Investigações poéticas tridimensionais, aqui-agora

Investigações poéticas tridimensionais, aqui-agora

Rui Chafes. “Comer o coração”. Com Vera Mantero, 2004. Foto Alcino Gonçalves.

Professora: Fabiana Éboli Santos

Férias de Verão 2020
09 de janeiro a 13 de fevereiro
Quinta-feira, 14:00 – 17:00
R$550,00 (parcela única)
 

Proposição de exercícios potencializadores para pesquisa no campo da escultura, objeto, instalação, interferência e ações no espaço-tempo. Aqui – agora: relações no chamado “espaço real”. Apurar o olhar. Sensibilizar. Contrariar o teleológico. Buscar um im-possível “grau zero” de si próprio, com ênfase no processo de pesquisa, sem visar elaboração/construção de um projeto final. Processos de experimentação, voltados para a expressão da poética individual.

Conteúdo
Relações volume, massa, vazio, peso, movimento, vibração, ruído, etc; visível x invisível; luz
x sombra, outras oposições, complementariedades e características do espaço e dos objetos tridimensionais.
A noção de “campo”. Ativações.
Associações e dissociações “coisa” > linguagem.
Deslocamentos semânticos. Presença e metáfora. Corpo. Estranheza.
Metamorfoses dos objetos e materiais: passagens, transições, hibridismos.
Poética e Política.

Dinâmica
Dinâmica experimental.
Exercícios de sensibilização, associação e conceitualização.
Manuseio de matérias e materiais diversos, inclusive o barro, no sentido de surgirem
formulações poéticas. Resignificação com materiais e objetos.
Leitura de textos / poesias e associação livre.
Interpretação tridimensional de textos literários e poéticos.
Observação e análise de artistas / obras modernas e contemporâneas. Debate.
Exercícios de deslocamentos semânticos, podendo envolver deslocamentos físicos.
Exercícios incluindo o corpo.
Incentivo à pesquisa e formulação individual.

Referências
AMARAL, Aracy. Projeto Construtivo Brasileiro na Arte. São Paulo: Pinacoteca do Estado de
SP, 1977.
BRITO, Ronaldo. Neoconcretismo vértice e ruptura do projeto construtivo brasileiro. Rio de Janeiro: Cosac Naify, 1999.
MAIA, Carmen. Cildo Meireles. Coleção Fala do Artista. Rio de Janeiro: Funarte, 2009.
MARQUES, Maria Eduarda. Mira Schendel. Rio de Janeiro: Cosac & Naify Edições, 2001.
OITICICA, Helio. Catálogo. Org. Centro de Arte Helio Oiticica. Rio de Janeiro, 1996.
PAPE, Lygia. Gávea de Tocaia. Rio de Janeiro: Cosac Naify, 2000.
PAZ, Octavio. Conjunções e Disjunções. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1979.
PINTO DE ALMEIDA, Bernardo. Rui Chafes – A doce flor da desordem. Lisboa: Editorial Caminho S.A. s/d.
SCHENDEL, Mira. Catálogo da exposição Mira Schendel. Org. Tate Modern, Pinacoteca de
SP, Fundação Serralves. 2014.

Fabiana Éboli Santos. Artista visual, Mestre em Linguagens Visuais na EBA-UFRJ com orientação de Lygia Pape e Paulo Venâncio Filho. Graduada em Sociologia e Política, pós-graduada em Relações Internacionais na PUC-RJ. Expôs individualmente entre os anos de 1998 e 2004, participa de mostras coletivas, oferece oficinas, escreve, é curadora de exposições e desde 2013 organiza livros de Arte. Lançou em 2019 o livro “Toyota conversa com o universo” na SP-ARTE, em 2018 “Y Poemas”, de Pedro Garcia com desenhos do autor e em 2013 “Mario Carneiro Trânsitos”, com o Prêmio Procultura do MinC. Professora de Plástica na EBA-UFRJ em 2011 e 2012. Entre 2011 e 2016 colaborou com curadorias e textos no Projeto Vitrine Efêmera (RJ) dirigido por Julio Castro. Premiada em 2001 com a Bolsa de Pesquisa em Escultura da Faperj, e no Projeto Interferências Urbanas (RJ), realizando instalação no espaço público. Ofereceu a oficina “Pesquisa de Linguagem Tridimensional” no SESC-RJ no início dos anos 2000. Fez curadorias entre 2005 e 2015 no Rio de Janeiro e em Recife, e tem projeto de curadoria aprovado no Programa de exposições do Paço Imperial para 2020.