunxs vão conhecer as caminhadas de Denise Costa dos Santos.

Para amplificar a percepção territorial a partir do corpo e das suas coletividades, vamos experimentar com exercícios a partir dos deslocamentos nos espaços habitados pelxs alunxs, dando ênfase nas linguagens visuais criadas por todos.

A cada encontro serão realizadas aulas expositivas com apresentação de conteúdo teórico e prático. Além disso, realizaremos exercícios para ativar a percepção corporal individual/pessoal e coletiva, a improvisação, e o movimento, assim como estimular a reflexão sobre o contexto social, com idas e vindas ao desenho e/ou à produção visual. O intuito é que os alunos realizem uma produção individual ou coletiva com base nas suas experiências de caminhadas.

DINÂMICA
Aula expositiva em videoconferência
Exercícios semanais com acompanhamento coletivo em aula

PÚBLICO
Indicado para pessoas interessadas em conhecer e/ou pesquisar o tema.
Não exige conhecimentos prévios.

REFERÊNCIAS
ANJOS, Moacir dos. As ruas e as bobagens: anotações sobre o delirium ambulatorium de Hélio Oiticica. São Paulo: ARS, 2012.

BERENSTEIN, Paola Jacques. Elogio aos errantes. Salvador: EDUFBA, 2012.

CARERI, Francesco. Walkscapes. O caminhar como prática estética. São Paulo: Gustavo Gilli, 2013.

DELIGNY, Fernand. Cartes et lignes d’erre / Maps and wander lines. Paris: L’arachneen, 2013.

ICÓ, Lucas. Uma caminhada com Denise. Porto Alegre: Revista Fotocronografias, 2020.

INGOLD, Tim. O dédalo e o labirinto: caminhar, imaginar e educar a atenção. Porto Alegre: Revista Horizontes Antropológicos, 2015.

PRADELLA, Luiz Gustavo Souza. Jeguatá: o caminhar entre os Guarani. Porto Alegre: Revista Espaço Ameríndio, 2009.

SOLNIT, Rebecca. Wanderlust – a history of walking. Londres: Penguin, 2001.

Filmes:

Mokoi tekoá petei jeguatá (Duas aldeias, uma caminhada). Direção de Ariel Kuaray, Jorge Morinico e Germano Benites, 2008.

Caminhar pra longe. Direção de Cristina Ribas, Lucas Icó e Sol Archer, 2019.

RECURSOS NECESSÁRIOS
Acesso à internet
Computador ou celular com câmera

SECRETARIA
– Todos os cursos online emitem certificado.
– A matrícula online não oferece desconto.
– A política de descontos só é oferecida na matrícula com pagamento via boleto bancário.

LUCAS ICÓ
Artista, caminhante, pesquisador, designer, professor, padrasto. Vem investigando já há alguns anos a relação entre arte e contexto social. Essa investigação algumas vezes tomou forma de encontros, caminhadas e ações performáticas, como também de impressos, instalações, vídeos e textos. A partir de 2015 organizou derivas urbanas semanais com o projeto Grupo de caminhadas. Doutorando em artes visuais no PPGAV-UFRGS, mestre em Artes Visuais pelo PPGAV-EBA-UFRJ (2019) e bacharel em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UERJ (2014). É pós-graduado pelo Programa de Artistas da Universidad Torcuato Di Tella em Buenos Aires (2016) e ex-aluno da EAV Parque Lage de 2007 a 2013, tendo participado de programas de formação da escola. Organizou na EAV em 2020 o curso “Arte e(m) contexto e Cartografias, redes, localização… situação”, curso de curta duração ministrado com Cristina Ribas. Realizou trabalhos em instituições como Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Espaço Municipal Sérgio Porto; Goethe Institut RJ; Sesc Pompéia e Belenzinho; Galeria Anita Schwartz; casamata; Galeria A gentil carioca; Le 19 Crac; entre outras.