EAV Parque Lage

Investigações poéticas tridimensionais, aqui-agora

Investigações poéticas tridimensionais, aqui-agora

Rui Chafes. “Comer o coração”. Com Vera Mantero, 2004. Foto Alcino Gonçalves.

Professora: Fabiana Éboli Santos

Curso Semestral 2020.1
02 de março a 22 de junho
Segunda-feira, 14:00 – 17:00
R$1.520,00 ou 4 parcelas de R$380,00
 

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*Leia atentamente todas as normas de matrícula antes de se inscrever. Clique aqui.
Todos os alunos devem pagar a taxa administrativa anual. No caso dos alunos que realizarem o pagamento do curso on-line, a taxa administrativa anual no valor de R$100,00, deverá ser paga pelo aluno no dia que vier pegar seu comprovante de matrícula no curso, antes de entrar na aula, diretamente na secretaria da escola.

Proposição de exercícios potencializadores para pesquisa no campo da escultura, objeto, instalação, interferência e ações no espaço-tempo. Aqui – agora: relações no chamado “espaço real”. Apurar o olhar. Sensibilizar. Contrariar o teleológico. Buscar um im-possível “grau zero” de si próprio, com ênfase no processo de pesquisa, sem visar elaboração/construção de um projeto final. Processos de experimentação, voltados para a expressão da poética individual.

Conteúdo
Relações volume, massa, vazio, peso, movimento, vibração, ruído, etc; visível x invisível; luz
x sombra, outras oposições, complementariedades e características do espaço e dos objetos tridimensionais.
A noção de “campo”. Ativações.
Associações e dissociações “coisa” > linguagem.
Deslocamentos semânticos. Presença e metáfora. Corpo. Estranheza.
Metamorfoses dos objetos e materiais: passagens, transições, hibridismos.
Poética e Política.

Dinâmica
Dinâmica experimental.
Exercícios de sensibilização, associação e conceitualização.
Manuseio de matérias e materiais diversos, inclusive o barro, no sentido de surgirem
formulações poéticas. Resignificação com materiais e objetos.
Leitura de textos / poesias e associação livre.
Interpretação tridimensional de textos literários e poéticos.
Observação e análise de artistas / obras modernas e contemporâneas. Debate.
Exercícios de deslocamentos semânticos, podendo envolver deslocamentos físicos.
Exercícios incluindo o corpo.
Incentivo à pesquisa e formulação individual.

Referências
AMARAL, Aracy. Projeto Construtivo Brasileiro na Arte. São Paulo: Pinacoteca do Estado de
SP, 1977.
BRITO, Ronaldo. Neoconcretismo vértice e ruptura do projeto construtivo brasileiro. Rio de Janeiro: Cosac Naify, 1999.
MAIA, Carmen. Cildo Meireles. Coleção Fala do Artista. Rio de Janeiro: Funarte, 2009.
MARQUES, Maria Eduarda. Mira Schendel. Rio de Janeiro: Cosac & Naify Edições, 2001.
OITICICA, Helio. Catálogo. Org. Centro de Arte Helio Oiticica. Rio de Janeiro, 1996.
PAPE, Lygia. Gávea de Tocaia. Rio de Janeiro: Cosac Naify, 2000.
PAZ, Octavio. Conjunções e Disjunções. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1979.
PINTO DE ALMEIDA, Bernardo. Rui Chafes – A doce flor da desordem. Lisboa: Editorial Caminho S.A. s/d.
SCHENDEL, Mira. Catálogo da exposição Mira Schendel. Org. Tate Modern, Pinacoteca de
SP, Fundação Serralves. 2014.

Fabiana Éboli Santos. Artista visual, Mestre em Linguagens Visuais na EBA-UFRJ com orientação de Lygia Pape e Paulo Venâncio Filho. Graduada em Sociologia e Política, pós-graduada em Relações Internacionais na PUC-RJ. Expôs individualmente entre os anos de 1998 e 2004, participa de mostras coletivas, oferece oficinas, escreve, é curadora de exposições e desde 2013 organiza livros de Arte. Lançou em 2019 o livro “Toyota conversa com o universo” na SP-ARTE, em 2018 “Y Poemas”, de Pedro Garcia com desenhos do autor e em 2013 “Mario Carneiro Trânsitos”, com o Prêmio Procultura do MinC. Professora de Plástica na EBA-UFRJ em 2011 e 2012. Entre 2011 e 2016 colaborou com curadorias e textos no Projeto Vitrine Efêmera (RJ) dirigido por Julio Castro. Premiada em 2001 com a Bolsa de Pesquisa em Escultura da Faperj, e no Projeto Interferências Urbanas (RJ), realizando instalação no espaço público. Ofereceu a oficina “Pesquisa de Linguagem Tridimensional” no SESC-RJ no início dos anos 2000. Fez curadorias entre 2005 e 2015 no Rio de Janeiro e em Recife, e tem projeto de curadoria aprovado no Programa de exposições do Paço Imperial para 2020.