Levante Queer

Levante Queer

LEVANTE QUEER
26 maio 2018
10h-22h
EAV Parque Lage
Evento Gratuito

Esta edição do Levante proposto pela EAV Parque Lage é parte da plataforma curatorial da exposição Queermuseu no Parque Lage. Um grande movimento contra a censura e a intolerância que pretende dar voz às mais diversas manifestações artísticas brasileiras. Um espaço potente de produção de pensamento e de legitimação cultural.

O Levante Queer abrirá com programação infantil, que inclui oficinas do Parquinho Lage. O dia seguirá embalado por apresentações de grupos ligados à cultura popular, como o Afoxé Filhos de Gandhi e o Carimbloco. A bateria mirim da Grande Rio também integra a programação, que contará ainda Tyaro Maya, Chico Chico, Duda Brack e outros. O Levante Queer tem produção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage em parceira com Julio Barroso (produtor cultural, integrante do Ocupa Carnaval) e Dyonne Boy (coordenadora executiva do Jongo da Serrinha).

A partir das 14h, após introdução do diretor da EAV, Fabio Szwarcwald, e do curador Ulisses Carrilho, começam os debates, no Salão Nobre. A primeira mesa, com o tema ‘periferia ocupa’, terá mediação de Julio Barroso (segue abaixo programação completa com os integrantes). A segunda, mediada por Carrilho, discorrerá sobre as narrativas queer.

Por que Levante Queer?

O Levante Queer é a segunda edição do evento Levante Queremos Queer, um levante festivo contra a censura e a intolerância que acontece em áreas internas e externas da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Com discussões em torno das manifestações culturais periféricas e das diversas identidades de gênero e orientações sexuais, a programação combinou eventos, shows e debates.

O evento aconteceu durante a campanha de financiamento coletivo para trazer a exposição Queermuseu – Cartografias da diversidade na arte brasileira. A segunda edição deste evento é resultado de um acordo assumido em nossos debates: abrir ainda mais espaços para manifestações culturais plurais e diversas, que movem-se contra o fundamentalismo religioso, contra a censura e a favor da liberdade de expressão.

O Levante teve produção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage em parceira com Dyonne Boy (coordenadora executiva do Jongo da Serrinha) e Julio Barroso (agitador cultural e integrante do
 Ocupa Carnaval).

Saiba mais sobre a programação da primeira edição:

Para os shows, recebemos Chico Chico, Doralyce, Mulheres de Buço, Sarau Cuíer, Coletivo Xica Manicongo e Bunytos de Corpo. Para o debate que discutia Diversidade e Censura nas Manifestações Artísticas, convidamos Giowana Cambrone (mediadora e advogada e trans), Gaudêncio Fidelis (curador da Queermuseu), Letícia Brito (Slam das Minas), Dríade Aguiar (Fora do Eixo), Marcus Galiña (Dramaturgo, Reage Artista). Para a mesa em torno do Carnaval e seus desdobramentos no campo econômico e cultural, recebemos Adriana Schneider (mediadora), Flávia Oliveira (jornalista e passista), Cristiane Cotrim (Boitatá), Fernanda Amim (pesquisadora do Carnaval), Andreia Correia (Mangueira), Thiago Laurindo (Afoxé Filhos de Gandhi RJ). Para a mesa de debates “A Periferia Grita”, recebemos Sammy Brasil (mediadora, Instituto Black Bom), PH Lima (rapper S. Gonçalo), Gleiser Ferreira (CineTaquara), Rebeca Brandão (Leão Etíope do Méier) e Dyonne Boy (Casa do Jongo). Recebemos ainda, em nosso Núcleo de Arte e Tecnologia, a Editatona, maratona de edição de páginas da Wikipedia com foco em artistas mulheres brasileiras, iniciativa de Steffania Paola e Silvana Bahia (Olabi/Pretalab). Uma programação infantil foi pensada: oficina de Carimbó, Conexão Pará–Maranhão, com Barbara Vento e Cacau Amaral e a oficina de Mitologias Afro-brasileiras, com Bruno Balthazar e João Penoni.

Por que Queermuseu?

Em sua primeira apresentação realizada no espaço Santander Cultural, em Porto Alegre, a exposição sofreu uma campanha difamatória em redes sociais de grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL), na qual seus participantes afirmavam que a exposição fazia apologia à pedofilia, pornografia e à zoofilia, além de desrespeito à figura religiosa, por isso ameaçaram boicotar o Banco Santander, que cancelou a exposição. Todas as acusações foram desmentidas pelo Ministério Público Federal, que se manifestou afirmando não haver crime de qualquer espécie tendo recomendado a imediata reabertura da exposição, que não aconteceu.


