Seminário: A Síntese entre Arte, Arquitetura e Paisagem

mac-niteori

Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói) – Foto: Thiago Cortes
APRESENTAÇÃO
REGULAMENTO DO PRÊMIO
PROGRAMAÇÃO DO SEMINÁRIO
DIVULGAÇÃO DOS SELECIONADOS
SOBRE REYNALDO ROELS JR.
DO SEMINÁRIO: A SÍNTESE ENTRE ARTE, ARQUITETURA E PAISAGEM
Concepção pedagógica: Lisette Lagnado e Ulisses Carrilho

De forma circular, com grandes vãos, em estrutura essencialmente radial e uma passarela com uma centena de metros em curvas livres, o prédio do Museu de Arte Contemporânea de Niterói é desde sua gênese descrito como uma forma abstrata sobre a paisagem. Mas prédios, mesmo quando ganham a forma de um disco voador, são habitados por pessoas e cotidianamente postos em questão a partir de seus usos. A síntese, característica marcante do desenho de Oscar Niemeyer, e as complexas relações da arquitetura aplicada aos modos de vida na cidade, configuram o disparador inicial do seminário A SÍNTESE ENTRE ARTE, ARQUITETURA E PAISAGEM, expandindo a noção de espaço, fundamental para instalações.

Localizado entre a Baía de Guanabara e o Oceano Atlântico, o município de Niterói é o território em questão para os alunos que inscritos no seminário da presente edição. A uma ponte (ou balsa) de distância do Rio de Janeiro, o edifício de Niemeyer insere-se de forma vertical na costa da cidade, mas conduz também o visitante a mirar o outro lado, onde estão os morros do Corcovado e o Pão de Açúcar, provocando um pensamento sobre a relação entre centro e margens.

 
Segunda-feira, 25 de setembro

19h às 22h [aberto ao público]
Sara Ramo – Em torno da instalação. Mediação: Lisette Lagnado

 
Terça-feira, 26 de setembro

14h às 17h [apenas para inscritos e selecionados]
Lisette Lagnado e Ulisses Carrilho (EAV Parque Lage) – Escultura pública, instalação e monumento.
Apresentação do Skulptur Projekte Münster 2017, mostra de escultura pública no interior da Alemanha. Histórico da mostra e análise da quarta edição (2017).

19h às 22h [aberto ao público]
Zoy Anastassakis – Em meio a lugares em movimento, seguindo as trilhas dos acontecimentos: uma aproximação com a antropologia de Tim Ingold
A partir de uma aproximação com a antropologia de Tim Ingold realizada por meio da articulação de algumas das noções formuladas em seus mais recentes trabalhos (Being Alive, 2011; Making, 2013; The life of lines, 2015), a comunicação propõe um debate sobre as noções de lugar e acontecimento e suas implicações para a formulação e a produção de instalações artísticas em meio a ambientes edificados, tais como os museus de arte.

 
Quarta-feira, 27 de setembro

14h às 17h [apenas para inscritos e selecionados]
Iole de Freitas – Clínica

19h às 22h [aberto ao público]
Mario Novello – O Universo Inacabado: aula pública de cosmologia
Há uma nova ordem em construção na Cosmologia contemporânea capaz de produzir uma alteração substancial na ciência e que transborda para outros saberes. A razão para isso se deve à análise da dependência cósmica das leis físicas que induz a inesperada consequência de que as leis do universo estão ainda em formação. Somos assim levados à conclusão perturbadora de que vivemos em um universo inacabado.

 
Quinta-feira, 28 de setembro

14h às 17h [apenas para inscritos e selecionados]
Pablo León de La Barra – Clínica

19h às 22h [apenas para inscritos e selecionados]
Pablo León de La Barra – Clínica

 
Sexta-feira, 29 de setembro

14h às 17h [apenas para inscritos e selecionados]
Zoy Anastassakis – Clínica

19h às 22h [aberto ao público]
Cine Lage: Projeção do filme “Solaris”, de Andrei Tarkovsky

 
Segunda-feira, 2 de outubro
14h às 17h [apenas para inscritos e selecionados]
Alain Alberganti – Expressão, movimento e poética do espaço. Local: MAC Niterói

18h às 20h [aberto ao público]
Raphael Fonseca – Construções do Brasil no vai-vém das redes de dormir.
Esta fala é resultado de um estudo de doutorado baseado na relação entre as redes de dormir e construções de ideias em torno de “Brasil” e “brasilidade” a partir de representações iconográficas das mesmas. A investigação, portanto, lança luz sobre como as redes foram representadas por agentes discursivos com diferentes interesses no decorrer dos mais de cinco séculos de imagens dados desde o início da colonização portuguesa. Algumas relações entre as redes de dormir e noções de arquitetura e paisagem serão ressaltados nesse encontro a partir de estudos de caso transhistóricos.

