Exposição Campo

Exposição Campo

SOBRE A EXPOSIÇÃO
EDUCATIVO
FICHA TÉCNICA

CAMPO
25 AGO – 20 OUT
QUA – SEG [fecha apenas às terças-feiras]
10h-17h
Cavalariças e Palacete da EAV Parque Lage
Aberto ao público | Gratuito

Artistas
Adriana Varejão
Beatriz Milhazes
Daniel Senise
Ernesto Neto
Laura Lima
Luiz Zerbini

Curadoria
Ulisses Carrilho


Marcia Milhazes convida a artista da dança Jacqueline Gimenes

No sentido de dar continuidade ao singular Projeto Gamboa II – Exposição CAMPO (trabalho de Beatriz Milhazes), onde a obra coreográfica “MEU QUERIDO” teve que ser cancelada, nas Cavalariças do Parque Lage, a coreógrafa Marcia Milhazes convidou uma importante artista da dança (ex-Grupo Corpo) para uma experiência, onde a diversidade de memórias de cada uma se encontrará num corpo, gerando afetos.

Apresentação de Dança:
Domingo – 22 SET – 15h
Sábado – 19 OUT – 15h
Domingo – 20 OUT – 15h (encerramento da exposição)


Questionar o espaço de formação é compromisso contínuo de uma instituição dedicada ao ensino da arte. Por meio de estratégias singulares, na mostra Campo, a própria noção de espaço é interpelada pelos trabalhos de seis artistas, ex-alunos que fizeram sua formação na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Os trabalhos indagam o espaço de exposição e alteram a percepção do entorno, uma escola de artes livre em meio à floresta. Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Daniel Senise, Ernesto Neto, Laura Lima e Luiz Zerbini, nos projetos apresentados em Campo, fazem do termo espaço um índice complexo, que apresenta seus limites. Da geografia moderna às teorias físicas, passando pela filosofia, campo se mostra um conceito que permeia as particularidades de cada artista.

Desnaturalizar a separação entre ensino e aprendizagem constrói um emaranhado complexo, que traz o aluno e a formação do artista para o centro desta discussão. Como na escultura, não é possível dizer se o objeto dá forma ao molde ou se a matéria resulta dele. Por meio do trabalho de ex-alunos, a mostra Campo propõe-se a questionar os fluxos da EAV Parque Lage hoje. Faria sentido na vida de um artista denotar o momento em que começa ou termina de aprender? Ou melhor: interrompe alguém, de qualquer profissão, o seu processo de aprendizagem? Com seu programa público, a mostra objetiva levantar discussões em torno da formação do artista, por meio de um ciclo de debates e um núcleo educativo.

Se os artistas foram formados por esta escola, é também verdade que estes também são responsáveis pela construção da identidade da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. As contribuições destes seis artistas não apenas consolidaram a história de excelência desta escola livre, mas deram contorno à percepção da própria arte brasileira contemporânea no âmbito internacional. Seus trabalhos oferecem questionamentos relevantes à arte enquanto terreno de experimentação.