EAV Parque Lage

ESTOPIM E SEGREDO

ESTOPIM E SEGREDO

SOBRE A EXPOSIÇÃO
ARTISTAS
EDUCATIVO
OCUPAÇÕES ACESSÍVEIS
FICHA TÉCNICA

ARTISTAS

Alexandre Brasil
Músico e videoartista. Com vasta experiência como contrabaixista, é integrante da Orquestra Sinfônica Brasileira e do grupo de choro Rabo de Lagartixa, tendo feito parte de conjuntos tão distintos quando a banda Boato e o ensemble contemporâneo Grupo Música Nova. Desde 2012, pelo menos, vem expandindo seus horizontes de pesquisa artística em direção às formas audiovisuais e acaba de concluir um doutorado em poéticas da criação musical, pelo PPGM/UFRJ com orientação de Rodolfo Caesar e coorientação de Analu Cunha, cujo tema são suas práticas videográficas. É também bolsista do programa de DEformação na EAV/Parque Lage.
A partir de sua experiência como músico, desenvolveu trabalhos como compositor de trilhas sonoras e editor de som para filmes, até começar a produzir um trabalho pessoal baseado nas formas de trânsito dos sujeitos proletários em transporte público nas grandes cidades. Sua poética gostaria de se definir como investida em qualquer tentativa do alcance, na medida em que entende estes sujeitos como esgarçados sobre os territórios que percorrem e em constante negociação com as paisagens que ocupam com o olhar e os casulos que habitam com os ouvidos, enquanto passageiros. Corpos coletivos e multiplicações subjetivas, formas de controle e subversão em mediações tecnológicas, racialidade, transparência e representação tem sido algumas de suas inquietações.

Ana Almeida
Ex-designer, abandonou o ofício de precisão e certezas nas escolhas gráficas para se emaranhar nas relações do corpo com a pintura, do corpo da pintura, dos movimentos e da visualidade. Tem feito paisagens abstratas que tomam como ponto de partida a experiência da água na paisagem das cidades e os afetos que criamos com ela. Co-fundadora do grupo Trovoa, coletivo articulado nacionalmente por e para artistas e curadoras que são mulheres racializadas interessadas em criar opções de vida na arte que se afastem dos fetiches brancos. Como trabalhadora do meio já residiu no Valongo Festival da Imagem e no Centro Municipal de Arte Helio Oiticica, foi finalista do Prêmio EDP das Artes, e fez obra comissionada para a ópera Os Contos de Hoffmann no Theatro Municipal, junto ao grupo Trovoa do Rio de Janeiro. Participou do ArteCore e expôs em coletivas no MAM RJ, Instituto Tomie Ohtake, CMA Helio Oiticica, Museu da República, Paço Imperial, Solar dos Abacaxis, Galeria Aymoré, Valongo Festival da Imagem, entre outras. Fez uma individual na Fundação de Arte de Niterói em 2018.

Ana Carolina Videira Blumenau, 1981. Vive e trabalha no Rio de Janeiro
Mestre em comunicação pela Universidade de Viena. Atuou em design e comunicação corporativa antes de se dedicar exclusivamente às artes visuais. Especializada em arte-educação pelo FORMAE, frequenta a Escola de Artes Visuais do Parque Lage desde 2017. Bordado, literatura e maternidade se entrelaçam em sua pesquisa, caminho que se aprofunda entre a prática cotidiana e sua produção artística.

Ana Clara Tito
Artista visual nascida em Bom Jardim, RJ. Em sua pesquisa utiliza do corpo e seus estados emocionais/mentais como ponto de partida e de chegada. Seus trabalhos cruzam fotografia, performance e instalação numa busca por espacializar e corporificar a fotografia, integrando a matéria como corpo agente e explorando as relações entre material e imaterial. Formada em Desenho Industrial pela Esdi-Uerj, é aluna do curso Formação e Deformação da EAV Parque lage, onde estudou também com Camila Rocha Campos, Edmilson Nunes e Iole de Freitas. É uma das fundadoras do Trovoa, movimento nacional de mulheres racializadas atuantes no circuito artístico-cultural.

