História visual do Parque Lage: prática de pesquisa e montagem de filme com arquivos

História visual do Parque Lage: prática de pesquisa e montagem de filme com arquivos

Imagem do acervo Memória Lage

Professores: André Sampaio e Remier Lion
06 de março a 26 de junho
Segunda-feira das 19h às 22h
R$ 380,00/mês

Através de antologia de registros audiovisuais produzidos desde a década de 1930 até a contemporaneidade, objetiva-se montar uma história visual do Parque Lage. O projeto História Visual do Parque Lage é a realização de uma obra audiovisual baseada em filmes de arquivo a ser construída em curso.

O processo de realização dessa História Visual do Parque Lage será o primeiro mapeamento de obras audiovisuais e fragmentos (filmes de ficção, publicidade, documentários, videoarte, domésticos, jornalísticos e etc.) que mostrem o Parque Lage em diferentes tempos e que relacionados proporcionem um panorama da ocupação do espaço seja como residência, locação de filmagem, área de lazer e sobretudo enquanto escola de artes visuais.

O curso consiste na apresentação e execução de todas as etapas envolvendo a construção de um projeto audiovisual baseado em filmes de arquivo. Desde a pesquisa, passando pela produção até a elaboração de uma narrativa visual na colagem/ montagem dos filmes encontrados.

Em síntese, o curso é a realização expositiva deste processo que será construído com a colaboração direta e efetiva dos participantes. Este novo filme resultado da experiência – História Visual do Parque Lage – será exibido na EAV.

André Sampaio (Rio de Janeiro/ 1975) é realizador de documentários, ficções e filmes marcados por experimentações de linguagem. Dirigiu os longas STROVENGAH – Amor Torto e Santo Daime – Império da Floresta. É codiretor e montador do longa Conceição – autor bom é autor morto. Realizou curtas associados ao cinema de invenção entre eles O Palhaço Xupeta, Polêmica e Tira os Óculos e Recolhe o Homem. Produziu em diversos formatos (16mm/ 35mm e digital para tv e web) com destaque em montagem de trabalhos de outros realizadores tais como Camilo Cavalcante, Cavi Borges, Claudio Assis, Eduardo Valente, Luciano Vidigal, Luiz Paulino dos Santos, Roman Stulbach dentre muitos outros. Colaborou editando vídeos e instalações dos artistas visuais Cabelo, Gabriela Gusmão, Jarbas Lopes, Paulo Paes, Rodrigo Braga e Xico Chaves. Formado em Cinema pela UFF/ Mestre em Memória Social e Documentos pela UNIRIO.

Remier Lion (Rio de Janeiro, 1971) trabalha há 27 anos como pesquisador na área de cinema e audiovisual. Fez pesquisa iconográfica para diversos documentários, filmes de ficção e de animação, entre eles, Raul Seixas – O Início, o Fim e o Meio (Walter Carvalho, 2011); Marighella (Isa Grinspum Ferraz, 2011); 3 Pontos: o Basquete, o Rap e o Jejum (Rafael Terpins, 2013); O Menino e o Mundo (Alê Abreu, 2013); Sabotage: Maestro do Canão (Ivan 13P, 2015); Palácio Monroe – Crônica da Demolição (Eduardo Ades, 2015); Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil (Belisário Franca, 2016). Trabalhou como programador de filmes e Coordenador de Difusão da Cinemateca Brasileira e nos arquivos de documentação da Cinemateca do MAM-RJ. Publicou Ivan Cardoso – O Mestre do Terrir (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2008), biografia do cineasta carioca, e editou o catálogo Acervo Circo Voador 1982-1997 (Secretaria de Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro, 2015). Fez também pesquisa iconográfica para a exposição Linguagens do corpo carioca [a vertigem do Rio] (Museu de Arte do Rio, 2016), curadoria de Milton Guran e Paulo Herkenhoff.

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