EAV Parque Lage

Seminário Emergência e Resistência - Pedagogias Radicais

Seminário Emergência e Resistência - Pedagogias Radicais

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A Escola de Artes Visuais do Parque Lage, em parceria com o Instituto Rubens Gerchman (IRG), apresenta o Seminário “Emergência e Resistência – Pedagogias Radicais”, uma série de encontros online abertos e gratuitos sobre pedagogias experimentais no ensino das artes contemplando o contexto da América Latina, Brasil e Rio de Janeiro. O seminário antecipa o lançamento de nova publicação feita pelo Instituto Rubens Gerchman sobre o projeto pedagógico-artístico de Rubens Gerchman (1942-2008), fundador e gestor da EAV Parque Lage nos anos 70.

O seminário, com mediação do curador da EAV Parque Lage, Ulisses Carrilho, pretende investigar experiências e exemplos pedagógicos radicais conectados às instituições, artistas e professores. Entendendo o hemisfério SUL como um espaço ainda a ser explorado e conectado entre si, as conversas partirão de um SUL global (América Latina) para um SUL regional (Brasil e, na sequência, Rio de Janeiro). Destacamos o nosso entendimento de SUL como espaços ainda vistos como periféricos e, aos quais ainda falta maior visibilidade pelo NORTE, e por esferas dominantes no plano de educação em geral.

Uma curadoria especial de documentos de arquivos do Memória Lage e do Instituto Rubens Gerchman estará disponibilizada em um tumblr, além de registros dos encontros e reflexões críticas elaboradas pela coletiva de pesquisa curatorial NaPupila.

O Seminário online é gratuito e com acesso livre. Acesse ao vivo pelo nosso canal do YouTube.

Concepção e organização: EAV Parque Lage em parceria com Instituto Rubens Gerchman com Isabella Rosado Nunes.


emergência e resistência

Créditos:
Foto de Marcelo Campos: Wilton Montenegro
Foto de Raquel Barreto: Branca Mattos
Foto de Inés Katzenstein: Alejandra López
Fotos de Santiago Navarro, Felipe Mujica, e Paola Santoscoy: fotógrafos desconhecidos
Foto da EAV Parque Lage [drone]: Felipe Azevedo

[1º CICLO]

EXPERIENCIAS LATINAS
16 de setembro – 15h às 17h
O primeiro ciclo conta com a participação de Marcelo Campos, Inés Katzenstein, Felipe Mujica, e com provocações críticas de Raquel Barreto, Santiago Navarro e Paola Santoscoy. O ciclo de abertura trará em pauta experiências de países do SUL Latino Americano, com profissionais cujas pesquisas e atuações convergem para espaços de arte com propostas de ensinos radicais. Destacando a EAV Parque Lage, o Instituto Torcuato di Tella em Buenos Aires (Argentina), e a Escola de Arquitetura de Valparaíso (Chile) – exemplos históricos que surgiram na América Latina na época de pouca liberdade de expressão – os participantes oferecem suas releituras através da perspectiva de suas atuações no campo da pesquisa nas artes.

[2º CICLO]

EXPERIÊNCIAS BRASILEIRAS
14 de outubro – 15h às 17h
Neste ciclo faremos um recorte brasileiro na investigação e implementação de práticas radicais em programas e eventos do Nordeste e Sul do Brasil, buscando colocar em evidência práticas artísticas que se encontram nas mais diferentes e únicas regiões do país. O debate traz questões sobre a valorização de figuras historicamente marginalizadas, e sobre o papel de artistas nos projetos educativos. Os convidados deste ciclo serão anunciados em breve.

[3º CICLO]

EXPERIÊNCIAS CARIOCAS
4 de novembro – 15h às 17h
O terceiro ciclo foca no Estado do Rio de Janeiro. Os convidados praticam o ensino e a pesquisa de arte em projetos não institucionalizados, ou problematizando o espaço tido como institucional. Todos exemplos se valem de redes para se fortalecer, e se dedicam às vivências singulares. Os convidados deste ciclo serão anunciados em breve.

[4º CICLO]

ESCOLA, PROJETO DE ARTISTA
25 de novembro – 15h às 17h
Para Rubens Gerchman, a EAV Parque Lage foi uma criação artística, mais uma de suas obras de arte. Neste encontro, pretendemos valorizar artistas como Gerchman e suas contribuições para o campo de arte-educação, com convidados que compartilharam práticas criativas em que os campos de arte e educação se cruzam, abordando o ensino artístico como um espaço de troca entre pares. Os convidados deste ciclo serão anunciados em breve.