Arthur Palhano Rio de Janeiro, 1996
Estuda na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Sua pesquisa envolve a representação de identidades que habitam não lugares e a omissão das mesmas em símbolos ou sintomas, discutindo apagamentos, ausências e memória.

Camilla Braga Rio de Janeiro, 1994.
É artista contemporânea, pula a estação do trem para trabalhar e residir na cidade do Rio de Janeiro. Em sua pesquisa, reposiciona símbolos sólidos de herança social e artística, ressignificando-os dentro do circuito de arte contemporânea. Pensa o artista enquanto micro/macro empresa, meritocracia, visibilidade e legitimação no circuito. É graduanda-quase-formanda-só-falta-o-tcc-já-há-algum-tempo em Artes Visuais pela EBA – UFRJ, tendo frequentado cursos livres na casa de Rui Barbosa e EAV Parque Lage, onde atualmente é bolsista pelo curso DeFormação. Dentre as exposições que participou, destacam-se coletivas no Museu Nacional de Belas Artes, Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Museu do Ingá e Museu Histórico Nacional. Produziu individuais na Fábrica Bhering, no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ e nA Galeria Aberta. Invadiu 2 exposições, Carpintaria para todos e Abre Alas 2018. Se afirma artista contemporânea como um ato político, tendo crescido no subúrbio e estudado em escola militar, onde políticas públicas são articuladas para reforçar a marginalidade social.

Carla Villa-Lobos
Nascida e criada no subúrbio do rio de janeiro, é a primeira de sua família a buscar um caminho nas artes. cineasta de formação e exercício, com interesse em direção, roteiro e fotografia, dirigiu dois curtas-metragens que abordam diferentes aspectos das sexualidades das mulheres perpassando territórios da cidade do Rio de Janeiro estigmatizados, e a partir dessas histórias pondo em discussão também a ficção e não-ficção da arte e vida. com interesse também na distribuição dos filmes e na discussão política-artística que eles trazem, já tendo exibido seus filmes em festivais, mostras, cineclubes e escolas em todas as regiões do brasil e fora dele, decidiu criar e organizar um cineclube com amigues para percorrer escolas públicas fora do eixo zona sul do rio de janeiro.
Atualmente se arrisca também nas artes visuais buscando um espaço mais acolhedor e menos impositivo que o cinema. Estuda novas formas para alargar sua pesquisa, dedicando-se à criação de novos imaginários e visibilidades, à reapropriação ou reafirmação de símbolos designados às mulheres lésbicas, tendo um interesse em trazer o urbano e o que é considerado precário para confrontar espaços de artes classistas.

Daniel Santiso Rio de Janeiro, RJ, 1993
Daniel nasceu no Engenho Novo e cresceu em Vila Valqueire, entre as zonas Norte e Oeste do Rio de Janeiro. Formada na Escola de Comunicação da UFRJ, vem trabalhando recentemente com ações que permeiam arquivos do corpo e escritas coletivas nas relações entre espaços públicos e privados e também no que diz respeito a lugares de arte. Exemplos desses trabalhos são o filme A poeira não quer sair do Esqueleto (2018), 13+17 – Direito ao ócio (2018), Palavras pesadas (2019) e a Residência Cem Tetos (2019-2021). Devido a esse último projeto, em que reside na casa de pessoas por tempos determinados, é a artista que mais realiza residências artísticas no Brasil, independente das condições de valor e aceitação de arte.

