Xilogravura e Conexões

Xilogravura e Conexões

Foto: Julio Castro

Professor: Júlio Castro

2º semestre 2019
12 de agosto a 09 de dezembro
Segunda-feira, 19:00–22:00
R$ 380,00/mês

Originada como uma necessidade de multiplicação da escrita a Xilogravura surgiu no início do século IV na China e no Japão. Milenar e atual, tem possibilidades de pesquisa podem ser observadas em diversas frentes na produção contemporânea. Sua natureza múltipla permite abordagens no campo editorial como livros de artista, fanzines, cartazes, impressos em geral e se mostra também presente nas manifestações da arte urbana.

Conteúdo
– Introdução ao conhecimento técnico da gravação em madeira e materiais alternativos bem como seus procedimentos de geração da imagem impressa.
– História da xilogravura no Brasil a partir do modernismo até os nossos dias e análise da produção brasileira e principais artistas.
Relação da produção de xilogravura com os diversos movimentos da arte urbana nos dias de hoje.
– Conhecimento teórico, de gravação e exploração de técnicas de impressão com ênfase na cor.
– Conhecimento dos tipos de papel, suas características e possibilidades de uso.

Dinâmica
– Prática permanente de oficina, enfatizando a organização coletiva do espaço, sua dinâmica e manutenção;
– Desenvolvimento da produção dos participantes através de avaliações periódicas;
– Aula expositiva com projeção de imagens e discussão de conteúdo;
– Execução de um trabalho coletivo em grande formato;
– Visitas didáticas à exposição e/ou ateliers de artistas;
– Convite a artistas para conversas com o grupo com relato de sua experiência de trabalho.

Bibliografia
Gravura – Arte Brasileira do Século XX. Ed. Cosac Naify, 2000.
HERSKOVITS, Anico. Xilogravura Arte e Técnica. Rio Grande do Sul: Editora Tchê, 1986.
BENJAMIN, Walter. A Obra de Arte na época de sua Reprodutibilidade Técnica. Rio Grande do Sul: Editora Zouk, 2012.

Júlio Castro é formado em gravura pela UFRJ com passagem pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage e UFRGS em Porto Alegre, dedica-se à produção artística desde os anos noventa. Participou das mostras coletivas A Paixão do Olhar MAM/RJ; Republicar Museu da República-RJ (1993); da XV ESTAMPA – Salão Internacional de Gravura e Edições de Arte Contemporânea em Madrid (2007); Plaisir d’Offrir#2 – Galeria Dagmar De Pooter / Antuérpia, Bélgica (2009); RioXCórdoba, Museu Emílio Caraffa, Argentina (2011), entre outras. Individualmente expôs no Rio de Janeiro, Pelotas, Porto Alegre, em Lisboa no Centro Português de Serigrafia (2007) e em Bruxelas no ARS117 (2009), espaços em que também fez residência artística como artista convidado. Foi membro do Conselho Curador do Espaço Cultural de FURNAS, RJ (2007), idealizador e coordenador do projeto Arte de Portas Abertas (1997/2007), do Prêmio Interferências Urbanas (2000/2002) e Jovens Aprendizes (2001/2002). Coordena o Estúdio Dezenove, espaço dedicado à arte contemporânea localizado em Santa Teresa no Rio de Janeiro e onde atualmente conduz o Núcleo Magliani – Centro de referência da obra pintora gaúcha Maria Lídia Magliani (Pelotas,1946- Rio de Janeiro, 2012) e o projeto Vitrine Efêmera (1998/2019), que convida artistas para intervenções site specific na vitrine do Estúdio Dezenove.