Nós os objetos e eles os sujeitos. Ecologia estética das relações humanas e o não humanas aplicadas à prática artística

Nós os objetos e eles os sujeitos. Ecologia estética das relações humanas e o não humanas aplicadas à prática artística

Professores: Michelle Sommer e Daniel Steegmann Mangrané
03 de maio a 28 de junho
Quarta-feira das 19h30 às 22h30
R$ 380,00/mês

Conteúdo
Há um sentimento crescente na cultura contemporânea de que as tradicionais categorias de “humanidade” e “mundo” — a espécie e o planeta, as sociedades e seus ambientes, os sujeitos e os objetos, a cultura e a natureza, o pensamento e o corpo — entraram, já faz algum tempo, em colapso.

Mas se não há mais objetos e sujeitos claramente diferenciados, mas híbridos mais ou menos complexos, as relações entre a natureza e a cultura devem ser repensadas de forma completamente diferente.

Este é um momento de vital importância para as artes: pois se não há mais objetos e sujeitos tal e como os concebemos, a relação entre espetador e obra de arte também deve ser repensada a partir das dinâmicas de transformações mútuas que entre eles se estabelecem.

Partindo das práticas de alguns dos mais importantes pensadores e artistas atuais – Eduardo Viveiros de Castro, Lothar Baumgarten, Bruno Labour, Tino Sehgal, Davi Kopenawa ou Renata Lucas – e da análise do trabalho pessoal dos participantes, veremos como este colapso do entendimento tradicional do mundo é um prato cheio de oportunidades de engajamento impulsionado pela arte em suas propulsoras imaginações conceituais.

Esta é pois, uma proposição de encontros para discutir ecologia estética das relações humanas e não humanas aplicadas à prática artística.

Metodologia
08 encontros, dos quais:
- 06 encontros onde se apresentarão e debaterão textos de pensadores, práticas de artistas contemporâneos e projetos curatoriais recentes e serão realizadas clínicas de debate de proposições artísticas dos participantes.
- 02 encontros-clínicas externas, em formato studio visit, com artistas residentes no Rio de Janeiro e que tenham práticas vinculadas aos debates do curso.

Michelle Sommer
Doutora em História, Teoria e Crítica de Arte pelo PPGAV/UFRGS (2012-2016), com estágio doutoral junto à University of Arts London / Central Saint Martins (2015) na área de estudos expositivos, com bolsas CNPQ e CAPES, respectivamente. É mestre em Planejamento Urbano e Regional pelo PROPUR/UFRGS (2003-2005) na área de cidade, cultura e política e arquiteta e urbanista pela PUCRS (1997-2002). É autora do livro ‘Práticas Contemporâneas do Mover-se’ (2015), resultante de premiação pública Rumos Itaú Cultural 2013-2014 e ‘Territorialidade Negra: a herança africana em Porto Alegre, uma abordagem sócio-espacial’ (2011), resultante de premiação pública Fumproarte. Em 2016 foi curadora residente no Museo Experimental del Eco, da Universidade Autônoma do México (UNAM), fruto de premiação para residência internacional do Centro Cultural São Paulo. É integrante do corpo docente na Escola de Artes Visuais Parque Lage / RJ e, atualmente, em conjunto com Gabriel Pérez-Barreiro, prepara exposição sobre o pensamento crítico de Mário Pedrosa para o Museu Reina Sofia / Madri, para abril de 2017, com ênfase em arquitetura e arte moderna brasileira. Contribui regularmente para publicações nacionais e internacionais e realização de projetos de artes visuais em diversos formatos, incluso coordenação de residências artísticas. Atua no ensino, pesquisa, crítica e curadoria de artes visuais.

Daniel Steegmann Mangrané nasceu em 1977 em Barcelona, Espanha, e vive no Rio de Janeiro desde 2004. Seu trabalho tem sido mostrado extensivamente em museus do mundo todo como por exemplo o Museu de Arte Moderna de Medellín (2016), Inhotim, Brumadinho (2016), Museu de arte moderna do Rio de Janeiro (2015), CRAC Alsace (2014), Centro de arte 2 de Mayo de Madrid (2014), Museu de arte moderna de São Paulo (2013), Casa França Brasil (2013), a Renaissance Society de Chicago (2013), Museu Experimental el Eco da Cidade do México (2013), ou o Museu de Rivoli de Torino (2012). Também tem participado das bienais e trienais de Berlin (2016), do New Museum de New York (2015), de Cuenca (2014), de Marrakesh (2014), do Mercosul (2013) e de São Paulo (2012).

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