Fernanda Andrade Salvador, BA, 1983.
Artista visual. Bacharel em Pintura pela EBA/ UFRJ. Estudou design gráfico na Rietveld Academie e na KABK, na Holanda. Passou também por cursos na EAV Parque Lage, dentre eles Formação e Deformação – Emergência e Resistência. Sua pesquisa investiga formas primárias de visualidade e comunicabilidade através de um processo em que materialização e conceituação acontecem inseparavelmente. Sua poética tem se delineado pelo gesto de criar marcas, que conduz a códigos entre desenho/escrita, entre ação/acaso, e estende-se para o corpo através do seu movimento no espaço, gerando modos de leitura dos desenhos, objetos, intervenções e instalações. Realizou sua segunda exposição individual em 2019 na Galeria de Arte da UFF, intitulada Desenho-caminho. Participou de diversas exposições coletivas em galerias e instituições públicas como A Gentil Carioca, Parque Lage, Centro Cultural da Justiça Federal e Centro de Artes da Universidade Estadual de Londrina, assim como em espaços e eventos independentes como A Mesa e Ocupação Ovaarias. Realiza deste 2015 a intervenção Círculo nas ruas do Rio de Janeiro e de Salvador.

Gabriel Martinho Rio de Janeiro, 1985.
Radialista, cineasta e meditante, nascido minutos antes de um eclipse solar. Como pesquisador experimental, desenvolve atividades de escuta coletiva, a partir de uma relação de grupos com ferramentas audiovisuais na construção de espaços sonoros. No caso, o silêncio é evocado como uma situação de disponibilidade para ativar as inflexões políticas através da percepção sonora. Sua condição de viajante tem instigado a capacidade de utilizar esta ferramenta em diferentes processos criativos. Propôs uma ação interativa de investigação sonora do corpo na exposição coletiva na Casa Jangada, um espaço de clínica social. Participou da Transmissão Fordlândia, um projeto de rádioarte comunitária para resgatar e ressignificar paisagens históricas da Amazônia paraense. Realizou os filmes Fotogratis (Argentina, 2015) e Proxima (Bolívia, 2017), onde o som provoca um estranhamento com as recordações do cotidiano, exibidos em alguns festivais de cinema e premiados pelo EPA CINE (ARG), RAFMA (ARG) e pelo Porto/Post/Doc (POR). Atualmente, é bolsista do programa Formação/Deformação da Escola de Artes Visuais (EAV), além de professor de Desenho Sonoro pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro.

Gilson Andrade Goiânia, 1988.
Artista visual e educador. Goiano, atualmente vive na cidade do Rio de Janeiro. É Mestrando em Processos Artísticos Contemporâneos pelo PPGARTES – UERJ; aluno do curso Formação e Deformação da EAV Parque Lages (2019), Licenciado em História pela Universidade Estadual de Goiás (2010). Desenvolve trabalhos na intersecção de performance, fotografia, vídeo e objeto, investiga também em sua produção artística o imaginário sobre o corpo preto e sua historicidade. em espaços particulares por contrapartidas estéticas em processo de convivência do Festival Valongo 2018; Coletiva PERCURSOS 2018; Salão Nacional de Anapolis 2017; Prêmio SESI de Fotografia 2017, entre outros.

Jonas Esteves São Paulo, 1983. Vive e trabalha no Rio de Janeiro
Interessado por ficção científica, sempre investigou o funcionamento de robôs, de androides e de seres maquínicos e o modo como eles se comportam. Nesse contexto sua produção artística envolve possibilidades de humanização de máquinas. O desenho, a fotografia, o vídeo, a gambiarra e as construções eletrônicas são os principais meios que utiliza em sua poética. A observação do funcionamento de máquinas é constante em sua pesquisa, alimentando o fascínio pelos mecanismos eletrônicos surgido na infância, quando o artista ainda criança desmontava objetos e modificava suas funcionalidades. Muitas de suas obras envolvem esse tipo de investigação e construção.
Jonas desenvolve pesquisas em arte contemporânea e tecnologia, e de 2010 até o momento, participou de diversas exposições coletivas e individuais em cidades de Santa Catarina e em outros estados. Participou como voluntário no NANO grupo de pesquisas da UFRJ. Possui bacharelado em artes visuais pela Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC e especialização em Comunicação e Mídias Digitais pela SATC, ambas instituições de ensino superior em Criciúma/SC. Atualmente cursa mestrado em poéticas interdisciplinares na EBA UFRJ.

