LEVANTE QUEREMOS QUEER!

LEVANTE QUEREMOS QUEER!

LEVANTE QUEREMOS QUEER!
24 fevereiro 2018
10h-22h
EAV Parque Lage
Evento gratuito

EAV promove ‘viradão’ da diversidade com debates, grupos de cultura popular e bateria da Mangueira para impulsionar vinda da exposição Queermuseu. Um levante festivo contra a censura e a intolerância. Um grande movimento que pretende dar voz às mais diversas manifestações artísticas brasileiras. Um espaço potente de produção de pensamento. Assim será o Levante Queremos Queer, que vai ocupar o Parque Lage no próximo dia 24, sábado, a partir das 10h. O Levante tem produção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage em parceira com Dyonne Boy (coordenadora executiva do Jongo da Serrinha) e Julio Barroso (agitador cultural e integrante do
Ocupa Carnaval).

Saiba mais sobre o financiamento coletivo: Queermuseu no Parque Lage.


PROGRAMAÇÃO*
10h – 12h – PROGRAMAÇÃO INFANTIL – Largo do Chafariz e Sala de teoria
> Conexão Pará – Maranhão, com Barbara Vento e Cacau Amaral – Oficina de Carimbó. A oficina pretende oferecer uma vivência corporal e rítmica através das danças brasileiras do Pará e do Maranhão, região norte e nordeste. Com dinâmicas coletivas, carimbós, cacuriás e cocos. Abordaremos algumas brincadeiras em roda e expressões locais. A Oficina tem como objetivo um grande encontro em roda interativa com crianças e adultos.Faixa etária: a partir de 2 anos.
> Mitologias Afro-brasileiras, com Bruno Balthazar e João Penoni. A oficina parte de narrativas mitológicas afro-brasileiras que unem o indivíduo à natureza, ressaltando o caráter ecológico da epistemologia afro-brasileira-iorubá. O objetivo é que cada criança a partir da identificação com algum mito e elemento da natureza, reviva-os através da criação de imagens utilizando a técnica de Light Painting.Faixa etária: 6 a 12 anos.

13h – 18h – MESAS DE DEBATE NO SALÃO NOBRE
> 13h-13h30 – ABERTURA, com Fabio Szwarcwald e Ulisses Carrilho (diretor e curador da EAV Parque Lage).
> 13h30-15h – Diversidade e Censura nas Manifestações Artísticas, com Giowana Cambrone (mediadora e advogada e trans), Gaudêncio Fidelis (curador da Queermuseu), Letícia Brito (Slam das Minas), Dríade Aguiar (Fora do Eixo), Marcus Galiña (Dramaturgo, Reage Artista).
> 15h-16h30 – Carnaval, com Adriana Schneider (mediadora), Flávia Oliveira (jornalista economia), Cristiane Cotrim (Boitatá), Fernanda Amim (pesquisadora do Carnaval), Andreia Correia (Mangueira), Thiago Laurindo (Afoxé Filhos de Gandhi RJ).
> 16h30-18h – A Periferia Grita, com Sammy Brasil (mediadora, Instituto Black Bom), PH Lima (rapper S. Gonçalo), Gleiser Ferreira (CineTaquara), Rebeca Brandão (Leão Etíope do Méier), Dyonne Boy (Casa do Jongo).

15h – 18h – EDITATONA, no NAT (Núcleo de Arte e Tecnologia)**.
Maratona de edição de páginas da Wikipedia com foco em artistas mulheres brasileiras.
Iniciativa de Steffania Paola e Silvana Bahia (Olabi/Pretalab).

12h – 18h – APRESENTAÇÃO DE GRUPOS NA ÁREA EXTERNA
> Mangueira, na escadaria do Palacete (12h)
> Baque Mulher
> Afoxé Filhos de Gandhi

18h – 21h – APRESENTAÇÕES NO PALACETE
> Chico Chico
> Doralyce e Mulheres de Buço
> Sarau Cuíer
> Bunytos de Corpo

* A programação poderá sofrer eventuais mudanças.
* * Para a edição de artigos teremos computadores disponíveis no NAT. Se possível crie a sua conta na Wikipédia antes de vir: https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Especial:Criar_conta”


