EAV Parque Lage

CURSO GRATUITO DE VERÃO - PEDRA E AR

CURSO GRATUITO DE VERÃO - PEDRA E AR

APRESENTAÇÃO

CRONOGRAMA

LISTA DE ARTISTAS
SELECIONADOS

APRESENTAÇÃO

Curso online gratuito voltado para artistas com poéticas em desenvolvimento. Com aulas de dezembro a março, o curso visa fomentar e apoiar a produção artística e discursiva com caráter crítico, experimental e disruptivo por meio de encontros periódicos com artistas, teóricos e demais agentes do campo cultural. Ao todo serão selecionadas 12 vagas, ao longo do curso cada participante recebe três bolsas de permanência de R$600,00 (seiscentos reais).
 

PEDRA E AR

Pedra e Ar – Lygia Clark, 1966

 

O Curso de Verão Gratuito propõe uma programação de debates em torno do fazer e pensar arte numa franca relação com sujeitos, sujeitas, ideias e práticas que se posicionam além dele, em outros campos de conhecimento e ação. Comprometida com a elaboração alternativa à excludente economia material do mundo da arte, a Bolsa de Permanência remunera as e os participantes do curso para que possamos encontrar espaços de respiração e inspiração em nossos corpos. Afirmando o caráter público desta escola livre e a crença na arte como um exercício de imaginação, parte da programação acontece de forma aberta, para alunes não matriculados, privilegiando uma mirada pública e crítica aos nossos processos de trabalho. Os encontros acontecem exclusivamente online e objetivam criar uma
comunidade temporária de discussão e ação a partir da arte produzida em todos os estados brasileiros.

O título do programa toma por empréstimo o nome de um dos objetos relacionais criados pela artista Lygia Clark. “Pedra e Ar” (1966) é constituído de uma pedra — objeto, peso, matéria, signo e forma — e um saco plástico repleto de ar. O sentido desta prática é apreendido a partir do contato, da experiência, da relação e do encontro, num movimento de contração e expansão, próprios daquilo que respira e é vivo. Em um momento de crise social e sanitária, interessa imaginar, coletivamente, que economia material, relacional e afetiva temos urgência em instituir.

Este programa foi patrocinado pela Multiterminais Logística Integrada, cujo apoio possibilitou a concepção, realização e financiamento deste programa, por meio da Lei de ISS na Secretaria de Cultura Municipal do Rio de Janeiro.
 

Foto: Felipe Azevedo

 

METODOLOGIA

O curso será realizado integralmente online por meio de encontros síncronos em plataformas de videoconferência. Os encontros serão acompanhados pelos professores orientadores, Clarissa Diniz e Ulisses Carrilho, com participações de convidades artistas, teóricos e demais agentes do campo da cultura. Ao longo do curso serão intercaladas provocações teóricas e exercícios práticos que mobilizarão turma e convidades em torno dos ciclos temáticos propostos, como investigações coletivas.
 

SEMANA DE INTEGRAÇÃO
14 a 18 de dezembro, das 10h às 12h

Durante a primeira semana de encontros, cada artista participante apresenta brevemente sua trajetória, práticas e principais referências para a turma.
 

AULA ABERTA INAUGURAL COM VENTURA PROFANA
18 de dezembro, das 10h às 12h

Finalizando a semana de integração do curso Pedra e Ar, realizamos uma aula aberta inaugural com participação da compositora, cantora, evangelista, escritora, performer e artista visual, Ventura Profana. A aula performance aconteceu em formato aberto e gratuito a todas e todos por meio do canal do Youtube da EAV Parque Lage, reafirmando o compromisso público da Escola e dos cursos de formação. Ao longo do curso ainda acontecerão mais 5 encontros abertos, até março de 2021.

Confira a aula no YouTube

 

CICLOS DE ENCONTROS PERIÓDICOS
11 de janeiro a 26 de março, terças e quintas, das 10h às 12h.

As aulas acontecem em ciclos temáticos formados, cada um, por 4 eixos de investigação: histórias, práticas, problematizações, reflexões.
 