 
Terça-feira, 3 de outubro

14h às 17h [apenas para inscritos e selecionados]
João Masao Kamita – “Oscar Niemeyer – a arte da suspensão no grande espaço”
Vencer o impulso da gravidade com uma arte que convencionalmente depende dela, este parece ser um dos paradoxos da arquitetura de Oscar Niemeyer. Entre os opostos gravitacionais – peso e leveza – a graça do arquiteto seria fazer flutuar a arquitetura. Não implantar, afundar, cravar o edifício no solo, mas antes pousar, levitar, suspender. Suspensão, contudo, significa movimento, no caso em questão, chama atenção a beleza do movimento, que para tanto precisa se “implantar” num espaço amplo e aberto para seu fluir desimpedido.

18h às 19h – Pesquisa na Biblioteca | Centro de Documentação e Pesquisa para preparar as perguntas à Fernanda Gomes.

19h às 21h30 [aberto ao público]
Fernanda Gomes – Entrevista aberta. Mediação: Ulisses Carrilho

 
Quarta-feira, 4 de outubro

14h às 17h [aberto ao público]
Guilherme Wisnik – Oscar Niemeyer: intuição trágica e repouso. Mediação: Ulisses Carrilho
Frequentemente interpretada como expoente de um hedonismo tropical e barroco, a arquitetura de Niemeyer, no entanto, pode ser interpretada como emblema de uma ruptura definitiva (moderna) com a unificação espacial barroca, individuando a arquitetura em formas isoladas e escultóricas. Daí o vazio impenetrável que envolve muitos de seus edifícios, como uma paisagem pintada por De Chirico.

19h às 22h [aberto ao público]
Matheus Rocha Pitta – Em torno da instalação. Mediação: Ulisses Carrilho

 
Quinta-feira, 5 de outubro

14h às 17h [apenas para inscritos e selecionados]
Clínica – Lisette Lagnado e Ulisses Carrilho

19h às 22h [aberto ao público]
Rafael Barcellos Santos – As ruínas do projeto moderno – Niemeyer em Niterói. Mediação: Rafael Fonseca
A Cidade (de) Niterói e o Caminho (de) Niemeyer – Os diversos projetos do arquiteto Oscar Niemeyer em Niterói, agrupados sob a denominação do Caminho Niemeyer, e as relações urbanísticas e arquitetônicas estabelecidas por cada uma de suas partes com a cidade existente, algumas delas construídas e outras apenas imaginadas e deixadas no papel, observadas sob a ótica de uma cronologia temporal e histórica, bem como de uma morfologia e tipologia arquitetônica e urbana.

 
Sexta-feira, 6 de outubro
14h às 17h [apenas para inscritos e selecionados]
19h às 22h [apenas para inscritos e selecionados]
Clínica – Lisette Lagnado e Ulisses Carrilho


BIOGRAFIAS

Alain Alberganti (Marseille, 1968)
Doutor em Estética (especialidades arte visual e teatro) pela Universidade Paris 8 (França). Em 2013, publicou, “De l’art de l’installation – La spatialité immersive” (“Da arte da instalação – A espacialidade imersiva”) na Editora L’Harmattan (Paris – França). Escreveu vários artigos sobre a arte da instalação em ligação com o corpo, o espaço urbano e o político. Realizou instalações e performances na França e no Rio de Janeiro, onde mora desde 2013.

Fernanda Gomes (Rio de Janeiro, 1960). Vive no Rio de Janeiro.
Artista visual, estudou na Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Tem diversas participações em exposições coletivas internacionais, como a Bienal de São Paulo (1994 e 2012), a Bienal de Veneza (2003) e a Bienal de Istambul (1995 e 2013).

Guilherme Wisnik (São Paulo, 1972). Vive em São Paulo.
Professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Crítico de arte e arquitetura, é autor de livros como Lucio Costa (2001), Caetano Veloso (2005) e Estado crítico: à deriva nas cidades (2009). É membro da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e da Latin American Studies Association (LASA). Foi curador da X Bienal de Arquitetura de São Paulo (2013), da Ocupação Cildo Meireles (2011), e da exposição Paulo Mendes da Rocha: a natureza como projeto (2012).

Iole de Freitas (Belo Horizonte, 1945)
Artista. Realizou diversas exposições no Brasil e no exterior, entre as quais se destacam a 12ª Documenta de Kassel (2007) e as Bienais de Paris (1975) e Veneza (1978). Dirigiu o Instituto Nacional de Artes Plásticas (1988-1989). Professora desde 1994, orienta grupos de análise da produção contemporânea.

João Masao Kamita (Curitiba, 1970). Vive no Rio de Janeiro.
Arquiteto, formado pela Universidade Estadual de Londrina, Mestre em História Social da Cultura pelo Programa de Pós-Graduação em História Social da Cultura/PUC-Rio e Doutor em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo-FAU-USP. É autor de Vilanova Artigas (2000), co-autor de Arquitetura Moderna Brasileira (2004), um dos organizadores de Um Modo de Ser Moderno: Lucio Costa e a crítica contemporânea (2004).

