Do que estamos falando quando falamos em mediação cultural?

Do que estamos falando quando falamos em mediação cultural?

Professora: Gleyce Kelly Heitor
16 de março a 29 de junho
Quinta-feira das 19h30 às 22h
R$ 380,00/mês

O que convencionamos chamar mediação? Com esta questão pretendemos reunir pessoas interessadas em pensar teoricamente, a partir de diferentes referências, os temas, conceitos, debates e negociações de sentidos em torno da mediação cultural e suas intersecções com a arte, a educação e a política. Empreenderemos um esforço metodológico por reconhecer e nomear os diferentes modos de atuar da mediação institucional praticada, sobretudo, em museus e exposições de arte, mapeando os discursos que orientam – ou por vezes estão subjacentes a um conjunto de fazeres.

Objetivos
Abordar o tema da mediação cultural a partir de uma perspectiva teórica e analítica, contribuindo para a formação de educadores, artistas, curadores e demais pesquisadores interessados no tema.

Conteúdo
- A mediação como questão: conceitos, históricos e polissemias;
- A mediação como prática: usos, embates e intersecções;
- Mapeando o campo artístico: o lugar da mediação e outros lugares;
- A virada educacional na arte contemporânea: mediação, arte educação e pedagogias artísticas;
- Mediação entre democratização da cultura e democracia cultural;
- Da questão do público à produção da esfera pública;
- A mediação face às urgências – ou é preciso falar de:
   Trabalho;
   Pedagogias contra hegemônicas e descolonização dos saberes;
   (Re) imaginação institucional;

Dinâmica
Aulas expositivas, leituras prévias, leituras dirigidas, laboratórios de escrita

Bibliografia
COHEN, Jeffrey Jerome. Pedagogia dos monstros – os prazeres e os perigos da confusão de fronteiras / Jeffrey Jerome Cohen ; tradução de Tomaz Tadeu da Silva — Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
EIDELMAN, Jacqueline; ROUSTAN, Mélanie; GOLDSTEIN, Bernadette (org.). O lugar do público: sobre o uso de estudos e pesquisas pelos museus. São Paulo: Iluminuras: Itáu Cultural, 2014.
GONÇALVES, Mônica Hoff. A virada educacional nas práticas artísticas e curatoriais contemporâneas e o contexto de arte brasileiro. 2014. 272p. Dissertação (Mestrado em Artes Visuais) – Instituto de Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Sul, 2014.
LIMA, Glauber Guedes Ferreira Lima. Museus, Desenvolvimento e Emancipação: O Paradoxo do Discurso Emancipatório e Desenvolvimentista na (Nova) Museologia. In: Museologia e Patrimônio. Revista Eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio – Unirio/MAST – vol.7, n.2, 2014.
HELGUERA, Pablo e HOFF, Mônica (Org.). Pedagogia no campo expandido. Porto Alegre: Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, 2011.
HONORATO, Cayo. Mediação e democracia cultural. São Paulo: SESC, 2014.
________.MORAES, Diogo de. Periódico Permanente #6 – Mediação Cultural. Periódico Permanente, v. 4, n. 6, 2016.
MESQUITA, André. Escuta. In RIBAS, Cristina. Vocabulário Político para Processos Estéticos. Rio de Janeiro, 2014.
MORAES, Diogo de. Mediações em zigue-zague – Ocorrências institucionais e extrainstitucionais nas interações com públicos. Concinnitas | ano 15, volume 02, número 24, dezembro de 2014.
NUNES, Rodrigo. Por uma politica da contracafetinagem. In: GOGAN, Jéssica. VERGARA, Guilherme. Revista Mesa. O sentido de público na arte. n.3, maio de 2015.
Revista Urbânia 5. São Paulo: Editora Pressa, 2014.
YÚDICE, George. Museu molecular e desenvolvimento cultural. In: NASCIMENTO JUNIOR, José do (org.). Economia de museus. Brasília: MinC/IBRAM, 2010. p. 22-52.

Gleyce Kelly Heitor/Recife (1982) – Vive e trabalho no Rio de Janeiro
Educadora e pesquisadora. Graduada em História (UFPE), mestre em Museologia e Patrimônio (Unirio-Mast) e doutoranda em História Social da Cultura (PUC-RJ). Tem experiência com projetos voltados para as colaborações entre o museu e a escola, formação de mediadores e programas públicos em museus. Suas pesquisas têm como temas a relação entre o museu, a arte contemporânea e a educação. As interfaces entre a museologia e o pensamento social brasileiro e as relações entre os museus e os movimentos sociais. Se interessa pelas pedagogias feministas e populares e por práticas de mediação extra-institucionais. No Rio de Janeiro, atuou como pesquisadora/educadora do Núcleo Experimental de Educação e Arte do MAM – RJ (2011-2012) e integra, desde 2013, a equipe responsável pela implementação da Escola do Olhar – Museu de Arte do Rio, onde ocupa atualmente o cargo de Coordenadora Pedagógica. Foi contemplada, em 2016, com a bolsa de Intercâmbio Acadêmico IBRAM – Escola do Louvre, através da qual realizou um estágio profissional na Diretoria de Mediação e Programação Cultural do Museu do Louvre.

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