juan barbosa Rio de Janeiro, 1994.
.me chamo juan barbosa da silva. porque vim. .de wania lúcia barbosa y josé ricardo da silva. .que veio de waldir barbosa y lúcia barros barbosa. .y juvenil theodoro da silva y maria da conceição dos santos silva. .que vieram de tantos outros y tantas outras. que nos antecederam. gosto de começar afirmando. mesmo não tendo certeza. .gosto de terminar perguntando. porque não tenho certeza. .gosto de limitar as palavras porque a escrita é limitante. .estou mal-formado em geografia y deformado em artes visuais. .tenho feito exercícios-experimentos em: fotografia, vídeo, gravura, poesia-visual, poesia-poesia, escrita-livre, lambe-lambe, intervenção urbana temporária, instalação y o que chamam de performance eu chamo de incor(m)por.ações. .acho importante que novas palavras sejam criadas y corporificadas. .palavras-chave(?): corpo-presença-lugar-escrita-interdições. .não tenho compromisso com acabamento. .não quero ocupar um espaço. .quero criar um lugar.

Lorena Pazzanese, 1989.
Graduada em Desenho de Imagem e Som pela Universidade de Buenos Aires, Argentina. De São Paulo, se muda ao Rio de Janeiro em 2016, onde estudou na Escola de Música Villa Lobos e na Escola de Dança Angel Vianna. Atualmente é bolsista no Programa Formação e Deformação da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e no Programa ASA – Arte Sônica Ampliada – pela Oi Futuro e o British Council. Sua pesquisa se gestiona na intersecção da performance com outras linguagens, como fotografia, vídeo, pintura, som e instalação. Utilizando o corpo como suporte, aliado ao uso de tecnologias, questiona a noção de representação como projeção do ser e busca assim forçar os limites da imagem gerando relações sensoriais para além do impulso visual. Apresentou seu trabalho em diferentes cidades do Brasil, na Colômbia, Argentina e Suíça, em festivais, mostras e exposições.

Matheus Bastardo Cascadura.
Cresceu em Mesquita, Baixada Fluminense-RJ onde viveu até os 18 anos, onde teve seus primeiros contatos com arte, o Graffiti. Anos depois começou a experimentar com pintura na EAV – Escola de Artes Visuais do Paque Lage quando recebeu uma bolsa no curso da artista Suzana Queiroga em 2016. Desde então passou por diversos professores na EAV de diferente áreas dentre elas Pintura, Gravura, Video arte, Escultura, e etc. Mesmo tendo como foco a pintura em tela, a exploração de outros suportes, formatos, tecnologias faz parte e acrescenta riqueza em seu processo. Sua pesquisa atravessa temas diversos que esbarram, atravessam e colidem contra a tela em forma de tinta, representando desde a simples questão da beleza pictórica, até questões pessoais como depressão, problemas de personalidade, política e o corpo negro como artista. Participou de coletivas e fez uma individual em 2018 no Centro Cultural Phabrika.

max wíllà morais Rio de Janeiro, 1993.
Pessoa pesquisadora, com criação nos campos das artes visuais, da educação, literatura e cinema. Participou recentemente da Residência Despina/RJ (2019) com Daniel Santiso e da Residência Coletiva Entre nós da OÁ Galeria/ES (2019). Publicou com sua tia Gracilene Guarani Capítulo 1, da série anotações para um livro, na coletânea Narrativas da experiência negra (org. Maria Gilda, 2019). É colaboradora do Instituto Maria e João Aleixo em Pesquisa, Educação e Culturas em Periferias (2018-2019). Em 2018, realizou com Daniel Santiso “A poeira não quer sair do Esqueleto”, documentário experimental exibido no Brasil, Uruguai, Sibéria, Emirados Árabes e Índia entre outros lugares. Seu trabalho investiga histórias em acervos públicos, situações geográficas e relações materiais/imateriais com pessoas e objetos.

