EAV Parque Lage

QUESTÕES PRÁTICO-TEÓRICAS DA PINTURA NA CONTEMPORANEIDADE

QUESTÕES PRÁTICO-TEÓRICAS DA PINTURA NA CONTEMPORANEIDADE

Foto: Bruno Miguel

Professores: Luiz Ernesto e Bruno Miguel

Curso Contínuo 2020
06 de janeiro a 07 de dezembro
Segunda-feira, 19:00–21:00
R$ 415,00/mês

Os cursos contínuos acontecem de janeiro a dezembro e ficam abertos sem interrupção. É possível realizar inscrição para esses cursos a qualquer momento do ano na secretaria da escola.

O curso propõe acompanhamento e análise de trabalhos em pintura para alunos que já possuem trabalho em desenvolvimento neste meio, ou para aqueles interessados em estudos de análise de pintura.

Conteúdo
Através do debate crítico e das dinâmicas de apresentação e defesa das obras dos alunos se fomentará também o desenvolvimento teórico específico para artistas dispostos a se aprofundar nas questões da pintura na contemporaneidade. Curso voltado para pintores em nível intermediário e avançado.

Dinâmica
A cada aula, dois alunos apresentarão um pequeno conjunto de suas obras recentes para análise dos orientadores e discussão com o grupo. Regularmente serão convidados pintores atuantes no circuito nacional a apresentar suas pesquisas para a turma. Os interessados deverão apresentar portfólio com no mínimo cinco fotos de trabalhos recentes e um texto sucinto sobre os mesmos.

Bibliografia
ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna. Companhia das Letras, São Paulo, 2010.
FERREIRA, Gloria e COTRIM, Cecília (org.). Escritos de Artistas, anos 60/70. Editora Zahar, Rio de Janeiro, 2006.
FLORES, Laura Gonzales. Fotografia e Pintura: Dois meios diferentes?. São Paulo: Wmf Martins Fontes, 2011.
SCHWABSKY, Barry. VITAMIN P. Phaidon, 2011.
GODFREY, Tony.Painting Today. Phaidon, 2009.

Luiz Ernesto
Artista plástico e professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage desde 1980. Ex-aluno desta escola, Luiz Ernesto foi seu diretor de 1998 a 2002. Em 1992, contemplado com uma bolsa de estudos pelo Conselho Britânico, passou um ano na Escócia, no Glasgow Print Studio, onde desenvolveu uma série de trabalhos em diferentes técnicas de gravura. Desde 1979, tem participado de exposições individuais e coletivas. Seu trabalho desenvolve-se em diversos meios, como desenho, pintura, objetos e fotografia e tem como ponto de partida os objetos banais do cotidiano. Desde 2001, Luiz Ernesto vem desenvolvendo um trabalho em fibra de vidro, resina de poliéster e fotografia. Sobre este trabalho o crítico Paulo Sérgio Duarte, num texto intitulado “A solidão das coisas calmas”, escreveu: “O que são esses trabalhos de Luiz Ernesto? Não são telas, nem é pintura, ao menos no sentido convencional. No entanto com esta se assemelham, não pela forma no sentido estrito, digamos que lembram a pintura pelo que em inglês chama-se shape. Na sua fabricação obedece aos procedimentos da escultura. Têm um molde e lá o artista deita seus lençóis de fibra, seus solventes e suas figuras e suas palavras. Apesar de suas dimensões, o verdadeiro tema dos quadros é a nostalgia de um mundo em miniatura, sem violência ou nervosismo, onde as coisas calmas pudessem usufruir a sua solidão.” O artista é representado no Rio de Janeiro pela Silvia Cintra Galeria de Arte.

Bruno Miguel
Nasceu no Rio de Janeiro, em 1981, cidade onde vive e trabalha. Formou-se em artes plásticas e pintura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 2009. Fez diversos cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2007, realizou a exposição Homenagem à pintura contemporânea, sua primeira individual, na Vilaseca Assessoria de Arte, Rio de Janeiro. Recebeu Menção Honrosa Especial na V Bienal Internacional de Arte SIART, em La Paz, Bolívia, também em 2007. No mesmo ano, ganhou bolsa da Incubadora Furnas Sociocultural para Talentos Artísticos. Participou da exposição Nova Arte Nova, apresentada no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, em 2008, e em São Paulo, no ano seguinte. Em 2009, participou novamente da Bienal de La Paz, e da mostra Nouvelle Vague, na galeria Laura Marsiaj Arte Contemporânea. Em 2010 participou das mostras Tinta Fresca , na galeria Mariana Moura em Pernambuco, do Salão de artes de Itajaí, e da mostra Latidos Urbanos no MAC de Santiago, Chile. Realizou, no Rio de Janeiro, as exposições individuais Spring Love, no Largo das Artes, em 2010, e Have a Nice Day!, na Luciana Caravello Arte Contemporânea, em 2011. Neste ano, também participou das mostras Nova Escultura Brasileira, na Caixa Cultural, Rio de Janeiro, e Fronteiriços, nas galerias Emma Thomas, São Paulo, e Luciana Caravello Arte Contemporânea. Em 2012, participa da mostra Novas Aquisições – Gilberto Chateaubriand no MAM e GramáticaUrbana, no Centro de Arte Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro, além da Individual DVCO, NON DVCOR, na galeria Emma Thomas em São Paulo.Em 2013 apresentou em dupla com Alessandro Sartore a exposição Ex-culturas no Museu da República. Em Nova Iorque, apresentou a individual Make Yourself at Home, na S&J Projects, além de participar das coletivas Sign of the Nation e Etiquette for a Lucid Dream em Newark. Ainda nesse ano apresentou a individual “Tudo posso naquilo que me fortalece” na galeria Luciana Caravello e “Todos à Mesa” na galeria Emma Thomas em São Paulo. Em 2014, participa da coletiva Encontro dos mundos e Tatu: Futebol, Adversidade e Cultura da Caatinga no MAR – Museu de Arte do Rio de Janeiro. Em 2015, realiza a individual Sientase em casa na Sketch Gallery em Bogotá. Apresenta também as individuais “A Cristaleira” no Oi Futuro – Flamengo, “A Viagem Pitoresca” na Caixa Cultural de Curitiba e “Essas pessoas na sala de jantar” no Paço Imperial do Rio de Janeiro e em 2016 no Centro Cultural São Paulo. Em Nova York realiza a individual “Seduction and Reason” na galeria Sapar Contemporary no segundo semestre de 2017. Vem atuando como curador junto a um grupo de jovens pintores, no projeto Mais Pintura desde 2013. Escreveu o projeto e fez a curadoria da mostra “A Luz que Vela o Corpo é a Mesma que Revela a Tela” apresentada na Caixa Cultural do Rio de Janeiro em 2017. Em 2018 participou da mostra “The world on Paper” no Palais Populair em Berlin e em 2019 realizou sua primeira institucional individual nos EUA, “You can`t take it with you?” na PCA&D, Lancaster Pennsylvania. Ainda em 2019 foi curador da exposição “Minha terra tem palmeiras” na Caixa Cultural do Rio e apresentou a individual “You don’t know me” na galeria Luciana Caravello. Deu aulas, em 2010, na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e é professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage desde 2011. Seu trabalho está em importantes coleções nacionais e internacionais. E ao longo dos últimos anos participou de residências artísticas em New Jersey, Vermont e Miami nos EUA e em lima no Peru. Sendo representado por galerias no Brasil, EUA e Peru.