Segunda pele: híbrido, memória, reciclagem

Segunda pele: híbrido, memória, reciclagem

Franz West – “Refresher” (1991)

Professora: Zoè Gruni

1º semestre
07 de março a 27 de junho
Terça-feira das 15h às 18h
R$ 380,00/mês
2º semestre
11 de julho a 19 de dezembro
Terça-feira das 15h às 18h
R$ 380,00/mês
 

Público-alvo
Estudantes e interessados em aprofundar a pratica da escultura e da performance na arte contemporânea. Não é indispensável ter habilidades ou conhecimentos prévios.

Introdução
O curso visa a produção de um objeto pensado como prótese do corpo, escultura que pode ser vestida e vivida usando materiais de reciclagem. Através do estudo de uma possível interação entre corpo e objeto, o objetivo será transformar este dialogo em ação performática. Por meio de aulas teóricas e práticas, num ambiente de troca e convivência, será proposto aos alunos desenvolverem projetos individuais.

Objetivos
Adquirir noções históricas artísticas para desenvolver uma capacidade critica sobre a disciplina da performance. Adquirir noções técnicas sobre: pesquisa de materiais, projeto e realização de um objeto-escultura, projeto e a realização de uma ação-performance. Desenvolver a própria linguagem e realizar um projeto individual.

Metodologia
O curso é dividido em aulas teóricas e práticas. No conteúdo teórico serão analisadas as obras e as técnicas dos artistas modernos e contemporâneos que utilizam a pratica de vestir a obra no próprio trabalho, com o auxilio de projeções de imagens e vídeos. As aulas práticas serão estruturadas como um laboratório/workshop, no qual os alunos desenvolvem projetos individuais.

Conteúdo
1. Corpo como linguagem: origem e historia da performance.
2. Segunda pele: interação entre corpo e objeto.
3. Identidades mutantes: experiências contemporâneas na era da comunicação.

Bibliografia
– AGUILAR, Gonzalo. Hélio Oiticica, a asa branca do êxtase: arte brasileira 1964-1980. Tradução: Gênese Andrade. Rio de Janeiro: Anfiteatro, 2016.
– Associação de estudantes da Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa. Marte n.3., de que falamos quando falamos de performance. Lisboa: Universidade de Belas Artes, 2008.
– BLOCK, René. 1961 Berlinart 1987. The Museum of Modern Art New York – Prestel, 1987.
– BORGES, Jorge Luis; GUERRERO Margarita. O livro dos seres imaginários. Tradução: Carmen Vera Cirne Lima. Porto Alegre: Editoria Globo (Sagitario), 1981.
– BRETT, Guy; DE CAMPOS, Haroldo; SALOMÃO, Waly; DAVID, Catherine. Hélio Oiticica. Rio de Janeiro: Projeto Hélio Oiticica, 1996.
– FLECK, Robert; CURIGER, Bice; BENEZRA, Neal. Franz West. London: Phaidon, 1999.
– LAGNADO, Lisette; CASTRO, Daniela. Laura Lima, On_off. Rio de Janeiro: Cobogó, 2014.
– LARRAT-SMITH, Philip. Louise Bourgeois, O retorno do desejo proibido. São Paulo: Instituto Tomie Ohtake, 2011.
– LARRAT-SMITH, Philip; MORRIS Frances. Yayoi Kusama, Obsessão infinita. São Paulo: Instituto Tomie Ohtake, 2013.
– NORI, Franziska; CHAVES, Xico. ZoèGruni 2004-2014, Mitopoiesi. Tradução: Ana Candida De Carvalho Carneiro. Firenze: Edizioni Il Ponte, 2014.
– OITICICA, Cesar . Hélio Oiticica, o restauro da obra. Rio de Janeiro: Azogue, 2015.
– RIVERA, Tania. O avesso do imaginário: Arte contemporânea e psicanálise. São Paulo: Cosacnaify, 2013.
– STILES Kristine; BIESENBACH, Klaus; ILES, Chrissie. Marina Abramovic. New York: Phaidon, 2008.

Zoè Gruni (Pistoia, Itália, 1982), vive e trabalha no Rio de Janeiro. Graduada em Pintura na Accademia di Belle Arti di Firenze, Itália, dedica-se a arte contemporânea desde 2001. Os trabalhos multimídia dela foram exibidos em muitas exposições na Itália, França, Inglaterra, Bulgária, Alemanha, Estados Unidos e Brasil. Entre outras: Intervenções Bradesco Artrio, Museu da Republica (Rio de Janeiro, 2016), La Torre di Babele, Centro Pecci Prato (Itália, 2016), Premio Fondazione VAF – Posizioni attuali dell’arte italiana, Palazzo della Penna, Perugia; Schauwerk, Sindelfingen (Stuttgart); Stadtgalerie, Kiel (Itália-Alemanha, 2014-2015), Sur Biennal, Torrance Art Museum, CA (U.S., 2013), MexiCali Biennial, Vincent Price Museum, Los Angeles (U.S., 2013), 54° Biennale di Venezia; Biennale Giovani Monza (Itália, 2011). Foi artista residente na FAAP de São Paulo em 2013 e em Raid Projects – Estside International de Los Angeles em 2011. Trabalhou com a Galeria Progetti no Rio de Janeiro. Atualmente colabora com a Galerie Depardieu de Nice na França e o trabalho dela é representado na Itália pela Galleria Il Ponte de Florença.

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