Relações raciais e artes visuais e impressa

Relações raciais e artes visuais e impressa

Juliana Araujo. Mesa da AEANFDC na Feira de Arte Impressa do Tijuana, 2018.

Professor: Nathanael Araújo

Férias de Verão 2020
14 de janeiro a 06 de fevereiro
Terça e quinta-feira, 19:00–22:00
R$ 450,00 (parcela única)

A intensa visibilização de mulheres negras e homens negros produtores de manifestações artísticas têm exigido repensar os modos de construção da história nacional foi produzida e narrada nas variadas modalidades expressivas como também incitado à produção de novos lugares e possibilidades de produção de representação. O curso objetiva a produção de um livro coletivo desenvolvido ao longo dos encontros. Assim, não apenas debateremos sobre as relações entre as artes impressas atreladas às dimensões de raça e etnicidade, como daremos forma as nossas compreensões sobre o atual contexto das mudanças socioculturais e seus impactos nas artes.

Metodologia
O curso intercala teoria e prática experimental, onde aulas expositivas e leituras de textos serão combinadas com a análise de um conjunto de materiais artísticos. Além disso, estimularemos a reflexão sobre as questões mencionadas nos trabalhos dos alunos e a reflexão delas na construção de uma publicação coletiva de artista a ser construída ao longo do próprio curso.

Referências
ARAUJO, Nathanael. Experiências e memórias negras revisitadas: a transmutação poética. Jornal de Borda, Campinas, v. 4, p. 30 – 31, 17 mar. 2017.
BECKER, Howard S. Mundos da Arte. Lisboa: Livros Horizonte, 2010.
BITTENCOURT, Renata. Modos de Negra e Modos de Branca: o retrato “baiana” e a imagem da mulher negra no século XIX. Dissertação de Mestrado em História da Arte – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005.
CAMPOS, Ricardo. Identidade, imagem e representação na metrópole. In Ricardo Campos, Andrea Mubi Brighenti e Luciano Spinelli (orgs) Uma cidade de imagens. Produções e consumos visuais em meio urbano. Editora Mundos Sociais, Lisboa, 2011. (introdução)
CAMPOS, Ricardo. Introdução à cultura visual. Abordagens e metodologias em ciências sociais. Editora Mundos Sociais, Lisboa, 2013. (introdução)
DIDI-HUBERMAN, Georges. Imagens apesar de tudo. Lisboa. KKYM, 2012.
ENNE, Ana Lúcia S. A “redescoberta” da Baixada Fluminense: Reflexões sobre as construções narrativas midiáticas e as concepções acerca de um território físico e simbólico. pragMATIZES – Revista Latino Americana de Estudos em Cultura. Ano 3, número 4, semestral, março 2013. Disponível em www.pragmatizes.uff.br
LOTIERZO, Tatiana. Contornos do (in)visível: racismo e estética na pintura brasileira (1850-1940). SP: EDUSP, 2017.
MACEDO, Márcio. Hip-Hop SP: transformações entre uma cultura de rua, negra e periférica (1983-2013). Lúcio Kowarick e Heitor Frúgoli Jr. (organizadores). Pluralidade urbana em São Paulo. Vulnerabilidade, marginalidade e ativismos sociais. Fapesp, Editora 34, São Paulo, 2016.
MCCLINTOCK, Anne. Couro Imperial. Raça, gênero e sexualidade no embate colonial. Campinas, SP. Editora Unicamp, 2010. (Introd e cap 8).
MENEZES NETO, Hélio Santos. Exposições e críticos de arte afro-brasileira: um conceito em disputa. Catálogo da exposição Histórias Afro-Atlânticas, vol.2, 2018.
RIBEIRO, Ana Paula Alves; GAMA, Fabiene; ARAUJO, Nathanael; REINHEIMER, Patricia. Gênero nas Artes. REVISTA LUDERE, v. 5, p. 82-87, 2018.
SAMAIN, E. (org.). Como pensam as imagens? Campinas: Editora Unicamp, 2012.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Lendo e agenciando imagens: o rei, a natureza e seus belos naturais. Sociologia & Antropologia | Rio de Janeiro, v. 04.02: 391– 431, outubro, 2014.
SILVA, Mª Antônia C. Imagens de Permanência: Considerações acerca do Álbum Brasil Pitoresco de Charles Ribeyrolles e Victor Frond. Revista de História da Arte e Arqueologia, Campinas, n. 10, p. 51-62, jul./dez. 2009.

Nathanael Araújo é graduado em licenciatura em Ciências Sociais (UFF/2013) e mestre em Ciências Sociais (UFRRJ/2016). Doutorando em Antropologia Social pela UNICAMP, com experiência nas áreas de Antropologia e Sociologia Urbana, Antropologia e Sociologia da Arte e Estudos em Gênero e Sexualidade. Investiga as relações entre o mercado editorial, o mercado de arte e a produção das grandes cidades. É pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (NDD/CEBRAP), do Núcleo de Estudos de Gênero (PAGU/UNICAMP) e do Ateliê de Produção Simbólica e Antropologia (APSA/UNICAMP). Também é editor da Proa: Revista de Antropologia e Arte, onde co-organizou o dossiê Arte e Rua (2017) e o dossiê Antropologia e Arquitetura (2019). Organizou para a Revista Ludere o dossiê Gênero e Sexualidade (2018) e, mais recentemente, co-organizou o livro Imigração e Cultura Material: coisas e pessoas em movimento (Oikos, 2019). Tem oferecido e ministrado cursos sobre História, Sociologia e Antropologia dos Livros e da Edição em espaços como Casa Plana, Sala Tatuí e EAV Parque Lage.