Vanitas e Memento Mori. Dialogo e Produção na Arte Contemporânea

Vanitas e Memento Mori. Dialogo e Produção na Arte Contemporânea

Felix Gonzalez-Torres, Untitled (Perfect Lovers),1987-1990.

Professor: Valerio Ricci Montani

2º semestre
15 de agosto 12 de dezembro
Quinta-feira, 14:00–17:00
R$ 350,00/mês

O curso é voltado a artistas com práticas em andamento que procurem orientação e acompanhamento de trabalhos, relacionando suas pesquisas com as práticas da arte contemporânea. Durante o semestre é proposto aos alunos o tema de pesquisa “Vanitas e Memento Mori”, a fim de desenvolver um projeto individual por meio de aulas teóricas e práticas.

Conteúdo
Imerso na imensidão infinita dos espaços que ignoro e que me ignoram, eu me apavoro. (Pascal, Pensamentos)
O niilismo está à porta: de onde vêm esse mais perturbador de todos os hóspedes? (Nietzsche, Fragmentos Póstumos)

O curso propõe explorar a sobrevivência na arte contemporânea da Vanitas e do Memento Mori. A Vanitas é um tema iconográfico que se desenvolveu ao longo das primeiras décadas do século XVII como uma variante da natureza-morta, com específicos elementos simbólicos alusivos ao tema da transitoriedade da vida.

Diversamente da Vanitas, o Memento Mori se encontra como motivo filosófico desde o período helenístico, todavia aproximam-se na possibilidade de expressar em chave alegórica e simbólica as reflexões sobre a morte e a caducidade da vida.

A partir das suas premissas históricas, procura-se analisar a atualidade dos dois temas e a sua sobrevivência nas práticas da arte contemporânea, pesquisando as linguagens artísticas que se colocam tanto em continuidade com os seus elementos formais, quanto esvaziando a iconografia tradicional.
Aspectos como transitoriedade, efemeridade, perda de um horizonte de sentido, que parecem marcar profundamente os nossos dias, são abordados junto a uma chave de leitura que inclui a categoria do niilismo como uma tendência fundamental que caracteriza a época contemporânea. São analisados artistas como Felix Gonzalez-Torres, Sam Taylor Wood, Jac Leirner, Luiz Zerbini, Marina Abramovic, Damien Hirst, Marc Quinn, Nan Goldin, David LaChapelle, On Kawara, entres outros.

Dinâmica
O curso é constituído de aulas teóricas e práticas, com o auxílio de material de apoio de projeções de imagens e vídeos. E’ incentivada a pesquisa e o trabalho dos alunos a partir de discussões coletivas e das aulas teóricas, até definir a produção de projetos individuais.

É incluída a possibilidade de uma exposição final do curso.

Bibliografia
AGAMBEN, Giorgio. Nudez. Belo Horizonte: Autêntica, 2014.
AGAMBEN, Giorgio. O que é o contemporâneo? e outros ensaios. Chapecó: Argos, 2009.
AGAMBEN, Giorgio. Profanações. São Paulo: Boitempo, 2007.
CHARBONNEAUX, Anne-Marie, Les vanités dans l’art contemporain. Paris: Flammarion, 2010.
DIDI-HUBERMAN, Georges. O que nós vemos, o que nos olha. Porto: Dafne Editora, 2011.
NITTI, Patrizia. C’est la vie! Vanités de Pompei a Damien Hirst. Paris: Flammarion, 2010.
RAVENAL, John. Vanitas: Meditations on Life and Death in Contemporary Art. Charlottesville: University of Virginia Press, 2000.
VOLPI, Franco. O Niilismo. São Paulo: Edições Loyola, 1999.

Valerio Ricci Montani, Campiglia Marittima, Itália, 1976.
Vive e trabalha no Rio de Janeiro. E’ artista visual e professor da EAV Parque Lage e da PUC Rio. E’ graduado e pós-graduado em Artes Visuais na Accademia di Belle Arti de Frosinone e de Roma, Itália. Foi residente na Résidence Artistique l’Echangeur 22, Avignon (2015), Mongin Artist in Residence Program em Seoul (2011) e na HSF – Harlem Studio Fellowship em Nova York (2009). Sua obras estão presentes nas coleções Gilberto Chateaubriand, MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Collezione Musumeci Greco, Roma; Nomas Foundation, Roma, entre outras.