Conversas de Arte

Conversas de Arte

Imagem Ana Miguel

Professores: Ana Miguel, Brígida Baltar e Clarissa Diniz

1º semestre 2019
13 de março a 26 de junho
Quarta-feira, 14:30–17:30
R$ 430,00/mês
   

O curso propõe ativar as relações entre a pesquisa e as ramificações da obra de arte em seu tempo. No decorrer dos encontros, serão transmitidos conceitos da teoria da arte e filosofia aplicados a artistas nacionais e internacionais.

Acompanhamento das pesquisas dos alunos com referências históricas, tramas conceituais e culturais.

Ana Miguel é artista. As relações humanas, a literatura, as palavras, os deslizamentos dos sentidos e a experiência do tempo, dos sentimentos e dos afetos constituem a matéria do seu trabalho desconcertante e pleno de humor. Ana atualmente vive e trabalha no Rio de Janeiro, cidade onde nasceu. É gravadora e desenvolve, a partir dos anos 80, obras tridimensionais e instalações. Já realizou mais de quinze exposições individuais, dentre elas Fechar os olhos para ver, na Galeria Laura Marsiaj em 2010 e Je tʼadore, no Espace Galerie Flux, Liège, Bélgica, em 2006. Sua obra está presente em coleções particulares e públicas no Brasil e no exterior.

Brígida Baltar iniciou sua obra nos anos 90 com ações intimistas que refletiam a mistura das suas vivências com uma atmosfera ficcional. As fotos, ações e filmes de Brígida Baltar nos levam a natureza e ao corpo: é dali que Brígida retira o sentido de sua obra. Natureza como fábula. O corpo como material de investigação. A partir das experiências com tijolos e desenhos com pó de tijolo, Brígida Baltar se interessa cada vez mais pelos trabalhos feitos a mão, esculturas de porcelana, bronze, desenhos e bem recentemente bordados. Participou da 1ª Bienal da América, em Denver (2010), Panorama.

Clarissa Diniz é curadora e escritora em arte. Graduada em Lic. Ed. Artística/Artes Plásticas pela Universidade Federal de Pernambuco, UFPE e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Foi gerente de conteúdo do Museu de Arte do Rio – MAR entre 2013 e 2018, onde desenvolveu também projetos curatoriais. Entre 2006 e 2015, foi editora da Tatuí, revista de crítica de arte. Publicou os livros Crachá – aspectos da legitimação artística (Recife: Massangana, 2008), Gilberto Freyre (Rio de Janeiro: Coleção Pensamento Crítico, Funarte, 2010) – em coautoria com Gleyce Heitor –; Montez Magno (Recife: Grupo Paés, 2010), em coautoria com Paulo Herkenhoff e Luiz Carlos Monteiro; e Crítica de arte em Pernambuco: escritos do século XX (coautoria com Gleyce Heitor e Paulo Marcondes Soares. Rio de Janeiro: Azougue, 2012), dentre outros. De curadorias desenvolvidas, destacam-se Contrapensamento selvagem (cocuradoria com Cayo Honorato, Orlando Maneschy e Paulo Herkenhoff. Instituto Itaú Cultural, SP), O abrigo e o terreno (cocuradoria com Paulo Herkenhoff. Museu de Arte do Rio – MAR, 2013), Ambiguações (Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 2013), Pernambuco Experimental (Museu de Arte do Rio – MAR, Rio de Janeiro, 2013), Do Valongo à Favela: imaginário e periferia (cocuradoria com Rafael Cardoso, Museu de Arte do Rio – MAR, 2014), Todo mundo é, exceto quem não é – 13ª Bienal Naifs do Brasil (SESC Piracicaba, 2016 e Sesc Belezinho,2017) e Dja Guata Porã – Rio de Janeiro Indígena (cocuradoria com Sandra Benites, Pablo Lafuente e José Ribamar Bessa. MAR, 2017). Foi curadora assistente do Programa Rumos Artes Visuais 2008/2009 (Instituto Itaú Cultural, São Paulo) e, entre 2008 e 2010, integrou o Grupo de Críticos do Centro Cultural São Paulo, CCSP.