Colagem como forma de pensamento

Colagem como forma de pensamento

John Baldessari. e.g., Grass, Water Heater, Mouths, & etc. (para John Graham), 1994

Professores: Rodrigo Torres e Pedro Varela

1º semestre 2019
14 de março a 27 de junho
Quinta-feira, 14:00–17:00
R$ 380,00/mês
 

Objetivos
A colagem é um dos procedimentos chave para se compreender a imagem da modernidade até os dias atuais. Apesar de todas as mudanças que estamos vivendo nas últimas décadas a colagem, como forma de pensar e não apenas como meio, continua sendo um mecanismo muito importante para produção visual, e sua compreensão é importantíssima para pensar a produção de imagens hoje.

Desde Picasso e Braque no início do século XX, passando pela pop art de Richard Hamilton até chegar na contemporaneidade com suas edições digitais e realidade ampliada, a colagem como forma de pensar a imagem tem sido um mecanismo que norteia boa parte da produção visual. Na verdade podemos dizer que desde muito antes das primeiras colagens de Picasso e Braque a idéia de colagem ou edição de imagens já permeia a produção visual. Basta ver a organização espacial dos elementos presentes na composição de um a pintura da idade média, ou mesmo num retrato renascentista no qual a figura posando para o artista em seu estúdio se sobrepõe a um fundo pintado com uma paisagem exterior.

Pensar a colagem hoje é um desafio mas também um ótimo exercício de percepção da imagem que permite ao aluno ver de forma diferente sua construção tanto no seu aspecto formal, técnico e conceitual.

Dinâmica
A colagem será abordada como forma de pensamento e também como técnica. Os alunos serão estimulados a explorar diferentes possibilidades através de exercícios que serão realizados, visando a experimentação e a pesquisa de diferentes materiais e procedimentos. Além disso o curso não se restringirá à colagem de imagens sobre papel, estimulando a pesquisa de outros materiais através de “provocações” e exercícios como a exploração do espaço tridimensional e virtual.

Também serão apresentadas inúmeras imagens, vídeos e trabalhos virtuais relacionados tema, a fim ampliar o repertório visual e instigar novas pesquisas. Desta forma, o curso é aberto para artistas e não artistas que estão interessadas na formação sobre o tema. Os exercícios serão tanto coletivos quanto pensados individualmente de acordo com as necessidades de cada participante.

Referências bibliográficas
ARGAN, G. C. Arte Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992
BENJAMIN, Walter. A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica. In: Magia e Técnica, Arte e Política. Ensaios Sobre Literatura e História da Cultura. Obras Escolhidas. Vol. 1. São Paulo, Brasiliense, 1994.
BELL, Julian. Uma Nova História da Arte. São Paulo: WMF Martins Fontes. 2008.
FLUSSER, Vilém. Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da
fotografia. Rio de Janeiro, RJ: Relume Dumará, 2002.
GOMBRICH, E. H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC Livros Técnicos e Científicos, 1995.

Rodrigo Torres, Rio de Janeiro, 1981.
Reside e trabalha no Rio de Janeiro. Em sua pesquisa artística Rodrigo faz uso de recursos de colagem e pintura para ressignificar objetos do cotidiano, seja intervindo sobre os próprios objetos, seja repensando seus meios de representação através de diferentes suportes como cerâmica, vidro e papel.
Entre suas principais exposições destacam-se: “A Luta Continua”, The Sylvio Perlstein Collection, Hauser & Wirth, New York, 2018; “Mr. Fusion”, SIM Galeria – SP, 2018; “A luz que vela o corpo é a mesma que revela a tela” Caixa Cultural, Rio de Janeiro, 20’7; “Víveres”, galeria A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, 2017; “Apreensão”, Casa França-Brasil, Rio de Janeiro, 2016; “Mapas, Cartas, Guias e Portulanos”, Torre Santander, São Paulo, 2016; “Vértice”, Centro Cultural dos Correios, RJ e SP, 2015. “Sensor”, galeria A Gentil Carioca, RJ, 2012; “Geração 00 – a nova fotografia brasileira”, Sesc Belenzinho SP, 2011; “Arquivo Geral”, Centro Cultural Hélio Oiticica RJ, 2010; “Crossing Borders, Building Bridges”, Modified Arts, Phoenix, EUA, 2010; “16° salão UNAMA de pequenos formatos”, Graça Landeira Belém-PA, 2010.

Pedro Varela, Niterói, Brasil, 1981. Vive e trabalha em Petrópolis, Rio de Janeiro.
O artista mistura referências literárias e da história da arte em pinturas e desenhos que remetem a um mundo tropical imaginário. Com um forte caráter de narrativas visuais, suas obras exploram a ideia do exótico frequentemente associada aos trópicos.
Entre suas principais exposições destacam-se: “Tender Constructions” (com Carolina Ponte) na Cité Des Arts Paris, 2017; “Pedro Varela”, Zipper Galeria, São Paulo, 2016; “O grande tufo de ervas (Com Mauro Piva)”, Galeria do Lago – Museu da república, Rio de Janeiro, 2015; “Crônicas tropicais”, MDM Gallery, Paris, 2015; “Tropical”, Galeria Enrique Guerrero, Mexico DF, 2014; “Dusk to dawn… Threads of infinity (com Carolina Ponte)”, Anima Gallery, Doha, Catar, 2014; “Pedro Varela”, Centre Culturel Jean-Cocteau, Les Lilas, 2014; “Pedro Varela”, Xippas, Montevidéu, 2013; “Le Brésil Paysages”, Le Bon Marché Rive Gauche, Paris, 2013; “Tropical”, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 2012; “Paisagem Flutuante”, Centro cultural do Hospital Edmundo Vasconcelos, São Paulo; “Gigante por su propria naturaleza”, IVAN, Valencia, 2010.