BIOGRAFIA DOS PARTICIPANTES
Bruno Balthazar – Formou-se em Artes cênicas pela Uni-Rio em 2001 e desde então é professor de artes e mídia educação. Como ator trabalhou em companhias de teatro e com diretores como Ana Kfouri e Bia Lessa. Sua vida no universo da cultura afro-brasileira começou aos quatro anos de idade quando foi batizado na Umbanda. Aos dezesseis anos iniciou-se no Candomblé e aos trinta e dois no culto a Ifá. Não é um acadêmico que pesquisa sobre cultura afro. Seu conhecimento é formado pela experiência e reflexão sobre esse universo. É integrante do coletivo de artes Rebola onde atua como pesquisador, Dj e produtor em parceria com o artista visual João Penoni. Em 2015 ministrou o curso “Introdução a mitologia afro-brasileira” no projeto “Permuta” uma parceria com o Lastro- intercâmbio livre em artes, com curadoria de Beatriz Lemos. Essa parceria com o Lastro, se repetiu em julho de 2016 no curso “Os Iorubás nas Américas” como parte da Exposição “Lastro em Campo” no Sesc Consolação em São Paulo. Atualmente atua como integrante da instituição de arte e educação “Solar dos Abacaxis”.

Doralyce – cantora e compositora pernambucana. Seu repertório com mais de 300 canções trata de temas como política, ancestralidade, poder da mulher negra e, principalmente, a força da fé das culturas de matriz africana. Doralyce começou sua carreira em Olinda sob a influência do OlindaStyle e do Manguebeat. Em 2014, mudou-se para o Rio e passou por importantes palcos cariocas, como Canecão e Circo Voador. Ela já cantou ao lado de nomes como Chico Buarque e Caetano Veloso.

Fernanda Amim – mestra em Direito pelo Programa de Pós Graduação em Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernanda Amin pesquisa o carnaval e sua relação com o feminismo. É pesquisadora do Observatório das Metrópoles, ligado ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR-UFRJ), e do Laboratório de Direitos Humanos da Faculdade Nacional de Direito (UFRJ).

Giowana Cambrone – advogada especializada em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais pela UFMG. Mestranda em Políticas Públicas e Formação Humana pela Uerj, é professora da FACHA. Giowana, que também é Ativista do movimento LGBTQ, foi a primeira transexual a participar da coordenação da Rede Sustentabilidade, em 2014.

Gleyser Ferreira – nascida em São Paulo, se considera carioca da gema. Aos 20 anos, é produtora cultural, estudante de Psicologia, poeta e aspirante a atriz. É também fundadora do Cine Taquara, projeto multicultural que leva exibição de filmes e apresentações artísticas a praças e espaços ociosos da cidade.

João Penoni – Nasceu em 1983, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. Graduado em Design pela PUC-Rio, complementou sua formação na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Há cerca de 10 anos, realiza um trabalho de investigação sobre o corpo, relacionando-o com o espaço e a luz, através de diferentes meios, como a fotografia, o vídeo e a performance. Participou de exposições coletivas como From the margin to the edge, no Somerset House (Londres, UK, 2012); Quase Casais, no Espaço Maus Hábitos (Porto, Portugal, 2011); Zonas de Contato, no Paço das Artes (São Paulo, Brasil, 2011). Em 2012 participou da Rio Occupation London, apresentando trabalhos no Battersea Arts Centre e V22. Neste ano, também, apresentou seu projeto Incorpóreo, no Festival Panorama 2012. Em 2013, realiza sua primeira exposição individual, Lúmens – A Luz na Obra de João Penoni, no Espaço Furnas Cultural, Rio de Janeiro. Em 2014, apresentou a performance Lúmen, dentro da exposição Le Parc, Lumiere, na Casa Daros e fez sua segunda exposição individual, Átman, no Espaço Cultural Sérgio Porto, como parte do Foto Rio.

MC PH Lima – é autor e intérprete de raps que criticam duramente a sociedade. Em suas letras, ele apresenta sua vivência na periferia e seu dia a dia de lutas. Morador de São Gonçalo e estudante de UFF, o artista milita no Movimento Negro, particularmente nas questões do genocídio, do encarceramento e da criminalização da juventude.

Maracatu Baque Mulher – nasceu em 2008 no Recife, fundado pela Mestra Joana Cavalcante, primeira mulher à frente de uma Nação de Maracatu. Oriundo da comunidade do Bode, hoje o Baque Mulher marca presença em sete estados brasileiros, na Argentina e na Alemanha. O movimento chegou ao Rio em 2016. Desde então mantém oficinas e realiza shows e cortejos regularmente. Neste ano vai se apresentar no XVII Festival del Tambor, em Cuba.
Mulheres de Buço – o coletivo é formado por sete artistas que se experimentam em várias artes. O grupo se juntou há três anos a partir de uma inquietação em comum: o espaço que as mulheres ocupam na vida e na arte. Através da música – especialmente o funk – elas abordam questões como a sexualidade, a exposição e a aceitação do próprio corpo, satirizando situações do cotidiano feminino.