[5º CICLO]

LANÇAMENTO [SITUADO] DO LIVRO
Sábado – 12 de dezembro
O final do seminário será marcado pelo lançamento do livro “Espaço de Emergência, Espaço de Resistência – Escola de Artes Visuais do Parque Lage 1975/1979. Uma experiência radical e coletiva idealizada e dirigida por Rubens Gerchman”, no dia 12 de dezembro, na EAV Parque Lage, observando todos os protocolos sanitários e exigências de segurança e prevenção demandados pelo período. “Espaço de Emergência, Espaço de Resistência” é a primeira publicação a reunir a trajetória da EAV Parque Lage. O livro destaca o período em que Rubens Gerchman criou e esteve à frente da instituição, a partir de falas do artista, além de documentos, cartas, recortes de jornal, material gráfico e depoimentos. Os princípios e as práticas pedagógicas da instituição, – que se consolidou como espaço de liberdade e cruzamento de meios e disciplinas –, são apresentados em textos de jornalistas, críticos e curadores. Na publicação, o leitor terá acesso a histórias coletivas contadas por artistas e profissionais que fizeram parte da história da EAV, e conhecerá o pensamento de Gerchman como “artista–educador”. O livro é uma realização do Instituto Rubens Gerchman (IRG), da ArtEdu Stiftung, e da Azougue Editorial.

Organização Clara Gerchman, Isabella Rosado Nunes e Sergio Cohn
Autores: Isabella Rosado Nunes, Suzana Velasco, Claudia Calirman e Evandro Salles.

Um registro histórico que faltava sobre uma iniciativa de alta relevância no cenário da arte e da educação no Brasil.

Todos os convidados e a programação completa serão anunciados em breve.