Michel Masson Rio de Janeiro, 1975.
Artista e pesquisador. É Doutor em História pela PUC-Rio, com período de pesquisa na GSAPP, Columbia University, NY. É Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela FAU/UFRJ. Participou da Residência Artística FAAP. Recebeu o Prêmio Procultura de Estímulo às Artes Visuais da FUNARTE como curador do Projeto Newton Cavalcanti. Seus trabalhos exploram múltiplos suportes materiais/teóricos e investigam, entre outras coisas, identidade e história, sistemas e convenções, ambiguidade e abstração, natureza e cultura, origem e mundo. Atualmente é Pós-doutorando pelo PPGArq/PUC-Rio. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

Mulambö 1995.
Vive e trabalha entre Saquarema e São Gonçalo. Trabalha a partir da restituição de potências, buscando a valorização de símbolos do existir periférico no Rio de Janeiro.
Explora desde a pintura, criação de bandeiras e objetos até a utilização da internet como ferramenta de movimentação do trabalho em novas esferas, porque não tem museu no mundo como a casa da nossa vó.

Nathalie Nery Rio de Janeiro, 1965.
Graduada em psicologia, com pós-graduação em clínica, seu trabalho inspira-se indiretamente na psicanálise e também na esquizoanálise. Usando objetos do cotidiano como metáfora, acumula-os e os serializa, gerando corpos não compactos e que causam estranheza pelo deslocamento de suas funções.
Nos anos noventa participou de diversas exposições no Rio e em São Paulo e sua obra itinerou por quase todo o território nacional através do programa Rumos, do Itaú Cultural.
Em meados de 2017, retoma sua carreira com série Mimetismo que consiste em catar uma quantidade infinita de folhas mortas e devolvê-las a uma árvore. Esse gesto a reconecta com seu trabalho anterior acrescentando fortemente questões relacionadas ao corpo como resto, , a morte, à memória e ao absurdo.
De lá para cá, participou de diversas exposições como o projeto Abrealas da galeria A Gentil Carioca, Arte Monumental – A Arte Delas na Marina da Glória, Manjar no Solar dos Abacaxis e uma residência Artística na FAAP. Em 2018, foi convidada e fazer uma instalação no Centre d’Arts et Nature em Chaumont Sur Loire na França e lá permaneceu por um ano.

PV Dias Vive e trabalha entre o Pará e o Rio de Janeiro.
Comunicólogo pela Universidade da Amazônia. Mestrando em Ciências Sociais pelo PPGCS – UFRRJ, pesquisa a visualidade amazônica nas imagens urbanas. Seu trabalho se dá a partir da criação de novas possibilidades de narrativas visuais e virtuais para outras histórias possíveis dentro de algumas subjetividades do corpo negro e muitas vezes do corpo amazônico, utilizando para isso: pintura, fotografia de suas passagens e colagens materiais ou não-materiais. Aluno do curso Formação e Deformação da EAV Parque Lage. Participou da organização da Festival de Audiovisual de Belém. Foi pesquisador e bolsista no grupo acadêmico Fisionomia Belém. Em 2019, participou de “O Espaço Dividido”, no Goethe Institut Salvador – BA, “O Grito” no Espaço Pence – RJ, de “Arte Naïf – Nenhum Museu a Menos” no Parque Lage – RJ, e teve seu trabalho exposto também na Caixa Preta – RJ.