Lisette Lagnado (1961, Kinshasa, Congo). Vive no Rio de Janeiro.
Crítica de arte e curadora independente. Formada em Jornalismo e mestre em Comunicação e Semiótica (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), é doutora em Filosofia (Universidade de São Paulo), com uma tese sobre o Programa ambiental de Hélio Oiticica. Fundou, em 1993, o Projeto Leonilson, que permitiu organizar a primeira retrospectiva do artista, morto em decorrência da aids. Autora dos livros Leonilson. São tantas as verdades (São Paulo: Projeto Leonilson/Sesi/DBA, 1995) e Laura Lima. On_off (Rio de Janeiro: Cobogó, 2014), tem diversos artigos e ensaios publicados no Brasil e no exterior. Foi curadora, em 2006, da 27ª Bienal de São Paulo (“Como Viver Junto”); da mostra “Desvíos de la deriva. Experiencias, travesias y morfologías” (2010), no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (MNCARS), em Madri; e do 33º Panorama do Museu de Arte Moderna de São Paulo (2013). De 2014 a 2017, dirigiu a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, onde hoje é Curadora de Ensino e Programas públicos.

Mario Novello (Rio de Janeiro, 1942). Professor Emérito do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Recebeu em 2004 o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Lyon (França) por seus estudos sobre modelos cosmológicos sem singularidade. Autor de O que é Cosmologia? A Revolução do Pensamento Cosmológico (Zahar, 2006), entre diversas outras publicações.

Matheus Rocha Pitta (Tiradentes, 1980). Vive no Rio de Janeiro.
Artista visual. Remove os gestos de seu fundo biográfico e os apresenta como atos estéticos com uma dimensão histórica. Atraves do uso de fotografias, videos, esculturas e instalações, Rocha Pitta constroi seu próprio repertório de gestos, que são ativados diretamente com o público de suas exposições. Participou da Bienal de São Paulo (2010) e Bienal de Taipei (2014).

Pablo León de La Barra (Cidade do México, 1972). Vive no Rio de Janeiro.
Curador-chefe do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, curador para a América Latina do Museu Salomon R. Guggenheim de Nova Iorque e curador adjunto do MASP Museu de Arte de São Paulo, em São Paulo, Brasil. Foi diretor da Casa França-Brasil, Rio de Janeiro (2015-2016). Em 2016 foi co-curador da bienal SITE Santa Fe, Novo México, assessor curatorial da Bienal de Sidney, assim como da Segunda Bienal Tropical de San Juan, Porto Rico, da qual também é fundadador.

Rafael Barcellos Santos (Niterói, 1976). Vive no Rio de Janeiro.
Arquiteto graduado pela FAU-UFRJ, especialista e mestre em Metodologias de Intervenção no Patrimônio Arquitetônico pela FAUP, em Portugal, e doutor em Urbanismo pelo PROURB. Foi professor substituto na FAU-UFRJ, e atualmente é professor no curso MA.DE.IN do Istituto Europeo di Design do Rio de Janeiro.

Raphael Fonseca (Rio de Janeiro, 1988). Vive no Rio de Janeiro.
Curador do MAC-Niterói e professor do Colégio Pedro II. Doutor em Crítica e História da Arte pela UERJ. Recebeu Recebeu o Prêmio Marcantonio Vilaça de curadoria (2015) e o prêmio de curadoria do Centro Cultural São Paulo (2017). Curador residente na Manchester School of Art (Maio-Agosto de 2016). Entre suas exposições recentes, destaque para “Mais do que araras” (SESC Palladium, Belo Horizonte, 2017), “Quando o tempo aperta” (Palácio das Artes – Belo Horizonte e “Deslize ” (Museu de Arte do Rio, 2014).

Ulisses Carrilho (Porto Alegre, 1990). Vive no Rio de Janeiro.
Curador. Assistente de direção na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, cofundador do Solar dos Abacaxis e professor do Instituto Europeo di Design, no Rio de Janeiro. Curador de “Aqui mis crímenes no serían de amor” (Cali, Colômbia) e “Morro” (Rio de Janeiro). Pós-graduação no programa de Economia da Cultura da UFRGS.

Sara Ramo (Madrid, 1975). Vive em São Paulo.
Artista visual. Apropria-se de elementos e cenas do cotidiano, deslocando-os de seus lugares de origem e rearranjando-os em vídeos, fotografias, colagens, esculturas e instalações. Participou da Bienal de São Paulo (2010) Bienal do Mercosul (2013) e 28º Panorama da Arte Brasileira (2003).

Zoy Anastassakis (Rio de Janeiro, 1974). Vive no Rio de Janeiro.
Designer, estudou na Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestre e Doutora em Antropologia (PPGAS-MN/UFRJ). Professora Adjunta e atual Diretora da Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Esdi/UERJ), onde coordena o Laboratório de Design e Antropologia (LaDA). Pesquisadora associada à Research Network for Design Anthropology.


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