BIOGRAFIAS

Felipe Mujica (Santiago, Chile, 1974) estudou arte na Universidad Católica do Chile. Com Diego Fernández e José Luis Villablanca, foi cofundador do espaço dirigido por artistas Galería Chilena (GCH), que funcionou entre 1999 e 2005, primeiro como uma galeria de arte nômade e comercial e, depois, como um projeto de arte colaborativa, um “experimento” curatorial. No início de 2000, Mujica mudou-se para a cidade de Nova York, onde vive atualmente. Paralelo e inter-relacionado com o seu próprio trabalho, Mujica organizou e produziu muitos projetos colaborativos que incluem, em sua essência, em exposições e criações e publicação de livros. Seus projetos desejam compartilhar informações ao se materializarem enquanto ferramentas de trocas entre trabalhos colaborativos e do próprio artista, assim como fornecer material para pesquisa de figuras históricas. Entre essas publicações, vale destacar a feita em homenagem ao arquiteto Manuel Casanueva (1943–2014), antigo professor da Faculdade de Arquitetura da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso. Mujica está preparando atualmente sua primeira exposição institucional nos Estados Unidos, a ser inaugurada em julho de 2021, no Pérez Art Museum em Miami, Flórida.
Inés Katzenstein é curadora de arte latino-americana no Museum of Modern Art de Nova York (MOMA). É diretora do Instituto de Pesquisa Patricia Phelps de Cisneros para o Estudo da Arte Latino-americana. Foi diretora fundadora (2008-2018) do Departamento de Arte da Universidad Torcuato Di Tella de Buenos Aires, onde desenvolveu o Programa de Artistas e de Programa de Exposições. Foi curadora do pavilhão argentino da 52ª Bienal de Veneza e co-curadora da exposição Zona Franca da Bienal do Mercosul, ambas em 2007. De 2004 a 2008, foi curadora da Malba – Fundación Costantini em Buenos Aires. É Mestre pelo Center for Curatorial Studies, Bard College, Nova York.
Marcelo Campos é doutor em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFRJ (EBA-UFRJ), professor do Instituto de Artes da UERJ, e da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV Parque Lage). Tem textos publicados em periódicos e catálogos nacionais e internacionais. Realiza projetos curatoriais em diversas instituições brasileiras, entre as quais estão “Faustus”, de José Rufino (Salvador, 2009); “E agora toda terra é barro”, de Brígida Baltar, Centro Cultural Banco do Nordeste; “Sertão contemporâneo”, na Caixa Cultural RJ, e Salvador, todas realizadas entre 2008 e 2009. Membro dos Conselhos do Paço Imperial e do Museu Bispo do Rosário de Arte Contemporânea, é o Curador Chefe do Museu de Arte do Rio (MAR) desde 2018. Dentre seu trabalho de curadoria destacam-se, nos últimos anos, as exposições: Orixás, 2016 na Casa França Brasil; O Rio de Samba, 2018 no MAR; À Nordeste, 2019 no SESC 24 de Maio.
Raquel Barreto é historiadora e pesquisadora. Doutoranda, o tema da pesquisa de sua tese é o “Partido dos Panteras Negras e as relações entre visualidade, política e poder (1966-1974)”. Sua pesquisa de mestrado englobou as ativistas e intelectuais Angela Davis e Lélia Gonzalez. Em 2019, escreveu o prefácio para edição brasileira do livro “Angela Davis, uma autobiografia” (Boitempo, 2019). Foi a curadora do seminário “Negra presença: arte, política, estética e curadoria”, realizado no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC), em agosto de 2019. É co-curadora da exposição “Carolina Maria de Jesus, um Brasil para os brasileiros”, a ser realizada no ano de 2021 no Instituto Moreira Salles, em São Paulo. É co-tutora do programa de residência artística do MAM | Capacete (2020). Seu campo de interesse transita entre as produções artísticas negras e o pensamento político negro dissidente, produzido na Diáspora Africana, com interesse especial para as contribuições de mulheres negras.
Santiago García Navarro (Mar del Plata, 1973). Estudou Letras em Buenos Aires e no Rio de Janeiro. Tem uma vasta produção de textos críticos sobre artistas contemporâneos (Marcelo Grosman, Diego Bianchi, Erica Bohm, Lygia Clark e Hélio Oiticica, dentre outros). Tem colaborado como escritor e editor em projetos de artistas (Carla Zaccagnini, Mandla Reuter, Adrián Villar Rojas, Dora García, entre outros). Em novembro de 2020, a editora Ripio publicará seu livro ensaio-ficção “Um reino à beira-mar.” Como curador, realizou a exposição “Trust in Fiction” (CRAC Alsace, Altkirch, 2016, juntamente com Elfi Turpin), e expôs juntamente com Carla Zaccagnini em 2017 no espaço 68 Art Institute, em Copenhague. Em 2019, editou “Corrosión y anomalía. Perspectivas sobre arte en el siglo XXI boliviano” (Santa Cruz-La Paz: Kiosko-AECID, 2019) e, atualmente, prepara os volumes dois e três, a serem publicados entre os anos de 2020 e 2021. Tem ministrado seminários sobre arte contemporânea no Programa de Arte da Universidade Di Tella (Buenos Aires) desde 2009.
Paola Santoscoy é curadora de arte contemporânea. Formada em História da Arte pela Universidad Iberoamericana, possui mestrado em Estudos Visuais pela California College of the Arts, San Francisco. Desde 2012 é diretora do Museo Experimental el Eco, na Cidade do México. Em 2013, co-dirigiu a XI edição do SITAC (Simpósio Internacional de Teoria da Arte Contemporânea) estar-los-un-con-los-otros, juntamente com o curador brasileiro Marcio Harum. Em 2011, foi curadora adjunta da 8ª Bienal do Mercosul que acontece em Porto Alegre, Brasil. Em 2010, foi curadora da exposição La Naturaleza de las Cosas, que fez parte da 1ª Bienal das Américas em Denver, Estados Unidos. Atuou como curadora em diferentes espaços expositivos na Cidade do México: La Panadería (2000-2001), Museo de Arte Carrillo Gil (2001-2003) e no Museo Tamayo Arte Contemporáneo (2003-2007).
O Instituto Rubens Gerchman foi constituído em 2010 devido à necessidade de preservar, conservar, restaurar, difundir, disseminar, promover, publicar, produzir e divulgar o acervo e a memória do artista Rubens Gerchman, falecido em 2008. Tem como princípios norteadores os valores relacionados à promoção da cultura, a defesa e a conservação do patrimônio histórico e artístico, à promoção gratuita da educação; além de estudos e pesquisas, produção e divulgação de informações.
 
A coletiva NaPupila surgiu do interesse das pesquisadoras-curadoras Ana Lobo, Julia Baker e Michaela Blanc, de praticarem suas visões pessoais sobre o ofício e as responsabilidades da curadoria em arte contemporânea no contexto social e cultural. A coletiva funciona como um Hub de pesquisa curatorial online preocupado em criar elos entre artistas, produtores, curadores, pesquisadores, colecionadores e fomentadores de arte. A NaPupila tem como agenda a criação de diálogos com públicos e agentes relacionados à arte através da internet.
Realização e apoio