Encruzilhada I Bernardo Mosqueira

Objetivos: analisar, potencializar e acompanhar pesquisa e produção dos alunos e construir coletivamente conhecimento sobre “encruzilhada” à luz das leituras e discussões.

Conteúdo: queremos investigar o que há de particular no estado de encruzilhada e, principalmente, tentar descobrir em que encruzilhada está hoje o humano – e, portanto, o artista. Para isso, caminharemos pelos cruzamentos entre algumas vias conceituais em construção: a encruzilhada-abismo (a tomada de decisão, o ponto crítico, a liberdade, o assombro do limite, o risco e o desconhecido); a encruzilhada-trincheira (manifestações políticas, a articulação coletiva, o espaço público e a construção do comum); a encruzilhada-praça (as trocas, as teias, o outro e a diversidade); a encruzilhada-tesão (o carnaval, o flerte, o passeio, o cruising); a encruzilhada-floresta (o espaço vivo da mata como lugar de encontro, pensamento e criação, a crise ecológica como uma crise da cultura.); e a encruzilhada-Exu (a comunicação, o movimento, a astúcia e a sexualidade pela tradição oral da cultura de terreiro).

Dinâmica/Metodologia: leituras, apresentação de trabalhos e criação de debates sobre os temas das aulas. Experimentos e exercícios poderão ser propostos durante os encontros.

Bibliografia (em processo):

Milton Santos, capítulo 3, “Espaço Geográfico – Um Híbrido” no livro “A natureza do espaço”.

Luiz Otávio Cabral, “Revisitando as noções de espaço, lugar, paisagem e território, sob uma perspectiva geográfica”. Em Revista de Ciências Humanas v.41. 2007

Michel de Certau, “Caminhadas pela cidade” no livro “A Invenção do Cotidiano”.

Muniz Sodré, “O Terreiro e a Cidade” no livro “A forma social negro-brasileira”.

Rolf de Souza, “Um templo sagrado chamado Ara” em Revista item.5 “Afro-Américas”.

Mary C. Karasch, (trechos de) “A vida dos escravos no Rio de Janeiro 1808-1850”.

Rosse Marye Bernardi, “Rabelais e a sensação Carnavalesca do Mundo” no livro “Bakhtin: dialogismo e polifonia” organizado por Beth Brait.

Herbert Marcuse, (trecho de) “Eros e civilização”.

Hannah Arendt, “Labor e Vida” no livro “A condição humana”.

Carlos Drummond de Andrade, “José” no livro “José” 1941.

Gilles Deleuze, (trecho do) Capítulo 5, “Incompossibilidade, individualidade e Liberdade” em “A Dobra – Leibniz e o barroco”. 1988

B F Skinner, “O eu como sistema organizado de respostas” no livro “Ciência e Comportamento Humano”.

Pierre Bourdieu e Hans Haacke, (trechos do livro) “Livre Troca: diálogos entre ciência e arte”.

George Didi-Huberman, “Nachfühlung, ou o conhecimento por incorporação” no livro “A imagem sobrevivente. A história da arte e tempo dos fantasmas segundo Aby Wargurg”.

Muniz Sodré, “Reinventando a cultura: a comunicação e seus produtos”.

Toni Negri, “Multitudo, prolegômenos da decisão” no livro “Kairos, Alma Venus, Multitudo”.

Johan Huizinga, (trechos de) Homo ludens.

Roberto Freire, (trechos de) “Sem tesão, não há solução”.

Sigmund Freud, (trecho de) “Totem e tabu”.