EAV Parque Lage

Verbos de histórias

Verbos de histórias

Professora: Clarissa Diniz

Curso de Curta duração 2020
Módulo I – 27 a 30 abril
Módulo II – 29 junho a 03 julho
Módulo III – 28 setembro a 1º outubro
Módulo IV – 23 a 26 novembro
Segunda a quinta-feira, 18:00–22:00
R$ 380,00 por cada módulo

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Disponínel para os módulos I e II.

*Leia atentamente todas as normas de matrícula antes de se inscrever. Clique aqui.
Todos os alunos devem pagar a taxa administrativa anual. No caso dos alunos que realizarem o pagamento do curso on-line, a taxa administrativa anual no valor de R$100,00, deverá ser paga pelo aluno no dia que vier pegar seu comprovante de matrícula no curso, antes de entrar na aula, diretamente na secretaria da escola.


A partir de verbos (ações, gestos, operações, procedimentos) caros às práticas artísticas, o curso propõe uma abordagem transversal da assim chamada “história da arte”. Transhistoricamente, aproximaremos e friccionaremos poéticas de criadorxs de épocas e lugares diversos, analisando as intencionalidades e as estratégias dos projetos estéticos, sociais e políticos a elxs correlacionados.

Conteúdo
A cada módulo estudaremos um repertório de verbos – como representar, simbolizar,colonizar, estetizar, expressar, abstrair, construir, institucionalizar, desmaterializar, performar, racializar, ficcionalizar, colaborar – tomados de empréstimo das práticas artísticas. Os verbos que circunscrevem gestos e procedimentos singulares de artistxs diversxs serão estudados à luz e em contraste com momentos históricos e projetos estéticos para os quais esses mesmos verbos delineiam ações com implicações sociais, políticas e éticas.

Dinâmica
As aulas se darão a partir da apresentação de imagens, textos, depoimentos, vídeos e outros materiais capazes de provocar um mergulho no repertório de verbos sugerido. Em algumas aulas haverá leituras complementares indicadas aos participantes. O curso se realizará em 4 módulos ao longo de 2020. Cada módulo é constituído de quatro dias sequenciais de aulas. Sugere-se que os participantes acompanhem os 4 módulos.

Bibliografia
ARGAN, Giulio Carlo. História da Arte como História da Cidade. São Paulo: Martins Fontes, 1993.
ARGAN, G. C. Arte Moderna. São Paulo: Cia das Letras, 1995.
BASBAUM, Ricardo. Arte brasileira contemporânea: texturas, dicções, ficções, estratégias. Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos: Contra Capa, 2001.
CHIPP, H.B. Teorias da Arte Moderna. São Paulo, Martins Fontes, 1988.
COCCHIARALLE, Fernando; GEIGER, Anna Bella. Abstracionismo geométrico informal. Rio de Janeiro: Funarte, 1987.
COTRIM, Cecília (org). Clement Greenberg e o Debate Crítico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
COTRIM, Cecília; FERREIRA, Glória (org). Escritos de artistas, Anos 60/70. RJ: Jorge Zahar,2006.
FAJARDO-HILL, Cecilia; GIUNTA, Andrea (org). Mulheres radicais: arte latino-americana, 1960-1985. São Paulo: Pinacoteca, 2018.
FERREIRA, Glória. Crítica de arte no Brasil: temáticas contemporâneas. Rio de Janeiro: Funarte, 2006.
FOSTER, Hal; KRAUSS, Rosalind; BOIS, Yve-Alain; BUCHLOH, Benjamin. Art Since 1900: Modernism, Antimodernism, Postmodernism. New York: Thames & Hudson, 2016.
FRANK, Patrick. Readings in Latin American Modern Art. Yale University Press, 2004.
GOMBRICH, E. H. A história da arte. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988.
GREET, Michele. Transatlantic encounters. Yale University Press, 2018.
SULLIVAN, Edward. Latin American Art. Phaidon Press, 2000.

Clarissa Diniz nasceu em Recife e atualmente reside no Rio de Janeiro. Graduada em Lic. Ed. Artística/Artes Plásticas pela Universidade Federal de Pernambuco, UFPE; mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Entre 2006 e 2015, foi editora da Tatuí, revista de crítica de arte. Publicou inúmeros catálogos e livros, dos quais destacam-se: Crachá – aspectos da legitimação artística (Recife: Massangana, 2008) e Gilberto Freyre (Rio de Janeiro: Coleção Pensamento Crítico, Funarte, 2010; em coautoria com Gleyce Heitor).Tem textos publicados em revistas, livros e coletâneas sobre arte e crítica de arte brasileira, como Criação e Crítica – Seminários Internacionais Museu da Vale (2009); Artes Visuais – coleção ensaios brasileiros contemporâneos (Funarte, 2017); Arte, censura, liberdade (Cobogó, 2018), dentre outros. De curadorias desenvolvidas, destacam-se contidonãocontido, cocuradoria com Maria do Carmo Nino e EducAtivo Mamam (Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, Recife-PE, 2010), Contrapensamento selvagem (cocuradoria com Cayo Honorato, Orlando Maneschy e Paulo Herkenhoff. Instituto Itaú Cultural, SP), O abrigo e o terreno (cocuradoria com Paulo Herkenhoff. Museu de Arte do Rio – MAR, 2013), Ambiguações (Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 2013), Pernambuco Experimental (Museu de Arte do Rio – MAR, Rio de Janeiro, 2013), Todo mundo é, exceto quem não é – 13ª Bienal Naifs do Brasil (SESC Piracicaba, 2016 e Sesc Belezinho,2017), Dja Guata Porã – Rio de Janeiro Indígena (cocuradoria com Sandra Benites, Pablo Lafuente e José Ribamar Bessa. MAR, 2017) e À Nordeste (cocuradoria com Bitu Cassundé e Marcelo Campos. Sesc 24 de Maio, São Paulo, 2019). Foi curadora assistente do Programa Rumos Artes Visuais 2008/2009 (Instituto Itaú Cultural, São Paulo) e, entre 2008 e 2010, integrou o Grupo de Críticos do Centro Cultural São Paulo, CCSP. Foi pesquisadora do projeto Documents of 20th-century Latin American and Latino Art (International Centre for the Arts of the Americas – Museum of Fine Arts, Houston). Foi curadora convidada do Centre for Curatorial Leadership 2014 (Museum of Modern Art, MoMA, New York).