Xilogravura como projeto

Xilogravura como projeto

Professor: Júlio Castro

2º semestre
06 de agosto a 17 de dezembro
Segunda-feira, 18:00–21:00
R$ 380/mês

Originada como uma necessidade de multiplicação da escrita a Xilogravura surgiu no início do século IV na China e no Japão. Milenar e atual, tem possibilidades de pesquisa podem ser observadas em diversas frentes na produção contemporânea. Sua natureza múltipla permite abordagens no campo editorial como livros de artista, fanzines, cartazes, impressos em geral e se mostra também presente nas manifestações da arte urbana.

Objetivo
O curso objetiva capacitar prática e teoricamente o desenvolvimento da xilogravura como linguagem no âmbito da arte contemporânea. A partir de uma abordagem histórica da xilogravura no decorrer dos diversos movimentos artísticos e do conhecimento dos instrumentos de gravação, suportes e meios de impressão, os participantes serão estimulados a produzir e a refletir coletivamente sobre os desafios que os recursos da Xilogravura suscitam.

Conteúdo
– Introdução teórica ao conhecimento da gravura com ênfase na xilogravura.
– História da xilogravura no Brasil a partir do modernismo até os nossos dias e análise da produção brasileira e principais artistas. Relação da produção de xilogravura com os diversos movimentos da arte urbana nos dias de hoje.
– Conhecimento teórico, de gravação e exploração de técnicas de impressão com ênfase na cor.
– Conhecimento dos tipos de papel, suas características e possibilidades
– Suporte e acompanhamento crítico da produção dos participantes

Dinâmica / Metodologia
– Prática permanente de oficina, enfatizando a organização coletiva do espaço, sua dinâmica e manutenção.
– Desenvolvimento da produção dos participantes através de avaliações periódicas.
– Aula expositiva com projeção de imagens e discussão do conteúdo.
– Possibilidade da realização de um trabalho coletivo
– Visitas didáticas à exposições e/ou ateliers de artistas.

Público Alvo
Alunos sem experiência em xilogravura e mesmo quem já possua conhecimento prévio e que tenha interesse em se aprofundar e desenvolver projeto de pesquisa não só individual mas também coletivo, a partir das demandas criadas pelo grupo.

Bibliografia
– A Obra de Arte na era de sua reprodutibilidade técnica – Walter Benjamin
– Contra a gravura – texto de Paulo Herkenhoff para a Mostra RIO GRAVURA (1999), Prefeitura do Rio de Janeiro
– Catálogos diversos de artistas brasileiros e estrangeiros

Materiais / Equipamentos Necessários
Matrizes em madeira
1 folha de laminado de madeira
Papel canson
Goivas ( Instrumentos de corte para xilogravura)
Caneta marcador permanente
Papel jornal
Papel manteiga
Papel triplex
Acetato transparente
Cola branca
Tesoura

Júlio Castro
é formado em gravura pela UFRJ com passagem pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage e UFRGS em Porto Alegre. Dedica-se à produção artística desde os anos noventa. Participou das mostras coletivas A Paixão do Olhar MAM/RJ; Republicar Museu da República/RJ (1993); XV ESTAMPA – Salão Internacional de Gravura e Edições de Arte Contemporânea em Madrid (2007); Plaisir d’Offrir#2 – Galeria Dagmar De Pooter / Antuérpia, Bélgica (2009); Bienal Latino Americana de Gravura Museu Histórico Nacional/RJ e Museu Emílio Caraffa, Córdoba / Argentina (2014), entre outras. Individualmente expôs no Rio de Janeiro, Pelotas, Porto Alegre, em Lisboa no Centro Português de Serigrafia (2007), em Bruxelas no ARS117 (2009) espaços em que fez residência artística como artista convidado. Em 2018 fez uma residência de especialização em stencil no Atelier do Coletivo La Piztola em Oaxaca, México. Possui obras nas coleções da Pinacoteca de São Paulo, Universidade Cândido Mendes, Museu de Arte Contemporânea do Paraná e Museu de Arte do Rio Grande do Sul. Desde 2011 é professor de gravura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Coordena as atividades do Estudio Dezenove, espaço independente de produção e veiculação de arte contemporânea localizado no bairro de Santa Teresa no Rio de Janeiro.