EAV Parque Lage

Dimensões Expositivas: da Visualidade à Cena

Dimensões Expositivas: da Visualidade à Cena

Professora: Sonia Salcedo

Semestral 2020.2
04 de agosto a 08 de dezembro
Terças, de 16h às 18h30
R$ 1800,00 ou 5x de R$ 360,00

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A matricula online não oferece desconto. A política de descontos só é oferecida na matrícula com pagamento via boleto bancário.


ARTE CONTEMPORÂNEA, ARTES CÊNICAS, PERFORMANCE, LUGAR EXPOSITIVO, DIMENSÕES EXPOSITIVAS

SOBRE
O curso aborda a vizinhança entre as artes cênicas e as artes visuais enquanto contágio trans-específico condicionador de uma nova noção de temporalidade (performática) que indica um deslocamento da discussão sobre as exposições de arte, da visualidade à cena. A partir dessa zona de comunidade, resultante de práticas artísticas recentes – que exploraram tanto o binômio temporal entre o dramático e o real quanto a objetualidade na arte e o movimento na cena – o curso investiga estruturas ceno-visuais que se não transformaram o contexto expositivo em dramático, internalizaram-lhe um sentido de ser (raison d’etre) enquanto agente de ação. Todo espectro de trabalhos in situ e/ou site specific, esculturas ambientais (instalações), quadros vivos, além das artes performáticas (happenings), conceituais, notações e acessórios cênicos, são exemplares de abordagem, assim como práticas estéticas realizadas nos espaços públicos que se convertem em estratégia de aproximação com a realidade e o público.

CONTEÚDO
A partir da ideia de temporalidade expandida, embasada por analogias entre proposições vanguardistas históricas e experimentalistas dos anos 60 e 70, promovemos uma reflexão sobre as dimensões expositivas dos dias de hoje (intra ou extra muros) enquanto lugar de fricção teatral. Interessa ao curso processos expositivos concernentes não apenas a poéticas construídas no âmbito do espaço material, como também no campo do espaço mental, feito espacialidades imaginadas, abordados, assim, no decorrer de 5 módulos: estruturas pictóricas e escultóricas, estruturas arquitetônicas e contextuais, estruturas performativas e processuais, estruturas ficcionais e projetuais, estruturas conceituais e sonoras.

O curso se organiza a partir da explanação teórica e apresentação de imagens exemplares como conteúdo reflexivo para possíveis exercícios criativos. Através de um dinâmica de grupo de estudos, textos escolhidos visam enriquecer as discussões em sala de aula e o repertório criativo do aluno. Ao fim dos 5 módulos, almeja-se discutir trabalhos produzidos pelos inscritos acerca do tema proposto nos encontros anteriores. Visitas a exposições e palestras de profissionais convidados estão previstas. Ao final do semestre, os participantes deverão apresentar pesquisa/projeto desenvolvido a partir de assunto de seu interesse relacionado ao programa do curso.

DINÂMICA
Aula por videoconferência.
Acompanhamentos individuais com debates coletivos em aula.
Compartilhamento de referências semanais com debates coletivos em aula.

PÚBLICO
Indicado para pessoas interessadas em conhecer e/ou pesquisar o tema.

REFERÊNCIAS

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CARTAXO, Zalinda. Pintura em Distensão. Rio de Janeiro: Centro Cultural Telemar, 2006.
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CASTILLO, Sonia Salcedo del . Cenário da arquitetura da arte – montagens e espaços de exposições. Coleção Todas as artes. São Paulo: Martins, Martins Fontes, 2008.
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FLORES LOPES, Livia. Poéticas da negação: lugares de encontro pelo avesso. Rio de Janeiro: Escola de Comunicação da UFRJ; professora adjunta de História do Espetáculo do curso de Direção Teatral. Artista plástica e professora do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais.
CESAR, Marisa Florido. NÓS, O OUTRO, O DISTANTE: NA ARTE…BRASILEIRA. Rio de Janeiro: Circuito, 2014.
FRANCASTEL, Pierre. O teatro é uma arte visual? Ensaio&Teatro, Rio de Janeiro: Achiamé, n. 5, 1983.
FREIRE, Cristina. Poéticas do Processo; arte conceitual no museu. São Paulo: Iluminuras, 1999.
GUIMARÃES, Adriano. e GUIMARÃES, Fernando (org). Nada Expandido. Brasília: Filhos do Beco, 2013.
HOFFMANN, Jens. A exposição como trabalho de arte. CONCINITAS, Rio de Janeiro, Uerj, ano 5, número 6, julho 2004, 18-29.
HUCHET, Stéphane. A instalação em situação. Arte & Ensaio, n. 12. Rio de Janeiro, Programa de Pós- Graduação em Artes Visuais/ Escola de Belas Artes, UFRJ, 2005 64-79.
KRAUSS, Rosalind. Caminhos da escultura moderna. São Paulo: Martins Fonte,1998.
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KWON, Miwon. One Place After Another. Site-specific art and locational identity. London / England: The MIT Press, 2002.
MELIN, Regina. Performance nas artes visuais. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
O’DOHERTY, Brian. No Interior do Cubo Branco: A Ideologia do Espaço da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
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RUIZ, Giselle (org). Articulações – ensaios sobre p corpo e performance. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2015.
SOMMER, Michelle (org). “Práticas Contemporâneas do Mover-‐se”.Rio de Janeiro: Circuito, 2015.

RECURSOS NECESSÁRIOS
Acesso à internet
Computador ou celular com câmera

SECRETARIA
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SONIA SALCEDO
Pós-Doutora em Artes pelo CNPq junto ao PPGAC/ECO/UFRJ (2017). Doutora em Artes Visuais pela EBA/UFRJ (2012), Mestre em História e Crítica da Arte – EBA/UFRJ (2002), Especialista em História da Arte e da Arquitetura – PUC/RJ (1998), graduada em Cenografia – UNIRIO (1990), em Arquitetura e Urbanismo- USU (1982) e em Comunicação Social pela ECO/UFRJ (1985). Tem experiência nas áreas das Artes e Arquitetura, com ênfase em Expografia da Arte Contemporânea. Atua como pesquisadora e docente, nos seguintes temas: crítica de arte e recepção da obra de arte, teorias e práticas artísticas e curatoriais, exposição e história da arte, arquitetura museal e design de exposições. Desde 2014 é docente da Escola de Artes Visuais do Parque Lage – Rio de Janeiro. É artista curadora e autora dos livros Cenário da Arquitetura da Arte – montagens e espaços de exposições (2008); Poética Expositiva (2011), Asas a Raízes (2015), Arte de Expor – curadoria como expoesis; (2015); Pontotransição (2016) e Da visualidade à cena: dimensões expositivas da arte (2017).