SOBRE OS EIXOS DE INVESTIGAÇÃO

HISTÓRIAS
A partir da fala de professores convidades, o encontro visa apresentar referenciais teóricos sobre o tema do ciclo referente. Crítica e analiticamente, desejamos estabelecer relações entre contextos, experiências, movimentos, acontecimentos e debates históricos em torno do tema e seus possíveis desdobramentos e abordagens contemporâneas.

PRÁTICAS
Encontros nos quais serão realizados exercícios a partir de provocações poéticas trazidas por artistas convidades. Valorizaremos exercícios coletivos que invistam na sugestão de uma experiência comum realizada remotamente pelos participantes.

PROBLEMATIZAÇÕES
Convidades de várias áreas de atuação compartilham suas perspectivas (sociais, epistemológicas, políticas, teóricas) em uma mesa de debates em torno do tema do referido ciclo. Os encontros de PROBLEMATIZAÇÕES serão transmitidos online, pelo YouTube da Escola e estarão abertos ao público em geral.

REFLEXÕES
Encontros dedicados a uma conversa aberta entre participantes e professores orientadores do curso, na qual serão retomadas as reflexões de cada ciclo temático, provocando trocas, críticas e elaborações compartilhadas entre todes.
 

SOBRE OS CICLOS TEMÁTICOS

MATÉRIAS
Contra a separabilidade do mundo, como pensar e agir com as matérias sem negligenciar suas agências e subjetividades? Como não escamotear as dimensões históricas das materialidades? “Como descolonizar a matéria?” (Denise Ferreira da Silva). Como disputar os usos, as experiências e as vidas das matérias com os formalismos conservadores, que costumeiramente as estacionam em versões duras, paradas, rígidas, fixas, unívocas, universais e bem-definidas?

CORPOS E CORPOREIDADES
Contra os regimes que objetificam e esvaziam a radical diversidade de corporeidades “do mundo”, como produzir abordagens vivas e complexas para pensar e agir com nossos – e outros – corpos? Como são construídas, desconstruídas e fabuladas as corporeidades? Como implicam-se corpos, éticas, políticas e estéticas?
 

COLETIVIDADES

Contra a exclusividade das narrativas individualistas da criação e os projetos que concentram e centralizam poder, como coletivizar e redistribuir? Como elaborar éticas e estéticas que protagonizem as trocas, as convivências e as coexistências? Como reelaborar perspectivas históricas e epistemológicas para devidamente acolher os movimentos coletivos?

CURA E CUIDADO
Diante das feridas coloniais, dos traumas coletivos e individuais, e da perspectiva do fim do mundo como o conhecemos, como elaborar éticas, práticas e políticas de cuidado e de cura? Contra a estrutura patriarcal das sociedades, como redistribuir as políticas de cuidado, retirando-as do âmbito das atribuições “femininas” e, a partir daí, potencializando a urgência de uma crítica de gênero de nossas práticas? Como compreender a diversidade epistemológica, cosmológica e ontológica do cuidar, salvaguardando saberes ancestrais, ao passo que atualizando e reinventando-os?

IMAGENS
Contra as políticas hegemônicas da representação e dos imaginários, como salvaguardar a radical diversidade das imagens e do direito a imaginar? Investindo as imagens de força e de agência, como redesenhar as possibilidades de futuro a partir das imagens que, desde agora, projetamos? Como ir além da iconofilia, questionando o protagonismo das imagens ao friccioná-las com outros modos possíveis de narrar, a exemplo da oralidade, dos gestos, das performatividades, dos silêncios? No âmbito de uma sociedade em rede, disciplinada desde seus algoritmos, o que significam e como agem as imagens?
 


TURMA PEDRA E AR

Breno de Oliveira – CE
Cyshimi – SP
Érica Storer – PR
Fredone Fone – ES
Guilhermina Augusti – RJ
Iagor Peres – PE
Lua Cavalcante – DF
Nau Vegar – AP
Nídia Aranha – RJ
Rodrigo Pinheiro – RJ
Sallisa Rosa – RJ
Talles Lopes – GO


Realização e apoio