Vanitas e Memento Mori - Diálogo e produção na arte contemporânea

Vanitas e Memento Mori - Diálogo e produção na arte contemporânea

INSCRIÇÕES ABERTAS
03 AGO – 21 DEZ 2017
QUINTA, 14:00–17:00
R$ 380,00/mês
PROFESSOR
Valerio Ricci Montani
  CRÉDITO DA IMAGEM
“Untitled” (Perfect Lovers), 1987-1990. Gonzalez-Torres

O curso é voltado a artistas com práticas em andamento que procurem orientação e acompanhamento de trabalhos, relacionando suas pesquisas com as práticas da arte contemporânea. Durante o semestre é proposto aos alunos o tema de pesquisa “Vanitas e Memento Mori”, a fim de desenvolver um projeto individual por meio de aulas teóricas e práticas.

Conteúdo
Imerso na imensidão infinita dos espaços que ignoro e que me ignoram, eu me apavoro. (Pascal, Pensamentos)
O niilismo está à porta: de onde vêm esse mais perturbador de todos os hóspedes? (Nietzsche, Fragmentos Póstumos)

O módulo propõe explorar a sobrevivência na arte contemporânea do tema da Vanitas e do Memento Mori. A partir das suas caraterísticas históricas tradicionais, são analisadas as linguagens artísticas que no sec. XX e XXI se relacionam com a Vanitas, tanto em continuidade com os seus elementos formais, quanto esvaziando a iconografia do gênero da natureza-morta. Temas como transitoriedade, efemeridade, incerteza, mortalidade, perda de um horizonte de sentido, são abordados em uma chave de leitura que inclui a categoria do niilismo como tendência fundamental que caracteriza a época contemporânea. São analisados artistas como Felix Gonzalez-Torres, Sam Taylor Wood, Jac Leirner, Luiz Zerbini, Marina Abramovic, Damien Hirst, Marc Quinn, Nan Goldin, David LaChapelle, On Kawara, entres outros.

Objetivos
Relacionar a pesquisa pessoal com as poéticas artísticas no âmbito dos movimentos da arte moderna e contemporânea. Adquirir capacidade critica sobre o próprio trabalho. Desenvolver a própria linguagem e realizar um projeto individual para exposição.

Metodologia
As aulas se baseiam na análise dos trabalhos e das pesquisas dos alunos. A partir de discussões coletivas, com o auxilio de projeções de imagens e vídeos como material de apoio, os alunos vão definir a produção de seus projetos individuais, incluindo a possibilidade de uma exposição final do curso.

Bibliografia
– Agamben, Giorgio. Nudez. Belo Horizonte: Autêntica, 2014
– Agamben, Giorgio. O que é o contemporâneo? e outros ensaios, tradução de Vinícius Nicastro Honesko, Chapecó – SC: Argos, 2009
– Agamben, Giorgio. Profanações. Tradução de Selvino Assmann, São Paulo: Boitempo, 2007
– Charbonneaux, Anne-Marie, Les vanités dans l’art contemporain. Paris: Flammarion, 2010
– Didi-Huberman, Georges. O que nós vemos, o que nos olha. Tradução G. Anghel e J. P. Cachopo, Porto: Dafne Editora, 2011
– Nitti, Patrizia. C’est la vie! Vanités de Pompei a Damien Hirst. Paris: Flammarion, 2010
– Ravenal, John. Vanitas: meditations on life and death in contemporary art. Charlottesville: University of Virginia Press, 2000
– Volpi, Franco. O Niilismo. Tradução de Aldo Vannucchi, São Paulo: Edições Loyola, 1999

 
Valerio Ricci Montani (Campiglia Marittima, Itália, 1976), vive e trabalha no Rio de Janeiro. E’ graduado e pós-graduado em Artes Visuais na Accademia di Belle Arti di Frosinone e di Roma, Itália. Foi residente no Mongin Artist in Residence Program em Seoul em 2011 e na HSF – Harlem Studio Fellowship em Nova York em 2009. Suas principais exposições foram: Novas Aquisições, Coleção Gilberto Chateaubriand (MAM Rio de Janeiro, 2014), Ausência Aguda Presença, texto de Gloria Ferreira (Sesc Copacabana, Rio de Janeiro, 2013), Colata Band! (CIAC, Genazzano, 2011), 54. Bienal de Veneza (Padiglione Italia della Biennale di Venezia, 2011), Mongin Open Studio 2011 (Mongin Art Center, Soul, 2011), Sŏul 서울 (MLAC, Roma, 2011), Italian Artists New York (ISCP International Studio & Curatorial Program, New York, 2009). Sua obras estão presentes nas coleções de Gilberto Chateaubriand, MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Collezione Musumeci Greco, Roma; Nomas Foundation, Roma.