PROGRAMAÇÃO

10h – 11h – PROGRAMAÇÃO INFANTIL – Largo do Chafariz.
> G.R.C.E.S.M Pimpolhos da Grande Rio

11h – 13h – APRESENTAÇÃO DE GRUPOS NA ÁREA EXTERNA – Jardim.
> Silvan Galvão e Carimbloco
> Afoxé Filhos de Gandhi

14h – 18h30 – MESAS DE DEBATE NO SALÃO NOBRE
> 14h-16h – Abertura, com Fabio Szwarcwald e Ulisses Carrilho (diretor e curador da EAV Parque Lage).
– Periferia ocupa, com mediação de Julio Barroso (OcupaCarnaval) Tay Oliveira (Figurinista/Stylist e Digital influencer), Pâmela Carvalho (educadora e pesquisadora), Pedro Rajão (Leão Etíope do Méier) e Cid Augusto (Cinemão).
> 16h30-18h30 – Narrativas Queer, com mediação de Ulisses Carrilho (curador EAV Parque Lage), Giowana Cambrone (advogada e mulher trans), Tyaro Maia (Agytoê e Maracutaia) e Alice Pereira (mulher trans e cartunista).

19h – 22h – APRESENTAÇÕES NO PALACETE
> Tyaro Maia
> Chico Chico & João Mantuano
> Duda Brack
> Mariwô apresenta: Bbdani feat Caio Rosa


BIOGRAFIA DOS PARTICIPANTES

Giowana Cambrone – É advogada, especialista em Democracia Participativa, Republica e Movimentos Sociais pela UFMG, mestranda em Políticas Públicas e Formação Humana pela UERJ. Professora de Direito da Facha.

 

Pâmela Carvalho – Mulher negra, faveladada, historiadora, professora de História, educadora, produtora cultural e mestranda em Educação (PPGE/UFRJ). Integra os grupos “Companhia Mariocas” e “Tambores de Olokun”, além de integrar a produção do Centro de Artes da Maré e da Lona Cultural da Maré e apresentar o MAR de Música (Museu de Arte do Rio). Trabalha no âmbito da educação e da produção cultural, além de desenvolver pesquisas sobre relações étnico-raciais, gênero e educação anti-racista.

 

Pedro Rajão – Rajão é o idealizador e um dos produtores do Leão Etíope do Méier, grupo que atua na praça Agripino Grieco (Méier). Trabalha também como DJ autônomo e produziu a finada festa Xacará Xirê, que já tocou com Bixiga 70, The Skatalites, BNegão & Seletores de Frequência, André Sampaio & Os Afro Mandinga, OQuadro, Feijão Coletivo, Abayomy Afrobeat Orquestra e Zebrabeat Afro-Amazônia Orquestra. Também participou da produção de 3 anos seguidos do FELA DAY no Rio de Janeiro. Rajão foi coordenador da tradução do livro PICHÓN, a autobiografia de Carlos Moore. Há 6 anos dirige e produz o documentário ANIKULAPO, que trata de Fela Kuti e o movimento político e musical do afrobeat, participando de diversos eventos escolares e acadêmicos onde aborda o processo de produção do filme.
Para ouvir: soundcloud.com/raj-o

 

Tay Oliveira aka TAYA – Taya tem 25 anos, é nascida e criada em Nova Iguaçu. Formada em Artes Cênicas – Indumentária pela UFRJ. Pós-graduanda em Marketing e Comunicação de Moda do IED-Rio. Atualmente joga nas 11: é figurinista e stylist de moda, produtora cultural, marketing e designer do coletivo Gambiarra, no qual realiza festas e feiras de moda alternativa na Baixada Fluminense fazendo a maior feira de brechós da BXD; além de ser blogayrinha, youtuber e modela nas horas vagas. Trabalha como digital influencer e tem como objetivo inspirar mulheres, empoderamento estético e intelectual na mesma medida. Militante das causa quase sempre, dona de um corpo político. Mulher preta que não deita pra ninguém.

 

Tyaro Maia – É cantautor, bailarino e ator. Nascido em Recife (PE) e criado no Rio de janeiro (RJ), começando sua trajetória artística em 2005 através de coletivos independentes de música|teatro|dança. Na sua história musical, traz os anos cantando no AGYTOÊ e Grupo Maracutaia (coletivo etnohaus) e sua relação rítmica com os tambores do samba-reggae ao maracatu. Essas “transações sonoras” são ressignificadas na música autoral, performance e influências do samba ao rock nacional que o artista apresenta em seus shows. Em 2017, Tyaro tomou um passo importante começando sua carreira solo em busca de uma identidade|estética musical própria, marcado por todos os coletivos que habita e as diversas referências da música e cultura popular|pop brasileira. Conhecido pela sua liberdade de gênero como #CabocloSereia, nome título do álbum que o artista está produzindo em parceria com a etnohaus, apresentando 10 faixas autorais, algumas em parceria com artistas da nova cena musical independente. Seu primeiro álbum solo estará sendo lançado ainda em 2018 e contou com 300 colaboradores|benfeitores no financiamento coletivo feito a partir da plataforma Benfeitoria.