EAV Parque Lage

Por que estudar arte hoje?

Por que estudar arte hoje?

Para inaugurar o primeiro semestre de 2021, os professores da Escola de Artes Visuais do Parque Lage reúnem-se em uma programação online – gratuita e aberta ao público – em torno de uma única questão: “Por que estudar arte hoje?”. As transmissões se dedicam a apresentar aos interessados – alunos, ex-alunos, futuros alunos – as várias possibilidades de formação e experimentação que compõem esta escola de arte livre. Diante de tantas urgências, num mundo fraturado e em franca transformação, a EAV Parque Lage propõe uma discussão pública em torno da potência da imaginação, da realização e da criação. As conversas provocarão uma reflexão crítica sobre as ideias e formas que realizamos no mundo. A arte, a partir das experiências contemporâneas e históricas, será abordada como um terreno complexo, híbrido – altamente afetado pelas transformações sociais em curso. Criada de maneira coletiva, a programação aposta no cruzamento entre professores de áreas distintas, provocando atravessamentos entre diferentes poéticas, cursos e linguagens.

Partindo desta pergunta, nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro, por meio de diálogos transmitidos ao vivo, nossos professores e professoras de diversos cursos se reúnem em duplas ou trios para compartilhar suas reflexões em torno desta e de outras questões.

Entre os dias 1º e 05 de março, todos os links de acesso aos cursos on-line oferecidos pela Escola de Artes Visuais estarão disponíveis gratuitamente. Durante as aulas abertas, será possível conhecer um pouco de cada professora e professor, tirar dúvidas sobre os cursos, suas metodologias e abordagens. A participação é livre e ilimitada.

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Videoarte e filme de artista
Anna Bella Geiger e Marcos Bonisson
26/02, às 11h
YouTube
A partir de suas práticas artísticas e de ensino, os professores comentam suas trajetórias e produções atuais de artistas que trabalham com videoarte e filme de artista.

 

Cotidianos e práticas artísticas
Anna Costa e Silva, Millena Lízia e Walla Capelobo
26/02, às 14h
YouTube
Quais dimensões cotidianas e sociais atravessam as práticas artísticas? Nesta conversa, as professoras investigam estas proximidades e distanciamentos e como a/o artista se posiciona poeticamente e politicamente neste debate.

 

Qual a dimensão do som na atualidade?
Ana Emerich e Manata Laudares
26/02, às 16h
YouTube
A partir de suas práticas artísticas e de ensino os professores abordam o som em suas múltiplas relações com o campo estético, atualizando o debate em torno das urgências contemporâneas.

 

Por que inventar arte hoje?
Daniela Seixas e Deise Alcantara
27/02, às 10h
YouTube
As professoras do curso Arte no Parque convidam seus alunos para pensar a arte como ferramenta de invenção de mundos, refletindo também sobre os novos desafios para a criação coletiva em tempos de ensino remoto.

 

Corpo, performance e ritual
Camilla Rocha Campos e Nadam Guerra
27/02, às 14h
YouTube
A inserção do corpo e da performatividade nas práticas artísticas em suas dimensões ritualísticas, estéticas e cotidianas serão o mote desta conversa.

 

Formas, figuras e abstrações
Paulo Couto e Valerio Ricci Montani
27/02, às 16h
YouTube
Nesta conversa serão abordados temas fundamentais em torno da composição visual na prática artística dos pontos de vista históricos, sociais e estéticos.

 

Relações: ciclos e processos artísticos
Iole de Freitas e Mariana Manhães
27/02, às 18h
YouTube
Mariana Manhães partilha com Iole de Freitas as permanências e atualizações em torno das reflexões sobre o acompanhamento de processos artísticos de alunos, a partir de sua trajetória como sua ex-aluna até se tornar professora da EAV Parque Lage.

 

Pintura hoje
Bruno Miguel e Luiz Ernesto
28/02, às 16h
YouTube
Quais as urgências e ressonâncias dos trabalhos de pintura na atualidade? Um dos meios mais tradicionais do campo da arte, a pintura se mantém até hoje atualizada e em constante transformação. A partir de suas práticas artísticas e práticas de ensino os professores analisam estas e mais questões.

 

Outras pinturas
Bernardo Magina e Clarissa Diniz
28/02, às 18h
YouTube
Para além dos grandes nomes recorrentemente citados na historiografia tradicional da arte brasileira, os professores comentam a importância da pesquisa e difusão sobre o trabalho e trajetória de pintores e pintoras cuja relevância permanece invisibilizada.

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AULAS ABERTAS*
*Alguns cursos estão sujeitos à lotação

O Desenho na Arte Contemporânea
Valerio Ricci Montani
01/03, de 15h às 17h
Zoom – https://us02web.zoom.us/j/85195100759?pwd=eG1PNFkvbkVISFZaUlVtcmVQTEk4dz09 Senha de acesso: aula2021
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Práticas Artísticas de Vida
Anna Costa e Silva
01/03, de 19h às 22h
Zoom – https://us02web.zoom.us/j/86237449490?pwd=YUlXTXM3ZHBZN0xQdDRZMzlYL1FWUT09
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Arte Brasileira – Passagens e Permanências
Paulo Couto
01/03, das 19h às 21h
Google Meet – https://meet.google.com/yaq-swpz-knv
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Fotografia Expandida [ Edição Especial ] – Turma 1
Denise Cathilina
01/03, de 14h às 17h
Zoom – https://is.gd/FOTO_EXPANDIDA_TARDE
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Stencil em Base Fotográfica – da Gravura à Arte Urbana
Julio Castro e Ana Clara Lemos
01/03, das 19h às 21h
Google Meet – meet.google.com/zxi-qrfe-gzb
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Fotografia Expandida [ Edição Especial ] – Turma 2
Denise Cathilina
01/03, de 19h às 22h
Zoom – https://is.gd/FOTO_EXPANDIDA_NOITE
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Cor e Forma – Turma 1
Bernardo Magina
02/03, de 15h30 às 17h30
Inscreva-se para a aula aberta aqui
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Fotografia e Imagens Técnicas – Desenvolvimento de Projetos – Turma 1
Denise Cathilina
02/03, de 10h às 13h
Zoom – https://is.gd/FOTOGRAFIA_PROJETOS_MANHA
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Desenho de Observação. Processos e outras práticas poéticas
Valerio Ricci Montani
02/03, de 10h às 13h
Zoom –  https://us02web.zoom.us/j/85195100759?pwd=eG1PNFkvbkVISFZaUlVtcmVQTEk4dz09
Senha de acesso: aula2021
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Experiências Epidérmicas/Epidêmicas: Movimentos para Organizações de Cadernos de Artistas-pesquisadoras/es
Millena Lízia
02/03, de 18h às 21h
Google Meet – https://meet.google.com/jbz-coya-rpw
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Fotografia e Imagens Técnicas – Desenvolvimento de Projetos – Turma 2
Denise Cathilina
02/03, de 19h às 22h
Zoom – https://is.gd/FOTOGRAFIA_PROJETOS_NOITE
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Pintura Brasileira: Lado B
Bernardo Magina e Clarissa Diniz
02/03, de 19h às 21h30
Zoom – https://us02web.zoom.us/j/85894802644
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Fotografia Iniciante
Thiago Barros
02/03, de 19h às 21h
Google Meet – https://meet.google.com/uzk-wzgc-nus
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Arte Sonora
Manata Laudares
02/03, de 19h às 22h
Google Meet – https://meet.google.com/bqa-eoux-nmc
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O Processo do Artista: Fios para Labirintos
Mariana Manhães
03/03 – de 10h às 12h
Google Meet – https://meet.google.com/hdp-fwaf-dic
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Dinâmica das Cores
Bernardo Magina
03/03, de 10h às 12h30
Zoom – https://us02web.zoom.us/j/81323895012?pwd=aHZDbUhVd0FBTDVRZm1xbkxPRDlDZz09
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Arte como Conhecimento
Franz Manata
03/03, de 11h às 13h
Google Meet – https://meet.google.com/bkf-owzq-ums
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Colagem como forma de pensamento – Turma 1
Pedro Varela
03/03, de 17h às 19h
Google Meet – https://meet.google.com/mjg-ipbd-xvk
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Problemáticas em curadoria
Clarissa Diniz
03/03 de 19h às 21h
Google Meet – https://meet.google.com/dkq-ymvm-gmm
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Ao Sentir Cheiro de Floresta
Mariana Manhães
03/03 – de 19h às 21h
Google Meet – https://meet.google.com/hkx-ztpd-svp
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Arte e(m) Contexto
Lucas Icó
03/03, de 19h às 21h
Google Meet – https://meet.google.com/pbw-xwrt-iry
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Cor e Forma – turma 2
Bernardo Magina
03/03, de 19h às 21h
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O Processo Criativo – Assoviando e Chupando Cana
Charles Watson
03/03, de 19h30 às 21h30
Inscreva-se para a aula aberta aqui
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Arte Figurativa, Arte Abstrata, Arte Conceitual – Fronteiras e Continuidades
Paulo Couto
04/04, de 19h às 22h
Google Meet – https://meet.google.com/him-dnxh-ojr
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Colagem como forma de pensamento – Turma 2
Pedro Varela
04/03, de 17h às 19h
Google Meet – https://meet.google.com/mjg-ipbd-xvk
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Bios em ordem cronológica de participação

ANNA BELLA GEIGER

Nasceu no Rio de Janeiro em 1933. Graduada em Línguas Anglo-Germânicas na Faculdade Nacional de Filosofia (UFRJ). Ainda nos anos 1950 estudou História da Arte e Sociologia da Arte com Hanna Levy Deinhardt na New York University e na New School for Social Research. Participou da 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata em 1952 no Rio de Janeiro. Com sua obra abstrata, ganhou o primeiro Premio Casa de las Americas, Havana, Cuba, em 1962. Tem exposto regularmente desde então, em exposições individuais e coletivas no Brasil e no Exterior, como em várias Bienais Internacionais de São Paulo, Veneza, Bienalle du Jeune (Paris, 1967), II Bienal de Liverpool, 5 éme Biennale Internationale de Photographie, (Liège, 2000) e na Trienal Poligráfica de San Juan, 11th International Biennial Exhibition of Prints in Tokyo (1979). Seus trabalhos integram coleções como a do MoMA (Nova York), do Centre Georges Pompidou (Paris), Tate Modern e Victoria and Albert Museum (Londres), Getty Institute (Los Angeles), The FOGG Collection (Boston), Hank Hine – TAMPA Museum, Flórida entre outras. Publicou, com Fernando Cocchiarale, o livro Abstracionismo geométrico e informal (Funarte, 1987). Ensina no Higher Institute for Fine Arts (HISK), Ghent, Antuérpia e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), Rio de Janeiro.

MARCOS BONISSON

Artista, Mestre em Ciência da Arte (UFF) e Doutorando em Estudos Contemporâneos das Artes (UFF). Nasceu e trabalha na cidade do Rio de Janeiro. É graduado em Letras (UNESA) e pós-graduado em Arte e Cultura (UCAM). Estudou gravura, desenho, cinema e fotografia na EAV – Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1977–1981), onde, atualmente, é professor autônomo nos cursos livres de Introdução à Videoarte e Conversações sobre escritos de arte com o Curador Fernando Cocchiarale. Marcos Bonisson participou de três Bienais Internacionais: 27ª Bienal Internacional de São Paulo, 2006.  Segunda Edição da BienalSur, 2019 e da XXI Bienal Internacional de Arte de Cerveira, Portugal, 2020. Além de ter participado em diversas mostras coletivas de Arte no Brasil e no exterior. Os seus três últimos filmes em parceria com o artista, Khalil Charif, já foram apresentados em mais de noventa festivais internacionais de cinema, ganhando dez diferentes prêmios na categoria de melhor curta experimental. Marcos Bonisson publicou os Livros, Arpoador (Editora Nau, 2011), Pulsar (Editora Binóculo, MAM, 2013) e ZIGZAG (Editora Bazar do Tempo, 2017). Suas mais recentes exposições individuais foram no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 2013, na Maison Européenne de la Photographie (MEP-Paris) em 2015, e na Galeria do Parque Lage em 2018, na condição de artista homenageado.

ANNA COSTA E SILVA

Rio de Janeiro, 1988. é artista visual, diretora e professora. Seus projetos acontecem nas interseções entre artes visuais, cinema, artes cênicas e práticas relacionais e se materializam em instalações, filmes, sons ou situações efêmeras. Mestra em Artes Visuais pela School of Visual Arts, NY, recebeu prêmios como FOCO Bradesco ArtRio, Bolsa Funarte de Produção Artística e American Austrian Foundation Prize for Fine Arts. Foi indicada ao Prêmio PIPA 2018 e 2020 e finalista do Prêmio Marcantonio Vilaça 2019. Entre suas exposições individuais destacam-se “Assíntotas” na Caixa Cultural, “Éter” no Centro Cultural São Paulo, “Púrpura”, uma experiência móvel pela cidade do Rio de Janeiro e “Ofereço companhia” na Galeria Superfície. Participou de coletivas em instituições e galerias como Casa França Brasil, Parque Lage, Pivô Pesquisa, A Gentil Carioca, Oi Futuro, Casa Triângulo, BienalSur, Buenos Aires, Art In Odd Places, NY, Contemporary Art Center, Lituânia, entre outras. Dirigiu a série documental “Olhar” sobre artistas visuais brasileiros para o Canal Arte1. Tem trabalhos em coleções públicas e privadas, entre elas o Museu de Arte do Rio. Em 2020, foi ganhadora do 1o prêmio de residência Terremoto Ubisoft.

MILLENA LÍZIA

Millena Lízia é uma existência nesse mundo em busca de uma caminhada com dignidades e saúdes. Planta e deseja colher. Busca as simplicidades, pois as coisas mais banais lhe chegam com camadas de desafios e complexidades. Tem visto em suas mãos seu coração.

Se reconhece como pesquisadora e artista contemporânea-ancestral-pra-depois-do-ano-2000, pelo menos é assim que vem se organizando desde as agitações diaspóricas das experiências pictóricas-epidérmicas vividas – apenas mais uma forma possível de apresentação, que deseja apontar que seu campo de atuação se faz na vida, nas relações, nos deslocamentos, nos enfrentamentos e nas fugas a partir da produção de imaginários.

Colabora há mais de dez anos com diversos encontros, produções, exposições coletivas, rodas, proposições educativas e publicações. Institucionalmente, estudou comunicação visual, montagem cinematográfica e arte contemporânea. É autora de “FAÇO FAXINA: bases contraontológicas para um começo de conversa sobre uma experiência epidérmica imunda” (2018), dissertação de mestrado em Estudos Contemporâneos das Artes pela Universidade Federal Fluminense (RJ). Compõe, sendo uma das articuladoras, o CIPEI – Círculo Permanente de Estudios Independientes (México-Brasil), plataforma de investigação de contra-pedagogias e contra-visualidades.

WALLA CAPELOBO

Walla Capelobo é mata escura e lama fértil. Afrotransfeminista  e anticolonial. Pesquisadora e artista que cria na espiral do tempo que cruza sua corpa_território. É conhecimento e continuidade herdada pela fina camada de sua pele. Na busca de ser semente crioula capaz de regenerar terras invadidas.  Em parceria com instituições, destaca-se a formação em História da Arte (EBA/UFRJ) e mestranda no PPGCA (IACS/UFF). Contribui em dois grupos de pesquisa, Interfluxos (IACS/UFF) e GeruMaa: Filosofia e Estética Africana e Ameríndia (IFCS/UFRJ). Compõe como coordenadora pedagógica da plataforma Desculonizacion: acción y pensamiento (México-Brasil). Colabora também no CIPEI – Círculo Permanente de Estudios Independientes (México-Brasil), plataforma de investigação de contra-pedagogias e contra-visualidades.

ANA EMERICH

Investiga diálogos entre som, lugar e perspectivas conceituais. Suas propostas articulam topologias da escuta, gravação de campo, imagem, memória e imaginação política no território da arte contemporânea. Tem interesse por poéticas de deslocamento e por práticas artísticas em imersão temporal. Atuou como regente à frente de orquestras e coros, e coordenou projetos musicais em instituições sinfônicas e teatros de ópera. Desde 2015, participa de residências artísticas, desenvolve trabalhos comissionados e suas criações são apresentadas em contextos expositivos, editoriais e cênicos – no Brasil e em países da América Latina e Europa. É bacharel em Música/Regência (UNICAMP), mestre e doutoranda em Arte e Cultura Contemporânea (UERJ).

www.anapaulaemerich.com

MANATA LAUDARES

Dupla de artistas brasileiros, residente no Rio de Janeiro, composta por Franz Manata (artista, pesquisador e professor) e Saulo Laudares (artista, professor e DJ). O duo se formou em 1998, a partir da observação acerca do universo do comportamento e da cultura da música contemporânea e, ao longo dos anos, vem investigando o papel social do artista e sua relação com a tradição na era da economia da informação. Seus trabalhos são programas que assumem diversos formatos, como espaços de imersão, instalações, residências e cursos, que se desdobram em produtos: fotografias, vídeos, objetos sonoros, etc. Os artistas  vêm realizando residências e participando de mostras, individuais e coletivas, dentro e fora do Brasil. Foram contemplados com o Prêmio Interferências Urbanas e indicados ao Prêmio Pipa, e possuem trabalhos em importantes coleções e acervos. Desde 2009 coordenam o programa Arte Sonora na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. São representados pela Sé Galeria – São Paulo, BR.

CHARLES WATSON 

Pesquisador, educador e palestrante especializado no Processo Criativo e Desempenho Otimizado. Formado pela Bath University na Inglaterra, ministra o workshop O Processo Criativo na EAV Parque Lage e MasterClasses em instituições culturais como Instituto Tomie Ohtake e MAM em São Paulo e Instituto Ling em Porto Alegre. Além de ministrar workshops e palestras em empresas como Natura, 3M, Shell e Globo. Sua pesquisa interdisciplinar, constantemente atualizada, investiga fatores que influenciam processos de inovação e criação com uma abordagem com base na arte contemporânea mas com viés interdisciplinar. Diretor e fundador do workshop internacional Dynamic Encounters, Charles realizou 59 projetos educacionais internacionais em mais de 20 cidades na Europa, Estado Unidos e América Latina, acumulando aproximadamente 2.000 horas de entrevistas, predominantemente com artistas e curadores mas também com profissionais de diversas áreas como genética e neurociência sobre seus respectivos processos de criação.

LUIZA CROSMAN

Nascida no Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 1987. Atualmente baseada em São Paulo.

Artista, escritora e educadora, o trabalho de Luiza Crosman percorre instalações, design especulativo, educação e dinâmicas institucionais, com especial interesse em metodologias diagramáticas e infraestruturais. Formada em Design Gráfico pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2008), com mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (2014) e pós-graduação em Estudos da Performatividade pela Apass (Bruxelas, Bélgica, 2017). Em 2020 foi pesquisadora no Strelka Institute – The Terraforming (Moscou, Rússia, 2020). Entre suas exposições e projetos, destacam-se: Open Skies (WIELS, Bruxelas, 2019); Afinidades afetivas (33ª Bienal de São Paulo, 2018); Unanimous Night (CAC, Vilnius, Lituânia 2017); e a plataforma educacional BLOCC – Building Leverage Over Creative Capitalism (Berna, 2019). Premiada no Sabam for Culture Awards (Bruxelas 2017) e nomeada no Prêmio Pipa (Brasil 2019).

DANIELA SEIXAS

Rio de Janeiro, 1984.  Vive no Rio de Janeiro.

Artista e professora. Mestre em Artes Visuais (UERJ). Atua com crianças na Escola de Artes Visuais do Parque Lage desde 2011, no CAp-UERJ desde 2015 e no Capacete em 2017. Exposições coletivas: In memoriam (Caixa Cultural/ RJ), 10ª Bienal do Mercosul (POA), Deslize (MAR/RJ), Through the surface of the page (DRCLAS/EUA), City as a process (2nd Rural Industrial Biennial of Contemporary Art/ RU), Prêmio EDP (Instituto Tomie Ohtake /SP), entre-vistas (EAV/RJ). Individuais: A riscar (Paço das Artes/SP), Drawing error (Zip’up/SP), Como habitar palavras ou outros objetos (Flip / Sesc Paraty).

DEISE ALCANTARA

Rio de Janeiro, 1982. Vive no Rio de Janeiro.

Formada em Artes Visuais pela UERJ e pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Cursando Mestrado em Arte, Educação e Currículo pelo CAp-UERJ. Professora na Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro e professora substituta de Design na CAp UERJ. Idealizadora, Organizadora e Mediadora da Jornada Arte- Pedagógica (E.M do Rio de Janeiro e UFRJ). Estuda círculos holísticos xamânicos, por meio da expansão da consciência no contato com a natureza, com o sagrado e de plantas mestras.

CAMILLA ROCHA CAMPOS 

Artista, professora e escritora. Auto-revolucionária, seu trabalho prevê sistemas coletivos que desarticulam mecanismos de distinções sociais e intelectuais que insistem em operar desmedidamente hierarquias de poder. Mestre em teoria e crítica de arte pela UERJ, Camilla faz parte da Plataforma 0101 de difusão da arte afro-diaspórica. Atua como diretora da residência artística internacional Capacete, em parceria com o MAM Rio, como professora e membro do Conselho de Educação da Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

NADAM GUERRA

Rio de Janeiro, 1977. Bacharel em Artes Cênicas (UniRio), doutor em história da Artes (UERJ). Vive no Rio de Janeiro e em Liberdade, MG, onde coordena o programa de residência para artistas (www.terrauna.com.br) e dirigiu o Ponto de Cultura e Sustentabilidade (2011-2015). Cria obras em texto, vídeo, objeto, jogo e performance. Se interessa pela conexão entre arte e magia ou em como a imaginação se torna vida. Quer salvar o mundo, mas se não der pelo menos vamos viver isso intensamente. Tem obras em parceria com Michel Groisman. Em 2003, criou com Domingos Guimaraens o Grupo UM, lançando o Manifesto UM pelo fim das fronteiras entre artes e organizando esculturas imateriais, teatros abstratos, humanogravuras e chanchadas conceituais. Com o coletivo Opavivará! fez o projeto Moitará, uma ação relacional de trocas.Ganhou os Prêmios: Arte Urbana Sec.RJ (2011), Interações Estéticas do MinC (2009), o Projéteis FUNARTE de Arte Contemporânea (2006), menção honrosa no Art.mov, MG (2006) e Prêmio de realização Dança em Foco (2010). Participou de residências no 102, França (2005), IFEA, UK (2008), URRA, Argentina (2016). Tem obras na coleção do MAM/RJ. Publicou, entre outros, os livros Materializador de sonhos (2012), Rupestre Contemporâneo (2013), Os 12 passos da Virgem do Alto do Moura (2014), Introdução à iconografia da Virgem do Alto do Moura (2016). Leciona cursos de performance na EAV Parque Lage desde 2008 e já levou suas oficinas para diversas instituições do Brasil, México e Argentina. Foi professor substituto na EBA-UFRJ (2016). Foi curador de diferentes festivais em eventos de performance, entre eles: Cinema Manual Convida (Sesc Copacabana 2003), Visor (vários locais (2004, 2005), V::E::R, (2005 – Parque Lage, 2011 – Terra UNA), Sara-há (Saracura, 2016), Panorama de Dança (2017) e Corpos Críticos (2018, 2019).

PAULO COUTO

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ, no qual desenvolveu a tese “Waldemar Cordeiro e o Concretismo”. Pesquisador das áreas de arte, cultura e comunicação. Foi aluno da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. É colaborador permanente da Revista O Fermento, onde publica artigos e ensaios.

VALERIO RICCI MONTANI

Campiglia Marittima, Itália, 1976, vive e trabalha no Rio de Janeiro. É artista visual e professor da EAV Parque Lage e da PUC Rio. É graduado e pós-graduado em Artes Visuais na Accademia di Belle Arti de Frosinone e de Roma, Itália. Foi residente na Résidence Artistique l’Echangeur 22, Avignon (2015), Mongin Artist in Residence Program em Seoul (2011) e na HSF – Harlem Studio Fellowship em Nova York (2009). Sua obras estão presentes nas coleções Gilberto Chateaubriand, MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Collezione Musumeci Greco, Roma; Normas Foundation, Roma, entre outras.

IOLE DE FREITAS

Artista. Realizou diversas exposições no Brasil e no exterior, entre as quais se destacam a 12ª Documenta de Kassel (2007) e as Bienais de Paris (1975) e Veneza (1978). Dirigiu o Instituto Nacional de Artes Plásticas (1988-1989). Desde 1994 é professora, orientando grupos de análise da produção artística contemporânea.