Sophia Pinheiro Goiânia (GO), 1990, atualmente nômade.
Sophia Pinheiro é goiana do pé rachado – o que a faz caminhante – criada na roça. Mudou-se para o Rio de Janeiro para fazer doutorado em Cinema e Audiovisual no PPGCine-UFF (2018), após fazer mestrado em Antropologia Social pela UFG (2017). Híbrida, assim como ama a roça e o mar, é graduada em Artes Visuais (2012) também pela UFG. É pensadora visual, interessada nas poéticas e políticas visuais, etnografia das ideias, do corpo e marcadores da diferença, principalmente em contextos étnicos, de gênero e sexualidade. Atua principalmente nas seguintes áreas: processos de criação, antropologia, artes visuais, intervenções artísticas, arte & tecnologia, fotografia, vídeoarte e cinema. Participa do grupo de pesquisa Documentário e Fronteiras. Ganhou prêmios como artista visual e cinematográfica no Fundo de Arte e Cultura de Goiás (2015, 2017 e 2018), participou do VIII Prêmio Pierre Verger de Ensaio Fotográfico (2016) e ganhou o 23º Prêmio Sesi Arte e Criatividade em 2º lugar na sessão Obras Sobre Papel (2017). Seus trabalhos artísticos já foram expostos no nordeste, sudeste e centro-oeste brasileiros além de países como Argentina, Paraguai, Espanha e Alemanha. Realizou em 2018 sua primeira exposição individual “MÁTRIA” em Barcelona (ES). Escreve e tem poemas publicados na Antologia “Quem dera o sangue fosse só o da menstruação” (Editora Urutau, 2019) e em revistas no Brasil e Portugal, faz parte do Movimento Respeita! coalizão de poetas. Atualmente circula com seu primeiro média-metragem “TEKO HAXY – ser imperfeita” co-dirigido com a cineasta Mbyá-Guarani Patrícia Ferreira Pará Yxapy. É professora da Academia Internacional de Cinema (RJ) e artista bolsista do programa Formação e Deformação – Emergência e Resistência 2019 da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ).

Viviane Laprovita Rio de janeiro, 1990. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.
Arte & resistência, amor & luta. Viviane Laprovita tem 29 anos, é de São João de Meriti e atua como fotógrafa, cineasta, artista visual e poeta. Especializada em pesquisa de imagem para audiovisual, sua múltipla formação compreende uma graduação em Estudos de mídia (UFF), Mestrado em Cultura e territorialidades (UFF) e uma graduação não continuada em Artes visuais – Escultura na Escola de belas artes – UFRJ. Seu trabalho artístico investiga as representações do corpo negro em diáspora, através da Videoarte, Video instalações, poesia, fotografia e colagens digitais sua poética transpõe as camadas como método de construção visual, considerando aspectos de resistência e reação em AfroVisualidades. Dentre suas experimentações de linguagem estão também o graffiti e intervenções urbanas, Vídeo performance e pintura em tela. Compõe o projeto de artes visuais VV, onde atua em dupla com o artista Vladimir Ventura, seu companheiro de vida & arte, com trabalhos que falam sobre a convivência e a força do amor entre dois corpos negros contemporâneos e periféricos. Como artista já teve seus trabalhos expostos e exibidos na Galeria Rio Scenarium (RJ), na Exposição Vinyl Vandals (Nova York), na Galeria Cavalo (Botafogo), Biblioteca Mário de Andrade (SP), Cinema ODEON (RJ) e Museu de arte do Rio (MAR -RJ). Já foi publicada em dois livros de poesia: antologia de poetas da periferia Flup 2016 e 2017, foi Campeã da 5ª edição do Slam das minas RJ e SP na Flip – Paraty e se apresentou em turnê pelo circuito SESC Rio em 2017. Tem Zines de poesia independente lançadas em duas partes: Versos entre amor & luta e Versos entre (auto) amor & luta e atualmente é artista bolsista do programa Formação e Deformação – Emergência e Resistência 2019 da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ).