Pós-documenta: ao sul de Kassel – 8, 9 e 16/11/17

Pós-documenta: ao sul de Kassel – 8, 9 e 16/11/17


RODAS DE CONVERSAS
8, 9 e 16 de novembro [quarta e quintas-feiras]
19h – 21h30 (dias 8 e 9)
17h – 20h (dia 16)
Salão Nobre

Programação aberta e gratuita, sem necessidade de inscrições
Os encontros serão em português, espanhol e inglês.
* Teremos equipamento de tradução para vinte participantes entregues por ordem de chegada

 
SOBRE O SEMINÁRIO
A Escola de Artes Visuais do Parque Lage, em parceria com o Goethe-Institut Rio de Janeiro, organiza três noites de conversas em torno da documenta 14.

“Pós-documenta: ao sul de Kassel” é o título dos encontros que reúnem artistas, curadores e pesquisadores para a construção de uma reflexão crítica acerca de grandes exposições internacionais, como a Bienal de São Paulo, fundada em 1951, e a Documenta de Kassel, fundada em 1955. Assinada em 2017 por Adam Szymczyk e sua equipe, a documenta 14 encerrou no último dia 17 de setembro e foi excepcionalmente realizada em duas cidades: Atena (Grécia) e Kassel (Alemanha), sob o título “Aprendendo com Atenas”.

A problemática da dívida pública da Grécia dentro da União Europeia, discutida no primeiro seminário da EAV Parque Lage (A tropicalização do Norte),
será atualizada e expandida. Pretende-se cercar os perigos que ameaçam a autonomia da curadoria e a liberdade de expressão dos artistas, reverberando precariedades e resistências, macro e micropolíticas. O formato de rodas de conversa, aberta a proposições.

Keyna Eleison (Brasil), Maria Belén (Colômbia) e Joaquín Sánchez (Paraguai) visitaram a documenta 14 com o apoio do Goethe e trazem seus relatos, somando sua experiência aos depoimentos dxs ex-estudantes da Escola premiadxs, Anitta Boa Vida e Odaraya Mello, que contaram com as interlocuções de Lisette Lagnado, Curadora de Ensino e Programas Públicos, e Ulisses Carrilho, Curador-assistente.

Comprometida com o questionamento acerca do caráter espetacular de grandes exposições internacionais e de sua atual disfuncionalidade, a roda de conversas será finalizada na noite do dia 16 de novembro com a presença de Marina Fokidis, curadora da documenta 14, fundadora da Kunsthalle Athens e da revista South As A State of Mind [O Sul como Estado de Espírito] para uma contribuição a partir das resistências e subjetividades no sul europeu.

 
PROGRAMAÇÃO
8/11, QUARTA_FEIRA – Gênero, raça e privilégio
9/11, QUINTA-FEIRA – Arte, censura e direito
16/11, QUINTA-FEIRA – Poder, capital e instituição

 
DOS PARTICIPANTES

Anitta Boa Vida (Rio de Janeiro, 1985). Vive no Rio de Janeiro.
Artista e estudante da EAV Parque Lage desde 2012. Em 2017, foi selecionada para bolsa-viagem a Atenas, Grécia e Kassel e Münster, Alemanha, com o apoio do Goethe Institut. Em 2017, Anitta Boa Vida participou das coletivas “Luxe Deluxe”, curadoria de Guilherme Gutman na Portas VilaSeca, e “Os corpos são as obras”, curadoria de Guilherme Baderna Altmayer e Pablo Leon de la Barra na Despina, ambas no Rio de Janeiro. Em 2016, integrou a mostra “Agora somos mais de mil”, curadoria de Marta Mestre no programa Curador Visitante do Parque Lage e realizou a residência/ocupação/acontecimento {|}XANADONA{|}, em parceria com Caroline Valansi, Aleta Valente e grande elenco na Gentil Carioca.

Joaquín Sánchez (Eusebio Ayala, Paraguai, 1977). Vive em La Paz, Bolívia e Assumpción, Paraguai.
Artista e curador independente. Desde 2012 vem desenvolvendo projetos curatoriais com jovens artistas bolivianos e do exterior. Em 2015 desenvolveu um projeto curatorial a partir da arquitetura andina, Arquitectura blanca. La pureza de lo complejo”. Em 2016 foi curador geral da Bienal Internacional de Arte SIART, que aconteceu nas cidades de La Paz, Cochabamba y Santa Cruz de la Sierra (Bolivia).

Keyna Eleison (Rio de Janeiro). Vive no Rio de Janeiro.
Curadora e pesquisadora independente. Graduada em Filosofia (UFRJ) e especialista em História da Arte e da Arquitetura (PUC-RJ) com ênfase em arte contemporânea, nos séculos XX e XXI. Na administração pública, coordernou o setor de artes visuais da Secretaria Municipal de Cultura da cidade do
Rio de Janeiro.

Lisette Lagnado (Kinshasa, Congo, 1961). Vive no Rio de Janeiro.
Crítica de arte e curadora independente. Doutora em Filosofia (Universidade de São Paulo), com uma tese sobre o Programa ambiental de Hélio Oiticica.
Foi curadora, em 2006, da 27ª Bienal de São Paulo (“Como Viver Junto”); da mostra “Desvíos de la deriva. Experiencias, travesias y morfologías” (2010), no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (MNCARS), em Madri; e do 33º Panorama do Museu de Arte Moderna de São Paulo (2013). De 2014 a 2017, dirigiu a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, onde hoje é Curadora de Ensino e Programas públicos.

María Belén Sáez (Barranquilla, Colômbia, 1970). Vive em Bogotá.
Advogada, crítica de arte e curadora independente. Diretora nacional de Departamento Cultural da Universidade Nacional da Colômbia, responsável pela gerência e programação de diversos equipamentos culturais e ex-chefe do escritório de Artes Visuais, departamento do Ministério da Cultura da Colômbia. Atualmente dirige o Museu de Arte da Universidade Nacional da Colômbia. Foi professora da Universidade de Los Andes e da Universidade Javeriana.

Marina Fokidis (Thessaloniki, Grécia). Vive em Atenas.
Curadora e escritora. Em 2014, foi diretora do escritório artístico Atenas e curadora-conselheira da documenta 14. É fundadora do Kunsthalle Athena e da revista bianual de arte e cultura South as a State of Mind, [O Sul como um estado da mente]. Em 2011, Fokidis foi uma das curadoras da 3ª Bienal de Thessaloniki. Foi também curadora do pavilhão grego da 51ª Bienal de Veneza (2003) e uma das curadoras da 1ª Bienal de Tirana (2001).

Monika Szewczyk
É escritora, editora, professora e curadora – geralmente em parceria com instituição de arte e ensino superior. Mudou-se para Atenas em janeiro de 2015 para integrar a equipe curatorial da documenta 14. De 2012 até 2014, desenvolveu o programa de Artes Visuais para o recém inaugurado Reva and David Logan Center for the Arts, University of Chicago. Antes, foi coordenadora editorial do Witte de With Center for Contemporary Art em Rotterdã (2008–2011) e curadora assistente da Vancouver Art Gallery (2004–2007). Lecionou na Emily Carr University de Vancouver (2002-2007), no Piet Zwart Institute em Rotterdã (2008-2012), na Academy of Art and Design de Bergen (2011), e na University of Chicago (2012-2014). Szewczyk tem artigos publicados em revistas, dentre elas Afterall, A Prior, F.R. David, Mousse, e-flux journal online e The Exhibitionist. É formada pela University of British Columbia em Relações Internacionais e História da Arte. Com mestrado na obra gravada de Vito Acconci, seu campo de pesquisa segue em torno das tradições orais e tecnologias.

Odaraya Mello (Rio de Janeiro, 1993). Vive no Rio de Janeiro.
Artista. Estudou na EAV Parque Lage em 2015. Iniciou suas práticas artísticas no grafite em 2006. Em 2015 integrou a mostra “Encruzilhada”, curadoria de Bernardo Mosqueira no programa Curador Visitante do Parque Lage e foi selecionado para bolsa-viagem ao Instituto Sacatar, na Ilha de Itaparica, Bahia. Em 2016 participou da mostra coletiva “O que vem com a aurora”, curadoria Bernardo Mosqueira na Casa Triângulo em São Paulo, “Ga mi Òrì – Fagun” sua primeira mostra individual em instituição pública acontecida no Centro Cultural São Paulo – SP com acompanhamento curatorial de Ana Maria Maia. Em 2017 participou de “Os corpos são as obras”, curadoria de Guilherme Baderna Altmayer e Pablo Leon de la Barra na Despina, no Rio de Janeiro e, foi selecionado para bolsa-viagem a Atenas, Grécia e Kassel e Münster, Alemanha, com o apoio do Goethe Institut.

Ulisses Carrilho (Porto Alegre, 1990). Vive no Rio de Janeiro.
Curador. Curador Assistente na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, cofundador do Solar dos Abacaxis e professor do Instituto Europeo di Design,
no Rio de Janeiro. Curador de “Aqui mis crímenes no serían de amor” (Cali, Colômbia) e “Morro” (Rio de Janeiro). Pós-graduação no programa de Economia da Cultura da UFRGS.


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