MARIANA MANHÃES

Artista que faz uso de diversos tipos de mídias, Mariana participou de exposições em instituições e galerias no Brasil, Alemanha, Estados Unidos, França, Inglaterra, China e Canadá. Realizou exposições individuais no CCBB-RJ, Paço Imperial (RJ), MAC Niterói (RJ) e, mais recentemente, na Central Galeria (SP). Recebeu prêmios e bolsas de instituições como Funarte, Salão da Bahia (Prêmio Gilberto Chateaubriand), entre outros. Em 2006 e 2017 foi finalista do Prêmio CNI SESI Marcantônio Vilaça. Participou também de residências artísticas em The Mattress Factory Art Museum (EUA) e na Bienal de Vancouver (Canadá).

www.marianamanhaes.com

BRUNO MIGUEL 

Artista, professor e curador. Formado pela EBA-UFRJ em lic. em artes plásticas e em pintura, fez inúmeros cursos na EAV. Parque Lage, inclusive, participou do programa “Aprofundamento” em 2010, e desde o ano seguinte é professor da escola. Como artista participa desde 2007 de exposições individuais e coletivas no Brasil e em países como EUA, Alemanha, Portugal, Peru, Bolívia, Colômbia, Argentina e Chile. Seu trabalho é representado comercialmente por galerias em Nova York, Lima, São Paulo e Belo Horizonte. Suas obras estão em importantes coleções institucionais e particulares e têm sido, ao longo dos últimos anos, selecionados por diversas residências artísticas internacionais. Fez também a curadoria de mostras individuais e coletivas em Londres, Rio de Janeiro e São Paulo.

LUIZ ERNESTO MORAES 

Artista plástico e professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage desde 1980. Ex- aluno desta escola, foi seu diretor de 1998 a 2002. Em 1992, contemplado com uma bolsa de estudos pelo Conselho Britânico, passou um ano na Escócia, no Glasgow Print Studio, onde desenvolveu uma série de trabalhos em diferentes técnicas de gravura. Desde 1979, tem participado de exposições individuais e coletivas. Seu trabalho desenvolve-se em diversos meios, como desenho, pintura, objetos e fotografia e, tem como ponto de partida, os objetos banais do cotidiano. Desde 2001, vem desenvolvendo um trabalho em fibra de vidro, resina de poliéster e fotografia. O artista é representado, no Rio de Janeiro, pela Silvia Cintra Galeria de Arte e, em São Paulo, pela Galeria Emma Thomas.

BERNARDO MAGINA

Artista. Nasceu em 1989, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. Mestre em Arte e Cultura Contemporânea pelo PPGARTES/ UERJ. Foi assistente de ateliê de Orlando Mollica e, posteriormente, lecionou junto ao mestre no curso de Desenho Contemporâneo na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Na mesma escola, foi aluno de Evany Cardoso, Gianguido Bonfanti, Suzana Queiroga, João Goldberg, Marcelo Campos e foi monitor nos workshops de cor de José Maria Dias da Cruz. Participa de exposições e pelo Studio Travellero realiza instalações, além das pinturas murais nas ruas.

CLARISSA DINIZ

Curadora, escritora e professora em arte. Mestre em história da arte pela UERJ e doutoranda em antropologia pela UFRJ, foi editora da revista Tatuí (revistatatui.com.br). Além de alguns livros publicados, tem textos incluídos revistas e coletâneas sobre arte e crítica de arte, a exemplo de Criação e Crítica – Seminários Internacionais Museu da Vale (2009); Artes Visuais – coleção ensaios brasileiros contemporâneos (Funarte, 2017); Arte, censura, liberdade (Cobogó, 2018); Amérique Latine: arts et combats (Artpress, março 2020). Desenvolve curadorias desde 2008 e, entre 2013 e 2018, atuou no Museu de Arte do Rio – MAR, onde realizou projetos como Pernambuco Experimental (2014), Dja Guata Porã – Rio de Janeiro Indígena (cocuradoria Sandra Benites, Pablo Lafuente e José Ribamar Bessa, 2017) e O Rio do Samba: resistência e reinvenção (cocuradoria Evandro Salles, Marcelo Campos e Nei Lopes, 2018) Em 2019, organizou a mostra À Nordeste (cocuradoria Bitu Cassundé e Marcelo Campos. Sesc 24 de Maio, São Paulo) e integrou o Curso de Formação e Deformação da EAV, processo anticoncluído com a exposição Estopim e Segredo.