Quase cinema, quase música e quase aula
Se som local tiver sido feito use-o em algo pro futuro

Quase cinema, quase música e quase aula<br>  Se som local tiver sido feito use-o em algo pro futuro

HO CC3 Maileryn-Inhotim. Registro fotográfico: Marcos Bonisson

Professores: Bernardo Ramalho, Guilherme Gutman, Marcos Bonisson, Ricardo Siri

1º semestre 2019
16, 23 e 30 de março e 06 de abril
Sábado, 10:00–13:00
R$ 380,00

Em 2018, alguns de nós realizamos na cinemateca do MAM-RIo, um encontro no qual o pensamento foi atravessado pela música. A propósito deste atravessamento, muitas metáforas, se desdobraram em outras, também interessantes como direção de trabalho conjunto neste novo curso.

“A música flui como um rio”.
Indistinção entre música e imagem, sendo ambas água e fluxo.

A Imagem enlaçada à música.
Na combinação do trabalho com a espontaneidade free jazz de composição da experi-ência.

A música enlaçada à narrativa.
O som volta a desaguar em letras.

Em nova proposição, com parentesco de família, também realizada em “ambiente parti-cipativo”, optamos por uma sequência de aulas-performance, na qual a música, as ima-gens e as palavras buscarão laços. O quarteto propositor deste curso estará presente em todas as aulas.

Haverá a apresentação de material previamente trabalhado, ainda que um dos vetores do curso seja o de que se possa avançar sobre a possibilidade de exercícios e coopera-ções com os participantes.

Em busca de alguma originalidade, talvez sob a forma de novas metáforas-instrumentos o trabalho articula-se ao que se pode reconhecer historicamente, como performance, happening, e experimentalismos outros.

Como foco desta proposta, sob a forma de música de imagem e de pensamento, coloca-remos em diálogo a experiência introduzida por Hélio Oiticica com suas Cosmococas programa in progress, e as experiências e os materiais que viermos produzindo nestes oito encontros (somando os encontros no MAM-Rio e os da EAV-Parque Lage).

Este curso desdobrar-se em um outro – “Ouvindo vozes: quase música e quase cinema” – , acontecido recentemente no MAM-Rio, em proposta que inaugurou a experiência e que busca o seu seguimento, agora, com a nossa visita às Cosmococas.

De nossa parte, há o desejo de que as “aulas”, de que as visualidades e a música se entre-devorem.

Bibliografia
Hélio Oiticica e Neville D’Almeida, Cosmococa programa in progress. Fundación Eduardo F. Constantini, Centro de Arte Contemporânea Inhotim, Buenos Aires, 2005.

Conglomerado Newyokaises, Hélio Oiticica; organização Cesar Oiticica Filho e Frederico Coelho, Rio de Janeiro, Beco do Azougue, 2013.

Discografia
Jimi Hendrix, WarHeroes, 1972
Frank Zappa, Weasels ripped my flesh, 1970

Filmografia
Neville D’Almeida, Mangue Bangue, 1971
Marcos Bonisson, Héliophonia (vídeo – 17.14 min), 2002



1. Bernardo, Guilherme, Marcos e Siri apresentam-se.
2. Sobre as Cosmococas como referência para a pesquisa.
3. Conversas, músicas e imagens.
4. O quarteto será recebido pelos que estiveram conosco.

Bernardo Ramalho nasceu em 1982, em Niterói. É artista visual e músico. É envolvido em projetos múltiplos, que enlaçam visualidades – desenhos, telas, objetos e instalações – à música, que se enlaçam, em seu fluxo de grande originalidade. Atualmente, vive e trabalha no Rio de Janeiro – RJ, BR.

Guilherme Gutman é psicanalista, professor adjunto do departamento de psicologia da PUC-Rio e da EAV-Parque Lage, médico psiquiatra, crítico de literatura e de arte, curador independente. Autor, entre outros livros, de William James e Henry James: filosofia, literatura e vida (2015).

Marcos Bonisson é Artista e Mestre em Ciência da Arte (UFF). Nasceu e trabalha na cidade do Rio de Ja-neiro. É graduado em Letras (UNESA) e pós-graduado em Arte e Cultura (UCAM). Estudou gravura, desenho, cinema e fotografia na EAV – Parque Lage (1977–1981) onde leciona, atualmente. Participou da 27ª Bienal Internacional de São Paulo (2006), da XIX Bienal Internacional de Cerveira em Portugal (2017) e foi selecionado para a terceira edição da BienalSur (2019). Bonisson tem participado em diversas mostras coletivas e festivais de filmes experimentais no Brasil e no exterior. Publicou o Livro Arpoador (Editora Nau, 2011), o Catálogo Pulsar (Editora Binóculo, MAM, 2013) e o Livro ZiGZAG publicado pe-la Editora Bazar do Tempo e lançado no Paris-Photo em 2017. Suas mais recentes ex-posições individuais foram no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 2013 e a na Maison Européenne de la Photographie (MEP-Paris) em 2015 e na Galeria do Par-que Lage em 2018.

Ricardo Siri artista sonoro, músico e escultor. Trabalha com matérias distintas como metais e madei-ras entre outros materiais. Durante os últimos anos, vem construindo objetos que dialo-gam com a natureza, seja ela física ou abstrata. Sons gravados e produzidos pelo artista são transformados e ganham forma em seus objetos e esculturas. Siri cria instrumentos inusitados e os toca em suas performances, criando música com timbres inovadores.