HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA COMO AGÊNCIA E CURA
- 12 de agosto até 25 de novembro
- Quarta-feira
- 19h às 21h 19h às 21h
- Online
- Semestral
Apresentação
O curso propõe uma investigação no campo da arte e da pesquisa curatorial. O objetivo é contribuir para o aprofundamento dos estudos e poéticas voltados para as racialidades tendo a fotografia como caminho de abordagem. Serão examinados o nascimento da fotografia, sua utilização como ferramenta de dominação colonial, a chegada ao Brasil e as inúmeras possibilidades existentes na interpretação de acervos ainda pouco explorados, nos dois lados do Atlântico.
Programa
Eixo 1 - Aprender e desaprender esta história
A Fotografia e o Império da visão
Brasil: fotógrafos imigrantes e imagens cativas
A desobediência dos detalhes
Eixo 2 - Fotografia como narrativa de si
Mama Casset, Seydou Keita, Malick Sidibé e Ernest Cole: fotógrafos africanos e a contra-representação
Gordon parks e a fotografia como agência
Eixo 3 - Me veja pelos meus olhos
Pensamento negro em acervos e imagens
Rasuras e fabulações como método
Marcela Bonfim e a Amazónia Negra
Mayara Ferrão e a descolonização das memórias
Eixo Transversal • Interlocuções
Refino individual dos projetos
Professores
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Dinâmica
A metodologia articula a leitura e discussão de textos teóricos e obras artísticas, a investigação de performances, visitas a exposições presenciais e virtuais, além do diálogo com pessoas pesquisadoras e curadoras convidadas.
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Recursos
Computador ou celular com acesso à internet.
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Público Alvo e pré requisitos
O curso é voltado a artistas, pesquisadores, estudantes, bem como a pessoas interessadas em estudos afro-diaspóricos, pensamento decolonial e práticas curatoriais contemporâneas.
Refefências
AZOULAY, Ariella Aisha. “Desaprendendo momentos decisivos” In Zum – Revista de Fotografia do Instituto Moreira Salles, n. 17, 2019.
BISPO, Alexandre Araujo. Entre criação, documento e edição: a fotografia nas artes negras. Revista ZUM, São Paulo, 4 mar. 2020. Radar. Disponível em: https://revistazum.com.br/radar/artes-negras/. Acesso em: 18 maio 2026.
HOOKS, Bell. Art on my mind: visual politics. New York: The New Press, 1995.
KRACHENSKI, Naiara. Produção e Circulação de Estereótipos sobre os Africanos nos Registros Fotográficos da Sociedade Colonial Alemã (1909-1939). Cadernos de Estudos Africanos, n. 36, p. 113-137, 2018. Disponível em: https://journals.openedition.org/cea/3103. Acesso em: 18 maio 2026.
MAUAD, Ana Maria. As fronteiras da cor: imagem e representação social na sociedade escravista imperial. Locus: Revista de História, Juiz de Fora, v. 6, n. 2, p. 75-101, 2000. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/locus/article/view/20515. Acesso em: 18 maio 2026.
NEGRAS imagens: formação a partir do acervo IMS. In: Instituto Moreira Salles (IMS). São Paulo, 4 mai. 2022. Disponível em: https://ims.com.br/eventos/negras-imagens-formacao-a-partir-do-acervo-ims/. Acesso em: 18 maio 2026.
ROSE, Gillian. Visual Methodologies: an introduction to researching with visual materials. 4. ed. London: SAGE Publications, 2016.
SCHVEITZER, Ana Carolina. Imagens do Império: mulheres africanas pelas lentes coloniais alemãs (1884-1914). 2016. Dissertação (Mestrado em História Cultural) – Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2016.
STAUFFER, John; TRODD, Zoe; BERNIER, Celeste-Marie. Picturing Frederick Douglass: An Illustrated Biography of the Nineteenth Century's Most Photographed American. Epílogo de Henry Louis Gates Jr.; Prefácio de Kenneth B. Morris Jr. Nova York: Liveright Publishing Corporation, 2015.
ZUBARAN, Maria Angélica. Pedagogias da Imprensa Negra: entre fragmentos biográficos e fotogravuras. Educar em Revista, Curitiba, n. 60, p. 215-229, abr./jun. 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/er/a/vx35zwtVptrQc5BdKcTsLTm/. Acesso em: 18 maio 2026.
Os cursos de TEORIAS, HISTÓRIA DA ARTE E ESTUDOS CURATORIAIS são voltados à reflexão teórica e ao pensamento crítico, abordando as histórias da arte, dialogando com outros campos como a antropologia e a filosofia, bem como às práticas curatoriais.