Marcus Galiña – Dramaturgo, diretor teatral, ator, educador e ativista cultural. Coordenador do projeto Ocupa Escola, que atua em 26 escolas municipais. Colunista do portal Agência de Notícias das Favelas.

Slam das Minas – surgiu como uma “batalha de poesias” entre mulheres poetas. Duas mulheres se enfrentam recitando poesias de sua autoria em três rodadas de três minutos cada. O público é o júri e analisa, além da poesia, a performance e o desempenho das moças. Essa brincadeira lúdico-poética é autogerida pelas poetas Letícia Brito, Lian Tai, Ursula H. Lautert e Yassu Noguchi.

Sarau Cuíer
Não deixaremos que os padrões colonizem nossos corpos. Tampouco deixaríamos que colonizassem nossa escrita. Cuíer, cuír, kuír ou a tradução
que preferir. Somos a população LGBTIQ reunida pelas oralidade e pela poética de nossos corpos. A resistência por meio da palavra. Vem fazer poema
com a gente.

Participantes:

Camila Marins é mulher negra lésbica, poeta e jornalista.

Flávia Menezes, nasceu em Londrina-PR, em 1996 se formou atriz pela Escola Municipal de Teatro da Funcart, onde teve como professores: Paulo de Moraes, Patrícia Selonk, Maurício Arruda Mendonça, Simone Mazzer, Marcos Martins e Simone Vianna (ARMAZÉM COMPANHIA DE TEATRO), participou dos coros Madrigal de Londrina (maestro: Othonio Benvenuto) e Neuma Ensemble (Maestro: Elimar Plínio). Em 1999 se mudou para o Rio de Janeiro e se integrou ao Armazém Companhia de Teatro, como atriz no espetáculo: ALICE ATRAVÉS DO ESPELHO, o espetáculo foi um grande sucesso de público, ficou em cartaz por alguns anos no Rio de Janeiro. Este espetáculo colaborou ativamente pela formação de platéia e revitalização da Lapa, inaugurando a Fundição Progresso como um novo espaço de apresentações no centro do Rio de Janeiro. A partir deste momento torno-se produtora executiva, elaboradora de Projetos, Captadora de Recursos, parcerias culturais e responsável por logística em turnês, do ARMAZÉM COMPANHIA DE TEATRO. Especializou-se pela Ucam, no curso de produção e políticas culturais, realizou diversos cursos de aprofundamento em elaboração de projetos, captação e gestão financeira, dentre alguns: Empreendedorismo Cultural do Sesi, com Francis Miszputen, Curso de formação de Agentes Públicos e Culturais – Fundação Cierj, Elaboração e Prestação de Contas – Ucam, Contabilidade na Prática – Sebrae, Gestão Cultural Internacional, com Nathalie Redant, Oficina de Pitch and Speed Dating – Tempo Festival, dentre outros. Atualmente trabalha na produção executiva do Armazém Companhia de Teatro, como vocalista e produtora do Coletivo Monstra, como produtora técnica do Grupo de Carnaval Cordão do Boitatá, Festival Internacional Anjos do Picadeiro, Captadora e produtora executiva do espetáculo: A HISTÓRIA DOS URSOS PANDA, de Mattéi Visniec.

Gabriel Mação, gay, carioca, morador de Manguinhos. Começou a escrever em 2014 através do projeto Turista Aprendiz. Atualmente escreve sobre a luta contra a homofobia e tem a poesia como arma de resistência. É graduando do curso de Museologia na UNIRIO e já publicou no livro “Do rio ao mar” e “Seis temas à procura de um poema” da FLUP.

Kátia Jorgensen é atriz e cantora, atualmente, administra e produz a Produtora “Coletivo Monstra” e realiza inúmeros shows e eventos como o sucesso na Lapa “Noite do Canário” (Karaoke com Banda) e o “Bloco da Monstra” que arrasta multidões no centro do RJ, no carnaval.

Letícia Brito é poeta, não binário e cuíer. Dedica-se à poesia falada (spoken word/poetry slam) e às micro revoluções político-sociais onde a poesia incinera, afaga, afeta e transforma. Na produção da cena carioca de slam e sarau já fez: Mulherau, Pizzarau, Batalha da Pizza, Tagarela e atualmente integra a produção e realização do Slam das Minas RJ.

Wescla Vasconcelos, Travesti, Pedagoga, Cearense, Fórum Estadual de Travestis e Transexuais do RJ, Balaiera e Poeta no Coletivo Xica Manicongo