Curadoria como levantamento de sintomas

Curadoria como levantamento de sintomas

Repente, 2016 de Rivane Neuenschwander. Foto: Eduardo Ortega. Cortesia galeria Forte D’Aloia e Gabriel

Professora: Luisa Duarte
06 de abril a 22 de junho
Quintas-feira das 19h às 22h
R$ 380,00/mês

Conteúdo
São inúmeros os tipos de curadorias possíveis. Históricas, monográficas, panorâmicas, entre outras. Ao longo do curso nos interessa pensar especificamente aquelas das quais podemos depreender o enunciado que afirma o gesto curatorial como um levantamento de sintomas de uma certa época. Nesse sentido iremos sublinhar alguns aspectos da contemporaneidade, tais como: as transformações na experiência do tempo e do espaço, o eclipse das utopias, as relações sob a égide da tecnologia, os olhares sobre zonas condenadas à invisibilidade, o antropoceno, e as micropolíticas como forma de resistência. Para tanto serão analisadas obras, textos teóricos e exposições cujas curadorias são exemplos de um modo de pensar a contemporaneidade próprio do gesto curatorial.

Objetivo
Será objetivo do curso pensar, também, como essa possibilidade de diálogo com o mundo pode se dar sem que, para isso, a produção artística incorra na ilustração ou no ato planetário. Na segunda metade do curso os participantes serão estimulados a construir, a partir dos seus universos de interesse, os seus próprios projetos de curadoria.

Metodologia
12 encontros, dos quais:
– 06 aulas expositivas nas quais serão apresentados e debatidos textos curatoriais e práticas artistas contemporâneas ligados ao tema do curso.
– 06 encontros destinados a apresentação dos participantes e debates com a participação de artistas e teóricos ligados aos tópicos em debate.

Biobiografia estimada – textos e imagens referentes às seguintes exposições (novos itens podem ser adicionados ao longo do curso):

Micro Políticas, Arte y Cotidianeidad 2001-1968 – Juan Vicente Aliaga, María de Corral, José Miguel Cortés – Espai D’Art Contemporani de Castelló – 2003
Como Viver Junto – Lisette Lagnado – Bienal de São Paulo – 2007
Cães sem Plumas – Moacir dos Anjos – MAMAM – 2013
Incerteza Viva – Jochen Volz – Bienal de São Paulo – 2016

Luisa Duarte é crítica de arte e curadora independente. É crítica de arte do jornal O Globo, desde 2009. Mestre em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica – PUC-SP. Doutoranda em teoria da arte pela UERJ em 2017. Foi por cinco anos membro do Conselho Consultivo do MAM-SP (2009-2013). Foi curadora do programa Rumos Artes Visuais, Instituto Itaú Cultural (2005/ 2006); Foi coordenadora geral do ciclo de conferências “A Bienal de São Paulo e o Meio Artístico Brasileiro – Memória e Projeção”, plataforma de debates da 28ª Bienal Internacional de São Paulo, 2008; Foi curadora de quatro edições do Red Bull House of Art, projeto de residências artísticas e mostras no centro de São Paulo voltado para artistas em começo de trajetória, 2009/2010; Foi curadora da exposição coletiva “Um Outro Lugar”, MAM – SP, 2011; integrou a equipe de curadoria de Hans Ulrich Obrist para a mostra “The Insides are on the Outside”, Casa de Vidro de Lina Bo Bardi, São Paulo, 2013; Foi organizadora, em dupla com Adriano Pedrosa, do livro ABC – Arte Brasileira Contemporânea, Cosac & Naify, 20 14. Foi organizadora, em dupla com Pedro Duarte, do Seminário Internacional Biblioteca Walter Benjamin, MAR – Museu de Arte do Rio de Janeiro, 2016.

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