Entre ontem e amanhã - laboratório de pesquisa e acompanhamento de projetos

Entre ontem e amanhã - laboratório de pesquisa e acompanhamento de projetos

ROOB, Alexander. Il Museo Ermetico – Alchimia e Mistica. Taschen, 2014.

Professora: Fábia Schnoor

Curso Semestral 2020.1
05 de março a 25 de junho
Quinta-feira, 19:00–22:00
R$ 1.000,00 ou 4 parcelas de R$ 250,00
Taxa de material: R$ 20,00

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*Leia atentamente todas as normas de matrícula antes de se inscrever. Clique aqui.
Todos os alunos devem pagar a taxa administrativa anual. No caso dos alunos que realizarem o pagamento do curso on-line, a taxa administrativa anual no valor de R$100,00, deverá ser paga pelo aluno no dia que vier pegar seu comprovante de matrícula no curso, antes de entrar na aula, diretamente na secretaria da escola.

O laboratório tem como objetivo introduzir o Atlas como metodologia de pesquisa para o desenvolvimento de projetos. Os participantes são orientados na sua pesquisa individual e participam da construção de um atlas coletivo de imagens, objetos, sons ou outra mídia. O programa inclui conteúdos teóricos multidisciplinares e propostas práticas, além de convidados de diferentes áreas do conhecimento. O projeto tem um desdobramento virtual paralelo ao desdobramento em sala de aula. A inscrição é aberta a todos: estudantes, artistas e profissionais de qualquer área que tenham interesse em trabalhar de forma colaborativa.

Conteúdo
O curso oferece conteúdo teórico, exercícios práticos e falas de convidados de diversas áreas. Além de introduzir uma metodologia de pesquisa e trabalho, o laboratório indica leitura de textos multidisciplinares, filmes, e trabalho de artistas como referência.

Dinâmica
A partir do eixo de pesquisa proposto, cada participante estabelece uma ou mais formas de coleta de dados: observações, imagens próprias, trabalhos de arte, fotografias, áudios, objetos, notícias, filmes, jornais, entre outros. Nos encontros essas informações se confrontam, são organizadas de diversas formas e analisadas, sugerem mapas e seus itinerários, sendo então montados e remontados em painéis. O objetivo é desvelar conteúdos inéditos que o material selecionado traz, dando vida a um dispositivo de relações e associações dinâmicas.

Referências
ALMEIDA, Milton José de. Teatro da Memória de Giulio Camilo. COTIA, SP: Ateliê editorial: Editora da UNICAMP, 2005.
AGAMBEN, Giorgio. A potência do pensamento: ensaios e conferências. Belo Horizonte: Autêntica; 2017.
YATES, Frances. A Arte da Memória. São Paulo: Editora da Unicamp, 2007.
MICHAUD, Philippe Alain. Aby Warburg e a Imagem em movimento. Rio de Janeiro: Contraponto, 2013
ROOB, Alexander. Il Museo Ermetico – Alchimia e Mistica. Taschen, 2014

Fábia Schnoor é artista visual, nasceu em 1976 no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha.

Tem formação em artes visuais (EAV), design (PUC-RJ). Em 2009, participa do curso História e Tempo: História e Cultura da Memória com a professora Margarida de Souza Neves na PUC-RJ. De 2009 a 2012, tem seu trabalho acompanhado pela artista Iole de Freitas no curso Análise e Inserção da Produção Contemporânea, e, em 2012, é selecionada para o programa Projeto Pesquisa sob a curadoria de Gloria Ferreira e Luiz Ernesto, ambos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage –EAV-RJ. Em 2012, é assistente do artista Antony Gormley na montagem do trabalho Amazonian Field – CCBB-RJ. Em 2013, participa do programa de Residência Berlin Im Fokus, em Berlim.

Fábia faz sua primeira exposição individual co- – – >memorar, em 2011 na Galeria Largo das Artes – RJ e participa de exposições coletivas no Brasil e no exterior. Algumas delas: Residual Benefits, phICA, Instituto de Arte Contemporânea de Phoenix – Arizona, EUA, 2012; Abre Alas, A Gentil Carioca, RJ, 2013, Noite Azul Elétrico, Mendes Wood – SP, 2013; A Imagem em Questão, EAV, 2013; Ressonâncias, Künstlerhaus Bethanien, Berlim, 2013. Em 2014 é indicada ao Prêmio Pipa e em 2015 faz a exposição individual LUGAR, no Centro Cultural Candido Mendes – RJ, a convite de Paulo Sergio Duarte que assina a curadoria e o texto crítico. Ainda em 2015 faz a residência ECHANGEUR 22, na França e em 2016 a individual topografia do instante, com curadoria de Keyna Eleison, no Centro Cultural da Justiça Federal – RJ. Em 2017 participa da coletiva A Escola em Transe com curadoria de Lisette Lagnado e Ulisses Carrilho, EAV – RJ e no mesmo ano é selecionada para o projeto Imersões Poéticas, com curadoria de Marcelo Campos e Marisa Florido que resulta na exposição Flutuantes no Paço Imperial-RJ em 2018. Ainda em 2018 faz a individual Post-It Drawings na Galeria 55SP – SP com curadoria Julia Moreli, e participa da Bienal Internacional de Arte SIART – Bolivia, 2018, – “LOS ORÍGENES DE LA NOCHE” com curadoria de Keyna Eleison.